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PF vai fazer "análise" de manifestações em SP e no RJ

por Redação — publicado 12/06/2013 16h49, última modificação 12/06/2013 19h07
Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a intenção é coibir "abuso e danos ao patrimônio"
Antônio Cruz/ABr

Após quase uma semana de protestos contra o aumento da tarifa de transporte público, o governo federal decidiu colocar seu aparato policial para investigar as manifestações. De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), a PF já está analisando os eventos ocorridos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na segunda-feira 10, 31 pessoas foram presas no Rio durante protestos contra o aumento da tarifa, enquanto na capital paulista 20 foram detidas na terça-feira 12.

"Já pedimos que a Polícia Federal fizesse uma análise dessa situação e evidentemente as medidas solicitadas serão tomadas", disse Cardozo segundo a Folha de S.Paulo. “É legítimo que as pessoas expressem suas opiniões, mas nunca com violência, com atos de vandalismo. Temos um Estado Democrático de Direito e temos que aprender a conviver nesse espaço. Não é com vandalismo que vamos conseguir chegar a resultados positivos dentro daquilo que queremos”, afirmou.

Segundo Cardozo, os atos de vandalismo são "um absurdo". "Não é assim que se vai conseguir qualquer reivindicação. Vivemos em uma democracia”, afirmou.

Às 17h51 desta quarta-feira 12, o Ministério da Justiça divulgou uma nota oficial informando que "não houve nenhuma determinação para abertura de inquérito policial pela Polícia Federal". Segundo o ministério, até o momento "se configura apenas a competência das policiais estaduais para a apuração de eventuais ilícitos ocorridos". Cardozo, segundo a nota apenas "solicitou à Polícia Federal informações sobre atos de violência ocorridos" em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, os protestos são convocados pelo Movimento Passe Livre (MPL), mas reúnem também militantes de partidos de esquerda, como PSTU, Psol e PCO, representantes de outros movimentos sociais, punks e anarquistas. O grupo marcou um novo ato para a próxima quinta-feira 13.

Com informações da Agência Brasil