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Sociedade

Sem-teto

Reintegração de posse do prédio ocupado na Av. Ipiranga

por Bruno Huberman — publicado 03/11/2010 16h51, última modificação 03/11/2010 16h53
Osmar Borges, um dos líderes do movimento, conta que as famílias terão que morar na rua caso aconteça a desapropriação

Osmar Borges, um dos líderes do movimento, conta que as famílias terão que morar na rua caso aconteça a desapropriação

O número 925 da Avenida Ipiranga, ocupado por 1,2 mil sem-tetos da Frente de Luta por Moradia (FLM) desde o dia 4 de outubro, recebeu na sexta-feira 29 de outubro um aviso de reintegração de posse. O pedido foi emitido em nome da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI). As famílias tem até o dia 8 de novembro para desocupar o edifício que foi um hotel até a década de 1980 e depois um bingo clandestino até 2008.

Osmar Borges, uma das lideranças do movimento, informou que o advogado da FLM entrará entre hoje 3 e amanhã 4 com uma liminar contra o pedido de reintegração. “Torcemos para que o pedido seja julgado até o dia 8 e por um juiz progressista que compreenda as reivindicações dos movimentos sociais. Senão a partir do dia 6 já estaremos a postos porque a PM pode entrar a qualquer momento”, conta Borges.

Ele e outras lideranças da FLM irão nesta quarta-feira até o Batalhão da Polícia Militar no centro da cidade para saber das intenções de procedimento da polícia para não serem surpreendidos. “Se formos despejados mesmo, o jeito vai ser ir para a rua. Vamos ter que formar favelas ali na região central porque não temos para onde ir”. A principal reivindicação dos ocupados é o pagamento do bolsa-aluguel – programa do governo federal para pessoas sem moradia por tragédias – até ser resolvido o problema da falta de habitação decente para os sem-tetos.

Leia reportagem sobre o dia-a-dia da ocupação da avenida Ipiranga:

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