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Censo do IBGE

Os avanços do Brasil nos últimos dez anos

por Redação Carta Capital — publicado 17/11/2011 16h36, última modificação 17/11/2011 16h36
Entre 2000 e 2010, o índice de Gini, que mede a distribuição de renda, passou de 0,608 para 0,526, mas país ainda está longe dos países ricos
pobreza

As forma de descolamento por superioridade tiveram sempre íntima relação com as de exclusão por inferioridade. Foto: Agência Brasil

Os resultados do Censo 2010 divulgado na quarta-feira 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelam que o Brasil avançou em relação a alguns indicadores socioeconômicos.

Entre 2000 e 2010, o índice de Gini, que mede a distribuição de renda, passou de 0,608 para 0,526. Apesar deste avanço, no entanto, o Brasil ainda está longe dos índices médios dos países desenvolvidos.

Ao longo da década, a taxa de desemprego no País passou de 8,5% para 7,7%. Outro movimento importante foi a formalização dos empregos, já que o percentual dos que tinham carteira assinada subiu de saltou de 54,4% para 65,2%.

Um dado que indica um avanço em relação ao acesso universal ao ensino é o percentual de crianças e adolescentes de7 a14 anos que não frequentam a escola: o número caiu de 5,5% para 3,1%. Também houve recuo na participação das crianças e adolescentes não alfabetizados. Em 2000, na faixa de10 a14 anos, elas representavam 7,3% do total. Uma década depois caiu para 3,9%. Entre os meninos desta faixa etária, o peso dos não alfabetizados diminuiu de 9,1% para 5% e entre as meninas de 5,3% para 2,7%. Na faixa de15 a19 anos, a taxa de analfabetismo recuou de 5% para apenas 2,2%.

Já taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais caiu de 13,6% para 9,6% entre 2000 e 2010.

Regionalmente, as maiores quedas em pontos percentuais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e Nordeste (de 26,2% para 19,1%).

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