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Sociedade

Crise da Água

PT acusa gestões do PSDB pela crise da água em São Paulo

por Redação — publicado 09/05/2014 11h49, última modificação 09/05/2014 11h49
PT, junto à entidades do movimento popular, sindical e parlamentares, elaborou um manifesto em que acusa o governador Geraldo Alckmin de maquiar a atual crise enfrentada pelo estado

O PT acusa o PSDB pela crise da água em São Paulo. A liderança do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa reuniu entidades do movimento popular, sindical e parlamentares e elaborou um manifesto afirma que a crise no abastecimento "é responsabilidade das sucessivas gestões do PSDB que governam o Estado de São Paulo há mais de 20 anos".

O manifesto ainda acusa o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de mentir sobre a real situação enfrentada no Sistema Cantareira. "O Alckmin continua falando que não há rodízio de água. É mentira, quem mora na periferia, nos bairros pobres, já enfrenta falta d’água em condições normais, agora, a situação piorou, com a falta d’água praticamente diária."

O manifesto é assinado por 12 entidades e pode ser conferido na íntegra abaixo:

Entidades do movimento popular, sindical e parlamentares reunidos no último dia 23 de abril para discutir a crise da água em São Paulo, por iniciativa da Liderança do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa, debateram e chegaram à conclusão de que a crise da água que afeta a população da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e Região Metropolitana de Campinas (RMC) é responsabilidade das sucessivas gestões do PSDB que governam o Estado de São Paulo há mais de 20 anos. Isso fica claro quando tomamos conhecimento que essa situação de caos poderia ter sido evitada caso o Governo do Estado tivesse colocado em prática as medidas necessárias.

A situação, que afeta nossa região, pode se estender para todo o Estado, já que os órgãos que cuidam das águas em outras cidades também não preveem plano de emergência para enfrentamento de crises como a que assistimos agora. Além de afetar diretamente a vida dos cidadãos e da rotina de instituições como hospitais e escolas, a falta d’água poderá prejudicar o complexo industrial, já que o setor demanda grande quantidade de água para seu funcionamento. Os prejuízos poderão se traduzir na queda da produção e de empregos, aumentando a paralisia econômica no Estado.

Água tratada como mercadoria

A Sabesp, que é responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário na maioria das cidades, há muito tempo deixou de ser uma empresa de caráter público (aliás, política do PSDB em todo o Estado), que deveria ter como principal objetivo atender bem a população. Há décadas se transformou numa empresa de negócios que tem como principal objetivo gerar lucro, que, só nos últimos dois anos, chegaram a quase R$ 4 bilhões. Parte desse lucro é repassada, na forma de dividendos, a acionistas no Brasil e em Nova Iorque e, outra parte,  para o Governo do Estado, que é seu maior acionista e que não reinveste em saneamento, como, por exemplo, em programas de redução de perdas, água de reuso, expansão de sistemas de produção de água, ampliação dos reservatórios (como os da região Oeste de São Paulo e Osasco que só agora devem sair do papel com previsão de entrega em 2018) e em mão de obra – a Sabesp está com o quadro de pessoal no limite, reflexo da política do governo Serra que continua com Alckmin .

Além disso, a empresa vem sendo loteada entre os empreiteiros, através das terceirizações e Parcerias Públicos Privadas – PPPs - que precarizam o trabalho e provocam queda na qualidade de serviços.

As águas dos nossos rios, que se tratadas poderiam ser usadas para vários fins, continuam poluídas, mesmo depois de serem investidos bilhões de dólares, como no Rio Tietê, que após os projetos Tietê, I, II e III continua poluído – neste caso uma CPI seria necessária.

O rodízio de água já acontece

O Alckmin continua falando que não há rodízio de água. É mentira, quem mora na periferia, nos bairros pobres, já enfrenta falta d’água em condições normais, agora, a situação piorou, com a falta d’água praticamente diária. E o Governo do Estado tenta colocar a culpa na população, que já sofre com a falta de coleta e tratamento dos esgotos, com o metrô lotado, com a falta de segurança e escolas de péssima qualidade.

Para fazer o enfrentamento contra a inércia e ineficiência dos tucanos e a privatização do nosso Estado, defendemos uma grande jornada de lutas envolvendo o movimento popular e sindical e parlamentares comprometidos com a luta do povo no nosso Estado, principalmente com a população mais pobre.

Por garantia de água pra todos

Água não é mercadoria

Assinam:

Central de Movimentos Populares – CMP

Central Única dos Trabalhadores – CUT

Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM

Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo - FACESP

Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente – FENATEMA

Federação Nacional dos Urbanitários - FNU

Jornal Brasil de Fato

Levante Popular da Juventude

Liderança do Partido dos Trabalhadores na ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SP

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST

Sindicato dos Trabalhadores em Água Esgoto e Meio Ambiente do Estado - SINTAEMA