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Sociedade

COP 16

Organizações, movimentos e povos indígenas discutem justiça climática

por Adital — publicado 05/12/2010 09h21, última modificação 05/12/2010 09h21
Até o próximo dia 10 acontece o Fórum Internacional da Justiça Climática - Diálogos dos Povos. O evento acontecerá em Cancun, no México, mesmo local de realização da Cúpula do Clima das Nações Unidas

Por Natasha Pitts *

Somando-se ao grande número de atividades de mobilização que acontece no marco da Cúpula do Clima, a COP 16, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e povos indígenas promoverão, de sábado 4, até o próximo dia 10, o Fórum Internacional da Justiça Climática - Diálogos dos Povos. O evento acontecerá em Cancun, no México, mesmo local de realização da Cúpula do Clima das Nações Unidas.

O espaço criado a partir deste sábado 4, será de "informação, discussão, análises e formulação de propostas e estratégias" sobre as mudanças climáticas no marco da justiça climática, voltado para uma população historicamente excluída do debate empreendido na COP 16. Durante os cinco dias de encontro serão realizados painéis, mesas temáticas, plenária, uma marcha conjunta, estratégias em torno do Tribunal de Justiça Climática, além de atividades autogestinadas e momentos culturais.

O primeiro dia de programação terá início com os painéis gerais "A mudança climática: o reflexo de uma crise global" e "Agravamento da crise climática: o papel do livre comércio, das transnacionais e das instituições financeiras internacionais". Neste momento, os participantes serão levados a analisar as distintas posturas ante o futuro do planeta e da humanidade.A segunda parte do domingo (5) e toda a segunda-feira (6) serão voltadas para debates sobre as mudanças e justiça climáticas, enfocando a situação dos bosques, da agricultura, da soberania alimentar, dos povos indígenas e dos direitos da mãe terra.

A programação da terça-feira merece destaque, pois será um importante momento de união entre povos indígenas, campesinos e campesinas, movimentos e organizações sociais para denunciar as falsas soluções para as mudanças climáticas. Pelas ruas de Cancun, os manifestantes sairão em marcha a fim de exigir que suas vozes sejam ouvidas.

Para que as manifestações não fiquem concentradas apenas no México, a população mundial está sendo chamar a também se mobilizar e apoiar os que estão lutando bem perto dos tomadores de decisões. Seja por meio da promoção de festivais, exposições, ou debates em escolas, comunidades e povoados, o importante é apoiar a causa.

Nos dias oito e nove terão destaque os painéis sobre megaprojetos, migração, justiça de gênero, militarização, cidade, transporte, sustentabilidade, água, represas e desastres. Estes momentos de debate serão seguidos por reuniões para formular estratégias de curto e longo prazo relativas às mudanças climáticas.

Durante todos os dias em que se desenvolverá o Fórum Internacional, os participantes serão atualizados sobre o que está acontecendo na Cúpula das Nações Unidas e terão acesso às informações sobre a situação em que se encontram as negociações oficiais. Com isso, será possível acompanhar, quase que em tempo real, quais propostas são viáveis e quais são falsas soluções, além de saber como ficará composta a agenda climática mundial.
O desfecho do evento, no dia 10, acontecerá com a criação de propostas alternativas e do documento final, que serão divulgados para a imprensa, a fim de que se conheça o posicionamento de organizações, movimentos, povos indígenas e campesinos/as.

Mais informações no site www.dialogoclimatico.org

*Publicada originalmente no Adital

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