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Rio, sex and the city

por Carlos Leonam e Ana Maria Badaró — publicado 01/02/2010 18h25, última modificação 20/09/2010 18h26
O título também poderia ser “Um e-mail para Carrie Brad-shaw”, diante da notícia de que o ator Chris Noth, o Mr. Big de Sex and The City, será uma das estrelas do camarote mais badalado da Sapucaí. O lindão não é um total big star, mas também não é um qualquer.

O título também poderia ser “Um e-mail para Carrie Brad-shaw”, diante da notícia de que o ator Chris Noth, o Mr. Big de Sex and The City, será uma das estrelas do camarote mais badalado da Sapucaí. O lindão não é um total big star, mas também não é um qualquer.

Além de bonito e simpático, é ótimo ator e anda aspergindo charme em outras séries de tevê e em filmes de média repercussão – no momento, é o marido safado, procurador de Chicago, Peter Florrick, que foi em cana por andar com moça de vida fácil, na excelente The Good Wife, em que Alicia (Julianna Margulies, ótima), sua mulher, enfrenta uma vida difícil.

Recentemente, Noth (que detesta que o chamem de Mr. Big, coitado) esteve no Rio e não fez feio. Não ficou se fingindo de penumbra atrás das cortinas diáfanas do espaço privé do Fasano, o hotel top de Ipanema e atual pousada de vips. Mas, para as viciadas na história de amor entre a jornalista/fashionista/consumista/pensadora-contemporânea vivida pela atriz Sarah Jessica Parker e o financista medroso com as coisas do amor, ter Mr. Big em nosso carnaval acorda instintos primitivos, como ter ciúme de um personagem.

Vê-lo circulando nas festas de Baco dos camarotes de cerveja do carnaval carioca parece um convite à infidelidade. Mr. Big/Florick, sem Carrie/Alicia, será fatalmente assediado, tátil e visualmente, por exuberâncias calipígias combinadas aos muitos e muitos litros de silicone pululantes, nos não sei quantos pares de seios que brotam na avenida. Aprisionadas em suas belas formas as próteses parecem gritar: “Deixe-me espirrar”.

Com esse nosso espírito retrógrado guardião dos bons costumes dá vontade- de passar um e-mail para a Carrie, (ou tuitá-la?), sugerindo duas coisas. A primeira é que peça ao José Victor Oliva para ser convidada também. Assim, desfilaria sua magreza sexy junto às gostosudas daqui e espantando as comadres assanhadas.

Se não tiver alternativa, que escreva uma coluna sobre como se sente uma mulher independente quando o amado é instado, com todas as mordomias e o frisson do desfile das escolas de samba do Rio, a entrar no que muitos chamam de paraíso. Sem que seja necessário se fantasiar de homem-bomba.

Carrie deve saber que também aqui há trupes de mulheres enlouquecidas para arranjar um gato de estirpe que, se não lhes assegurar um ronrom no dia seguinte garanta, pelo menos, uma foto na grande imprensa. Na mensagem à colunista de Sex and The City, um P.S., bandeira daqueles que escrevem e-mail pensando que é carta. O post scriptum assinado pelo fã-clube de Carrie diria algo como: “Ficaremos de olho em Mr. Big”. E o que não seria dito: “Mas, se ele se engraçar por uma de nós, inspire-se para mais uma crônica e garanta o saldo no cartão de crédito para chorar sobre a última da Vuitton”. Olha que lá vem a Portela, Mr. Big.

Fumaça a bordo
Num voo recente Londres-Rio, a comissária da British Airways advertiu que andaram fumando em um dos banheiros do avião. No sermão bem dado, a aeromoça lembrou que o irresponsável colocara em risco a vida de mais de 400 passageiros.

Estranhamente, o sensor de fumaça do toalete não funcionou para que o filho daquela senhora levasse um flagrante. Sairia do avião em cana. Isqueiros e fósforos são proibidos também na bagagem de mão. Mas vê-se que não é difícil burlar regras básicas de segurança, mesmo decolando de Heathrow, considerado um dos aeroportos mais seguros do mundo. Outro motivo para perder o sono nessas maratonas transoceânicas.