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São Paulo cria força-tarefa contra “baderneiros” em manifestações

por Agência Brasil publicado 08/10/2013 19h52
A força-tarefa será formada pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. O uso de bala de borracha pode voltar a ser usado quando necessário

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira 8 a criação de uma força-tarefa para combater “baderneiros” e “arruaceiros” que participam de manifestações populares. O objetivo é identificar, com rapidez, as pessoas com condutas ilegais presentes nos atos. “A força-tarefa tem o objetivo de impedir que uma minoria de baderneiros atrapalhe o direito de manifestação dos demais”, disse o titular da SSP, Fernando Grella Vieira.

A força-tarefa será formada pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Os trabalhos foram iniciados na tarde de hoje. Todas as informações recolhidas pelas polícias desde as manifestações de junho serão colocadas à disposição do grupo. De acordo com o secretário, serão intensificados o acompanhamento das redes sociais e o cruzamento de dados.

Grella disse que a polícia poderá voltar a usar a munição de bala de borracha, quando considerar necessário. O uso do armamento havia sido suspenso pelo próprio secretário, em junho, após a munição ter causado sérios ferimentos em manifestantes, jornalistas e pessoas que transitavam pelas ruas no momento dos protestos.

“Quando a manifestação é ocupada por pequenos grupos que não são manifestantes, são baderneiros, exige do grupo o emprego da força progressiva. Se nós tivermos cena, como vimos ontem, não em relação a manifestantes, mas a grupo de vândalos, ela [a polícia] poderá empregar a força progressiva sim, inclusive a bala de borracha”, disse.

Entre outras ações, Grella confirmou a permanência da ação dos chamados P2 – agentes policiais disfarçados que se infiltram entre os manifestantes. “Todo segmento policial tem seu serviço de informação para orientar, inclusive em termos de diretrizes, o trabalho de prevenção da ação policial. Isso tem sentido social, atende ao interesse público, assim como a polícia civil tem fortemente o setor de inteligência, a Polícia Militar tem setor de informações”, disse.

Questionado se a polícia pediria a proibição do uso de máscaras nas manifestações, Grella disse que a atitude de esconder o rosto é “irrelevante” e o que a força-tarefa pretende é combater a baderna e a arruaça.

De acordo com a SSP, na manifestação de ontem, houve o registro de sete feridos e 14 pessoas  detidas, das quais cinco permanecem presas.

publicado originalmente em Agência Brasil

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