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Sociedade

Reação à ação da PM

Manifestantes protestam contra Alckmin em Paris

por Bia Barbosa — publicado 12/06/2013 17h39, última modificação 12/06/2013 19h06
A jornalista Bia Barbosa fala do protesto contra o governador de São Paulo Geraldo Alckmin que organizou com colegas na porta da sede do governo francês, onde ele esteve hoje, em Paris
Bia Barbosa
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Manifestantes em frente ao hotel Matignon, onde o governador Geraldo Alckmin esteve hoje em Paris

Tem momentos em que nada justifica ficar calado. E foi isso que nos levou a ir nesta tarde até a porta do Hotel de Matignon, sede do governo francês, mostrar nossa indignação ao governador Alckmin, em visita oficial a Paris. Éramos poucos e foi um protesto rápido, porém necessário diante da brutalidade com a qual a Polícia Militar de São Paulo tem tratado os manifestantes que, acertadamente, tomaram as ruas da cidade contra o aumento das passagens.

O resultado da ação da PM nesta terça, com dezenas de pessoas presas, sem direito à fiança, foi o que nos provocou. Entre elas, o colega jornalista Pedro Ribeiro Nogueira, que cobria a manifestação. Pedro tentou ajudar uma menina agredida por policiais e foi detido sob a estapafúrdia acusação de formação de quadrilha. Pedro está agora com outras 11 pessoas no Centro de Detenção Provisória da Capital. Não bastou apresentar todos os documentos provando que estava trabalhando.

Alckmin continua tratando todos como vândalos. "Alckmin, o vândalo é você", dizia um dos cartazes levados pro ato. Em outros: "Não há transporte no país da Copa", "Soltem nossos presos!", "PT de mãos dadas com o fascismo tucano".

Não sabemos o que o governador achou da nossa breve manifestação. Rapidamente fomos tirados de lá pela polícia francesa, que alegou que nosso protesto não havia sido autorizado pela Prefeitura de Paris. Aqui, uma norma determina que manifestações que impedirão a circulação de pessoas – o que não era o caso – sejam previamente autorizadas. Uma boa e legalista desculpa para nos tirar de lá e nos escoltar até o metrô mais próximo. Pra nós, o importante, mesmo aqui de longe, foi não silenciar diante do que está acontecendo em São Paulo, nossa cidade, com aqueles que exercem seu direito à liberdade de expressão e de manifestação.