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Violência no Rio

Saldo da operação é de 253 presos. Exército deve ficar até julho no Complexo do Alemão

por Redação Carta Capital — publicado 30/11/2010 08h42, última modificação 06/06/2015 18h43
Ocupação do morro terá 2 mil homens das Forças Armadas até que seja instalada a UPP, prevista para o final do primeiro semestre. Leia a coletânea de artigos de especialistas e dê sua opinião

Ocupação do morro terá 2 mil homens das Forças Armadas até que seja instalada a UPP, prevista para o final do primeiro semestre

A Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou nesta segunda-feira um balanço das ações para conter a criminalidade desde os ataques a ônibus, vans e carros de passeio, ocorridos no último dia 21. Ao todo 37 pessoas morreram, 123 acusados e 130 suspeitos foram presos. A PM que informou ainda que durante os ataques foram incendiados 102 veículos.

O levantamento apontou que foram apreendidas 125 armas, entre fuzis, metralhadoras, pistolas, e até metralhadoras com calibre capaz de derrubar helicópteros e romper a blindagem de carros de guerra. Também foram recolhidas 125 granadas e bombas de fabricação caseira, 12 coquetéis molotov, oito explosivos, 14 litros de gasolina, além de seis dinamites e seis espoletas para acionar os explosivos. O material apreendido no Complexo do Alemão deve ser apresentado hoje pelo secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame.

Agora ocupado, o Alemão dará lugar a 2 mil homens das Forças Armadas que trabalharão na pacificação da favela considerada por Beltrame como o “coração do mal”. O Anúncio foi feito na segunda-feira 29 pelo governador do Estado Sérgio Cabral. Segundo o governador, a presença do exército é necessária para evitar que o governo não adie o calendário de retomada de outras comunidades ainda dominadas pelo tráfico.

Cabral disse que a presença das Forças Armadas irá até o final do primeiro semestre de 2011, quando ele afirmou que terá sido instalada a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

O governador demonstrou preocupação com a infraestrutura que o estado precisará para receber os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo. Segundo ele, será necessário fazer o trabalho de “três décadas em seis anos” nas áreas de saneamento, transporte, mobilidade urbana e infraestrutura.

Abaixo leia as análises sobre a situação que publicamos aqui nos últimos dias e dê a sua opinião no espaço abaixo destinado aos comentários. Wálter Maierovitch, Maurício Dias, Paulo Vannuchi, Luiz Eduardo Soares, Vladimir Palmeira, Marcelo Freixo, Chico Alencar, Plínio de Arruda Sampaio, José Cláudio Souza Soares e a ONG “Observatório das Favelas” fazem aqui suas avaliações. CartaCapital pretende assim contribuir com o debate sobre esta situação tão grave e tão complexa que o País enfrenta.

Wálter Maierovitch, em 24/11/2010:

Paolo Manzo, em 25/11/2010:

Wálter Maierovitch, em 25/11/2010:

Walter Maierovitch, em 26/11/2020:

Marcelo Freixo, em 25/10/2010:
Marcelo Freixo, em 24/11/2010:

Vladimir Palmeira, em 25/11/2010:

Prof. José Cláudio Souza Alves, em 25/11/2010:

Mauricio Dias, em 26/11/2010:

Plínio Arruda Sampaio, em 26/11/2010:

Página 12, argentino, em 26/11/2010:

Bahia de Fato, em 26/11/2010:

, em 26/11/2010

Chico Alencar, em 26/11/2010:

Observatório de Favelas, em 27/11/2010

Luiz Eduardo Soares, em 27/11/2010:

Ricardo Targino, em 29/11/2010:

José Cláudio Souza Alves, em 29/11/2010:

Allan Mahet, em 29/11/2010:

Antonio Engelke, em 30/11/2010:

Paulo Daniel, em 30/11/2010:

Raquel Rolnik, em 30/11/2010:

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