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São Paulo sitiada, de novo

por Redação Carta Capital — publicado 30/06/2012 11h13, última modificação 06/06/2015 17h29
Ônibus queimados e PMs mortos. A cidade revive o terror e ninguém explicou ainda o porquê
SP

Quem? A polícia suspeita de retaliação do PCC. Foto: Helio Torchi/AE

Um mistério paira no ar em São Paulo. Ninguém explicou ainda o porquê da escalada de violência contra policiais militares e alvos públicos que tem deixado a cidade em alerta nos últimos dias. Desde a sexta-feira 22, a segurança foi reforçada, após o assassinato de seis policiais militares. Outras mortes de PMs estão sendo investigadas. Ao mesmo tempo, ataques em sequência a ônibus fizeram três empresas retirarem os veículos de circulação, o que deixou bairros inteiros sem transporte. Dez ônibus foram queimados em duas semanas em pontos diferentes da cidade. A falta de transporte causou protesto de usuários, que chegaram a fechar uma avenida. Lojistas preocupados com a violência fecharam o comércio em várias ruas.

No Capão Redondo, um dos distritos mais violentos da cidade, 11 pessoas foram mortas em seis dias. Não que São Paulo seja exatamente uma cidade segura. Mas o intervalo entre as mortes e os ônibus queimados tem sido curto, demasiado curto. Num frêmito de heroísmo, o governador Geraldo Alckmin disse que os criminosos “vão levar a pior”. Mas quem são? Ninguém explica. A polícia investiga se as mortes e os ataques a ônibus estão ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As ações poderiam representar uma retaliação à transferência de um dos chefes da quadrilha para um presídio de segurança máxima.

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