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Renda per capita da família brasileira cresce 3% ao ano em uma década, aponta estudo

por Agência Brasil publicado 05/08/2013 15h47, última modificação 05/08/2013 15h49
Estudo destaca que, só no período de 2004 a 2011, foram gerados no país 2,095 milhões de empregos, uma taxa média de crescimento de 5,8% ao ano
Frederico Haikal
Carteira de trabalho

De 2004 a 2011, foram gerados 2,095 milhões de empregos, indicando taxa média de crescimento de 5,8% ao ano

A renda per capita das famílias brasileiras aumentou 3% ao ano, em uma década (2001 a 2011), passando de R$ 591 para R$ 783. Para o segmento da classe média, o ritmo de crescimento para superou os 4% ao ano, com valor (R$ 576) 50% acima do registrado dez anos antes (R$ 382). Os dados estão na quarta edição do estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado nesta segunda-feora 5, em São Paulo, pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

Em 95 páginas, o estudo traz no prefácio um artigo do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, no qual ele destaca que, só no período de 2004 a 2011, foram gerados no país 2,095 milhões de empregos, indicando taxa média de crescimento de 5,8% ao ano. Os dados citados pelo ministro são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O Vozes da Nova Classe Média salienta que o aumento da renda per capita se deve em parte às novas oportunidades de trabalho e também à “crescente generosidade das transferências públicas”. Em 2011, a renda per capita alcançava R$ 591 por mês, valor que subiu para R$ 783, em 2011.

De acordo com o estudo, o número de postos de trabalho cresceu 20% no período com ampliação de 16 milhões de vagas, passando de 76 milhões em 2001 para 92 milhões em 2011, o que consequentemente levou a uma queda na taxa de desemprego. Como a população em idade ativa também aumentou em velocidade semelhante à de ofertas de emprego, em 19%, a taxa de ocupação ficou estável em 60%.

A maioria das novas oportunidades no mercado de trabalho foram para assalariados, tanto em empresas públicas quanto no setor privado. Neste último, o número de assalariados aumentou 38%. Paralelamente, houve uma melhoria das condições de contratação com a expansão do emprego formal. Dos 16 milhões de empregos abertos na década analisada, 13 milhões foram com carteira assinada. A quantidade dos assalariados sem carteira diminuiu em quase um milhão.

Houve alta de 24% na remuneração média dos trabalhadores, o equivalente a aumento anual de 2%. Para a classe média, o valor subiu 31% ou quase 3% ao ano. Essa ascensão é atribuída à melhoria na capacitação e mudanças na qualidade dos postos de trabalho. Houve crescimento de 27% no nível de escolaridade, com o número de anos de estudo saltando de 6,7 para 8,5 anos.

Apesar dessas melhorias, o levantamento mostra que ainda é alta a rotatividade no mercado de trabalho brasileiro. Em média 40% dos trabalhadores mudam de emprego a cada ano e essa troca ocorre, principalmente, entre os que têm baixa qualificação e recebem até dois salários mínimos.

O levantamento indica que 54% da força de trabalho são formadas por pessoas com renda de classe média, o que totaliza 47 milhões de pessoas. Mais da metade desse contingente ou 55% atuam no setor privado. Dos novos trabalhadores que ingressaram na classe média, 19 milhões (67%) também estão no setor privado.

Publicado originalmente em Agência Brasil