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Os 300 de Esparta e os 40.000 da Allianz Arena

por Luiz Gonzaga Belluzzo publicado 01/12/2015 09h43, última modificação 02/12/2015 11h20
Para a gente de alma verde, a Arrancada Heroica que nos levou ao título de 1942 só encontra semelhança com a batalha de Termópilas
Fotos: Palmeiras / Divulgação
Arouca

O volante Arouca no primeiro jogo da final contra o Santos

Tostão analisou as finais da Copa do Brasil em sua coluna na Folha de São Paulo. Intitulada Vencedores Medíocres, a coluna vaticinou “ Se o Palmeiras for campeão da Copa do Brasil vão dizer até que é uma ótima equipe”.

O articulista guarda as habilidades e sutilezas do grande jogador. Imagino que os brasileiros septuagenários, como eu, vassalos do bom jogo da bola, tenham não só admiração, mas também reverência e gratidão às proezas do craque Tostão.

Entregue às suas frias deambulações, minha razão poderia aceitar as razões de Tostão. Mas, a razão, a minha ou a de qualquer outro mortal, não tem capacidade para alcançar a grandeza do Palmeiras, o ex-Palestra Itália, o clube que sobreviveu à tentativa de extinção em 1942.

Para a gente de alma verde, a Arrancada Heroica que nos levou ao título de 1942 só encontra semelhança com a batalha de Termópilas. Nessa epopeia, os 300 de Esparta comandado por Leônidas derrotaram o caudaloso exército de Xerxes.

Pois, a batalha de quarta-feira será vencida pelos 11 guerreiros comandados pelos 40.000 da Allianz Arena. Avanti Palestra!

prass
O goleiro Fernando Prass, uma das esperanças do time