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Prêmio Nobel da Paz sob pressão

por Brasil Econômico — publicado 03/03/2011 09h38, última modificação 03/03/2011 09h42
Partidários de Mohamed Yunus, que foi demitido do próprio banco nesta semana, afirmam que o Nobel tem sido perseguido graças a uma rixa com o xeique Hasina que remonta à 2007

Por Bárbara Ladeia*

O governo de Bangladesh pediu a saída de Mohamed Yunus da diretoria do Grameen Bank, instituição financeira de microcrédito fundada por ele mesmo no país que lhe rendeu o prêmio Nobel da Paz.

A organização, no entanto, nega a saída do Nobel da Paz, afirmando que ele permanece no cargo de diretor administrativo da instituição.

Aclamado em todo mundo por políticos e executivos financeiros pelo projeto do Grameen Bank, Yunus tem estado sob o alvo da artilharia do primeiro-ministro de Bangladesh, o xeique Hasina, desde o ano passado, após a publicação de um documentário norueguês alegando sonegação de impostos pela instituição.

Embora tenha negado quaisquer irregularidades, os partidários de Yunus afirmam que o Nobel tem sido perseguido graças a uma rixa com Hasina que remonta à 2007, quando Yunus tentou criar um partido político.

O porta-voz do banco central de Banco Central de Bangladesh se limitou a confirmar o envio de uma carta solicitando a exoneração de Yunus de seu cargo, porém não forneceu mais detalhes.

Na última terça-feira (1/3), a pressão sobre Yunus se intensificou, sob a alegação de que ele já estaria no comando do Grameen Bank há cerca de uma década, período superior ao permitido por lei. A idade oficial de aposentadoria dos diretores seria aos 60 anos e o Nobel da Paz já alcança os 70.

Yunus, no entanto, ressalvou que a diretoria do banco é composta essencialmente por acionistas, o que lhe permite ficar ligado à instituição enquanto for capaz de exercer suas funções.

Resposta
A instituição declarou em nota oficial que está buscando respaldo legal, uma vez que o Nobel da Paz não teria violado nenhuma regra. "O Grameen Bank está buscando respaldo legal. Também estamos examinando todos os aspectos legais desse problema", sinalizou o documento.

"O Grameen Bank tem cumprido todas a leis aplicáveis também no que diz respeito à nomeação de seu diretor geral. De acordo com os assessores jurídicos do banco, o fundador do Grameen Bank, prêmio Nobel, Professor Mohamed Yunus, portanto, continua em seu escritório."

Com informações da Reuters
*Matéria originalmente publicada no Brasil Econômico

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