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Ponto de maturidade

por Marco Antonio Raupp — publicado 16/12/2010 12h10, última modificação 17/12/2010 16h07
Responsável por 2,7% da produção acadêmica mundial, a pesquisa brasileira tem condições de dinamizar o desenvolvimento do País
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Nos últimos dez anos, o número de doutores dobrou

Responsável por 2,7% da produção acadêmica mundial, a pesquisa brasileira tem condições de dinamizar o desenvolvimento do País

Diferentemente de seus antecessores, o próximo governo federal poderá contar com um recurso de excepcionais qualidades para auxiliar o Brasil a dinamizar e robustecer sua economia. Refiro-me à possibilidade, absolutamente real, de a ciência vir a se tornar protagonista do desenvolvimento sustentável brasileiro.

Não se trata de proposta inovadora, mas sim de um fato que a sociedade brasileira deve estar ciente, especialmente os governantes que tomarão posse em janeiro, com destaque para a presidente da República. A ciência, ao lado da educação de qualidade, desde sempre foi um dos protagonistas do crescimento econômico dos países do Primeiro Mundo, experiência que vem se replicando com êxito também naqueles cujo curso do  desenvolvimento é mais acelerado que o nosso, como a Coreia do Sul, Cingapura, China e Finlândia. A exemplo do que ocorre nesses países, já é possível que também no Brasil a política e a economia dialoguem mais com a ciência.

Essa possibilidade não ocorreu antes, em nosso país, por razões compreensíveis. A ciência é uma atividade recente no Brasil: começou a ser feita de maneira organizada, porém, timidamente, há pouco mais de 70 anos. Impulso significativo ocorreu apenas nos anos 1950, com a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e na década de 1960, com a instituição da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). São Paulo inaugurou seu subsistema de amparo à pesquisa em 1962, mas foi seguido pelos demais estados somente duas décadas depois, num processo que abrange hoje quase todas as unidades da Federação.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 627, já nas bancas.

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