Você está aqui: Página Inicial / Sociedade / PM acusado de matar juíza é condenado 19 anos de prisão

Sociedade

Justiça

PM acusado de matar juíza é condenado 19 anos de prisão

por Agência Brasil publicado 17/04/2013 10h14, última modificação 17/04/2013 10h14
Carlos Adilio Maciel Santos é o quinto condenado pela morte de Patricia Acioli, que combatia a violência policial

Por Nielmar de Oliveira

Em decisão tomada na noite de terça-feira 16, o juiz Peterson Barroso Simão, do 3º Tribunal do Júri, condenou o cabo da Polícia Militar PM Carlos Adilio Maciel Santos a 19 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli. Do total da pena, 15 anos serão cumpridos por homicídio triplamente qualificado e quatro anos e seis meses por formação de quadrilha. Patrícia Acioli foi executada em 11 de agosto de 2011 com 21 tiros quando chegava em casa em Niterói.

Com a decisão da Justiça do Rio, sobe para cinco o número de PMs condenados pela morte da juíza. Além de Santos, o também cabo Sérgio Costa Júnior, foi condenado a 21 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado (o policial foi beneficiado com a redução de pena por ter feito acordo de delação premiada); os policiais militares Jefferson de Araújo Miranda (26 anos de prisão em regime fechado); Jovanis Falcão (25 anos e seis meses); e Junior Cezar de Medeiros (22 anos e seis meses).

Apesar de ter se declarado inocente ao ser interrogado pelo juiz Peterson Barroso, os jurados consideram o cabo culpado por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. Ele também perderá o cargo público. A defesa anunciou que vai recorrer da decisão. Mais seis policiais, dos 11 PMs acusados pela morte da juíza, aguardam julgamento.

Primeira das três testemunhas a depor, o delegado Felipe Ettore, que investigou o crime, disse que todos os integrantes do Grupo de Ações Táticas (GAT) – e não só o então comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Cláudio Oliveira, e o tenente Daniel Benitez – tinham interesse na morte da juíza.

De acordo com o delegado, foi a partir da prisão de Carlos Adílio, decretada pela juíza Patrícia Acioli, em junho de 2011, por auto de resistência forjado, que os integrantes do GAT resolveram acelerar a execução da magistrada.

Reportagem publicada originalmente na Agência Brasil

registrado em: ,