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Saúde

Agência Brasil

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Próteses mamárias francesas

14.01.2012 09:07

Planos de saúde e SUS vão cobrir reimplante

Por Paula Laboissière*

Alexandre Padilha anuncia que SUS e planos de saúde cobrirão integralmente reimplante, quando a cirurgia for indicada. Foto: Elza Fiúza/ABr

Brasília – A substituição de próteses mamárias com ruptura das marcas Poly Implant Prothese (PIP) e Rofil será custeada pela rede pública de saúde e pelos planos de saúde, tanto para mulheres que fizeram cirurgia reparadora quanto para as que passaram por procedimento estético.

A decisão foi anunciada na sexta-feira 13, de forma conjunta, pelo Ministério da Saúde, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Os três órgãos já haviam acordado que a cirurgia de retirada dessas próteses seria feita, sem custos, na rede pública e teria a cobertura dos planos de saúde. Entretanto, antes da reunião de sexta-feira, o ministério, a Anvisa e a ANS não haviam chegado a um consenso em relação à substituição do implante por um novo.

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“Tanto o Sistema Único de Saúde [SUS] quanto a Saúde Suplementar irão cobrir integralmente, quando forem indicadas a cirurgia e a substituição da prótese”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele ressaltou que, independentemente da motivação da mulher ao colocar a prótese, o indício de ruptura pode significar risco à saúde dela.

Padilha reforçou que a orientação para mulheres com implantes de mama é procurar os serviços de saúde da rede pública ou privada para fazer uma avaliação da situação da prótese. A troca da prótese com ruptura só será custeada pela rede pública e pelos planos de saúde quando houver indicação médica. Na próxima semana, segundo ele, serão definidas as diretrizes para avaliação clínica e realização de exames para diagnóstico.

“Estamos fechando esse protocolo. Nossa previsão é que, na próxima semana, esse detalhamento esteja fechado. Isso não impede que as mulheres que queiram procurar avaliação médica na rede pública ou privada possam fazer essa primeira avaliação”, explicou o ministro.

A pasta informou ainda que a Anvisa já instaurou processos administrativo-sanitários para estabelecer a extensão das penalidades às empresas importadoras das próteses PIP e Rofil no Brasil. A agência também iniciou procedimentos de análise de lotes importados e que não foram utilizados.

*Publicado originalmente em Agência Brasil.

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Sua opinião

  1. Estela disse:
    Eu utilizarei esse espaco para avisar sobre uma matéria que saiu na revista alema "Der Spiegel" desta semana. É sobre o consumo de vitaminas que vêm sendo propagado pela indústria famacêutica. Há um teste(de 1994) que comprovou que a vitamina A e Betacaroteno em cápsulas (nao nos alimentos) causou 18% mais câncer de pulmao em fumantes. Em 2008 um teste comprovou que a vitamina E aumentou em 17% os casos de cancer de próstata em homens saudáveis. Sem falar da grande parte das vitaminas comercializadas que até hoje nao tem compravacao nenhuma de sua eficiencia, como a vitamina C. Essa comercializacao de vitaminas é um negócio bilhonário para a indústria farmacêutica, mas que está custando a vida de muitas pessoas!
  2. Tania disse:
    Francamente! Um absurdo que próteses de silicone colocadas por motivos estéticos(leia-se vaidade) de peruas e afins, sejam cobertas pelo SUS! Se a colocação de prótese se mostrou NECESSÁRIA devido a problemas de saúde como o Câncer de mama por exemplo, concordo que o SUS dê cobertura. Mas usar dinheiro que deveria ir para outros programas mais prementes, como aumentar o número de leitos em hospitais conveniados ao SUS, aumentar o programa de saúde na família, aumentar o número de clínicas com especialidades diversas cobertas pelo SUS isto sim; deveria ser prioridade, e não cobrir cirurgias estéticas, estas deveriam ficar a cargo do paciente que se sujeitou a elas, e aos planos de saúde que a cobriram e não novamente o povo pagando a conta. Revoltante.
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