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Pelada com um só jogador

por Socrates — publicado 03/03/2008 15h40, última modificação 21/09/2010 15h57
Futebol deveria se manter como um instrumento artístico e não uma maratona coletiva sem objetivos definidos

Futebol deveria se manter como um instrumento artístico e não uma maratona coletiva sem objetivos definidos
Primeiro tempo
É interessante assistir a uma “pelada” com tanto público. Não que eu seja muito exigente, mas, convenhamos, só existe um jogador, na acepção da palavra, nesta partida. E é chileno, o que não deixa de ser vergonhoso para quem se considera o melhor futebol do mundo.

O que vimos no primeiro tempo foi uma correria desenfreada com múltiplas falhas de formação de quem está em campo e, pior, a quem muitos chamam de craque de bola.

Como o chute de Lulinha a gol quando tinha bem ao lado um companheiro pronto para definir, quem sabe, o placar da partida. É claro que nada tenho contra ele, mas deveriam (seus técnicos no infantil e juvenil) ter desenvolvido melhor o seu claro talento. Como se exigir visão de jogo nos dias de hoje talvez soe exagerado, eu me desculpo pela citação.

É que eu acho que o futebol deveria se manter como um instrumento artístico e não uma maratona coletiva sem objetivos definidos. De resto está claro que Valdívia tem que jogar perto da área como na segunda metade do primeiro tempo. Assim, alguém terá chance de definir esta partida. Outra possibilidade só ocorrerá por puro acaso.

Segundo tempo
Depois do intervalo, até que o jogo se tornou um pouco mais inteligente, pensado e comedido em sua burra velocidade—por pouco tempo, infelizmente.

Mas, de resto, pouca coisa mudou a não ser com a entrada de Kléber pelo Palestra que apesar de não ser nenhum grande craque sabe ao menos sabe se colocar em campo melhor que a maioria dos outros. E foi ele que propiciou ao chileno definir a partida e irritar os corintianos.

Porém, algo deve ser citado: a extrema incompetência do Palmeiras em prender a bola já tendo o jogo definido. Quem se vê como grande time não pode dar chutões para todo lado durante mais de 10 minutos. Isso é várzea. Nem em “pelada” se vê. Pelo menos o jogo valeu pela festa da torcida que pelo jeito não está nem aí para a qualidade do espetáculo. Talvez seja sinal dos novos tempos.