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Debate

O que resta da ditadura brasileira

por Celso Marcondes — publicado 17/10/2008 18h26, última modificação 24/08/2010 18h30
Recebemos dos organizadores a mensagem que divulga uma importante iniciativa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ela vai ao encontro de um dos temas que CartaCapital tem abordado com destaque em suas últimas edições.

Recebemos dos organizadores a mensagem que divulga uma importante iniciativa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ela vai ao encontro de um dos temas que CartaCapital tem abordado com destaque em suas últimas edições. Toda a polêmica em torno da Lei da Anistia, os processos movidos por parentes de militantes políticos assassinados pela ditadura, as pressões dos militares sobre o governo, o debate com o juiz Baltasar Garzón, as comparações com os procedimentos adotados no Chile e na Argentina, seguramente são assuntos que permanecem atuais e virão à tona nos debates.

Veja abaixo as questões que os promotores do evento colocaram em pauta e a representatividade dos estudiosos que farão partes das mesas. Se você se interessa pelo tema, não pode perder. O evento é aberto ao público.

“O que resta do passado no presente? O que se mantém como legado na democracia? O que esta memória mobiliza? Estas são algumas das questões que hoje nos são impostas pela herança da ditadura militar no Brasil (1964-1985). As questões sobre o que resta do passado violento no presente é o tema que nos mobiliza a promover o seminário “O que resta da ditadura: a exceção brasileira”. As relações entre a democracia e sua herança autoritária constituem temas fundamentais para a compreensão do presente. Pensar a catástrofe coletiva dos anos de ditadura leva-nos à reflexão acerca da política e da democracia, sob o olhar crítico da filosofia, percorrendo as questões conceituais em seus vínculos com a dimensão do agir.”

PROGRAMAÇÃO

Dia 23 – terça-feira
15h30 - Abertura: Gabriel Cohn (diretor da FFLCH)

16h - "O preço de uma reconciliação extorquida"
- Jeanne Marie Gagnebin (Unicamp)
- Maria Rita Kehl (Psicanalista)
- Tales Ab'Saber (Sedes sapientiae)

19h30 - "Do uso da violência contra o Estado ilegal"
- Paulo Arantes (USP)
- Marilena Chauí (USP)
- Vladimir Safatle (USP)

Dia 24 – quarta-feira
16h - “Como a mídia e a cultura confrontam-se com o direito à memória"
- Eugênio Bucci (USP)
- Ricardo Lisias (escritor)
- Jayme Ginzburg (USP)

19h30 - "A anomalia brasileira diante do direito internacional"
- Marlon Weichert (Procurador da República)
- Flavia Piovesan (PUC-SP)
- Edson Teles (Uniban)

Dia 25 – quinta-feira
Exibição de filmes

14h - "15 filhos", com a presença da diretora Marta Nehring

17h - "Corpo", com a presença dos diretores Rubens Rewald e Rossana Foglia

Seminário na USP
23, 24 e 25 de setembro
FFLCH - Conjunto de Filosofia e Ciências Sociais – sala 8
Avenida Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária – São Paulo