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Preço é fator mais importante na hora da compra de automóveis

por Redação Carta Capital — publicado 28/05/2012 18h37, última modificação 06/06/2015 18h14
Pesquisa divulgada pelo instituto mostra que os brasileiros consideram a quilometragem apenas o terceiro fator de maior relevância ao adquirir um veículo
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80,5% dos entrevistados preferem comprar um carro mais barato, mesmo que ele seja semi-novo

Pressionado pelo cenário externo incerto propiciado pela crise e pelos resultados insatisfatórios da indústria, mais uma vez o governo optou por impulsionar a produção automobilística para estimular o crescimento econômico do País. Com a diminuição do IPI dos automóveis, o governo federal julga ser capaz de segurar um crescimento de pelo menos 3% do PIB ao longo de 2012.

A medida deve estimular ainda mais os brasileiros a adquirirem carros zero quilômetro durante este ano. Uma pesquisa divulgada pelo instituto Data Popular na segunda-feira 28 mostra que a população já tinha intenção de comprar automóveis - sendo eles usados ou não. De acordo com o estudo, 8,5 milhões de pessoas pretendem comprar um veículo ainda este ano e o fator de maior influência é o preço: 80,5% dos entrevistados preferem comprar um carro mais barato. "O fato de o brasileiro priorizar o preço em vez da quilometragem contribui para o aquecimento do mercado de veículos usados, por meio da aquisição de seminovos de maior potência por um valor que cabe no seu bolso”, diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular.

Conforme a pesquisa, outro fator importante para os brasileiros é a potência do veículo. 62,9% levam este item em consideração ao escolher um automóvel. A quilometragem está apenas no terceiro lugar da lista: entre os que pretendem comprar carro esse ano, o modelo ser novo é considerado importante apenas por 52,3%. 25,2% disseram que esse fator não influencia em nada em sua compra e 22,5% afirmaram ser indiferentes à quilometragem.

Entre 2002 e 2011, o total de gastos da população com automóveis - entre aquisição e manutenção - cresceu 166,3%. A expectativa do governo com a redução do IPI é que a ação gere demanda e aqueça ainda mais o comércio. Os estímulos incluem a queda no preço da tabela dos automóveis e melhores condições de financiamento.

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