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São Paulo

Prefeitura vai regulamentar uso de jet ski em represa

por Redação Carta Capital — publicado 05/03/2012 15h17, última modificação 05/03/2012 15h46
Convênio entre prefeitura e Marinha irá ampliar a fiscalização e criar novas regras para aumentar a proteção dos banhistas da Guarapiranga
Jet ski

Foto: tazZY_85 / Flickr

Após duas crianças morrerem nas últimas semanas em acidentes envolvendo jet-skies, a prefeitura de São Paulo decidiu regulamentar e fiscalizar o uso do aparelho nas praias de Guarapiranga.

As novas regras são tratadas com urgência por Gilberto Kassab e começarão a ser definidas nesta semana entre técnicos da prefeitura e da Marinha.

Entre as medidas, estão previstas áreas específicas para o embarque e o desembarque de motos aquáticas e a criação de áreas exclusivas para o uso do aparelho e para banhistas.

Hoje, a proteção dos banhistas se dá apenas por bóias instaladas pelos bombeiros durante os finais de semana nas duas praias mais freqüentadas da Guarapiranga – Praia do Sol e Garujapiranga.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as bóias separam e protegem 15 mil banhistas da área das embarcações. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o tenente Alexandre Antunes Neves, do 4º Grupamento de Bombeiros, disse que o número de jet-skies nas represas aumentou. “Detectamos o problema [dos aparelhos passando perto das pessoas] e instalamos as bóias”, explicou o oficial responsável pelo patrulhamento da represa.  Ao todo, cerca de 30 bombeiros trabalham na área durante o final de semana.

Empresas de locação

O aluguel dos aparelhos também será regulamentado, avisa a prefeitura. Agora, quem quiser fazer esse tipo de negócio deverá abrir uma empresa e exigir carteira de habilitação de quem alugou o veículo. Caso contrário, o proprietário também será responsabilizado em caso de acidente.

As normas referentes à concessão temporária dos aparelhos precisarão virar lei e dependem da aprovação da Câmara Municipal. Porém, as medidas ligadas às áreas de embarque e desembarque dos veículos já podem começar a vigorar nas próximas semanas - assim como a atuação de fiscais da prefeitura e dos guardas-civis metropolitanos, ligados à área ambiental, na fiscalização do tráfego marítimo, que apenas depende de um convênio entre a prefeitura e a Marinha.

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