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O hipotireoidismo de Ronaldo

por Celso Marcondes — publicado 14/02/2011 16h24, última modificação 14/02/2011 18h55
Um dos melhores jogadores de futebol que o País já teve anuncia sua aposentadoria. E faz uma revelação surpresa

Quando um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos anuncia o abandono dos gramados, a reação geral dos que gostam do esporte só pode ser a de lamento. E é este o sentimento que deve ter tomado conta de todos - corintianos ou não - que assistiram a emocionante entrevista coletiva de Ronaldo na tarde desta segunda-feira 14. Mesmo dos que avaliavam que este anúncio deveria ter vindo há mais tempo.

Os lances maravilhosos protagonizados por ele em alguns dos maiores clubes do mundo, agora repetidos à exaustão na tevê, mostram de novo: Ronaldo não foi um jogador comum e mesmo no seu primeiro ano de Corinthians alguns bons lampejos deste passado surgiram nos campos.

Suas juras de amor ao “Timão”, hoje repetidas, também parecem sinceras. Não eliminaram, porém, uma sensação ruim que sobrevoou o ar quando ele fez a seguinte revelação diante do batalhão de repórteres: "Há quatro anos fiz um exame no Milan que constatou que eu tinha hipotireoidismo. Eu precisava tomar hormônios, mas não podia, porque seria pego no (anti) doping. Alguns de vocês agora devem estar arrependidos de fazer tanta chacota com meu peso, mas não guardo mágoa. Só queria explicar isso no último dia da minha carreira".

Os que se enquadram na categoria daqueles que faziam chacota a respeito do seu peso, ao mesmo tempo em que reverenciavam seu futebol dos tempos em que não merecia chacotas, ficaram, ao ouvir essas palavras, com uma dúvida atroz: se os hormônios eram imprescindíveis para seu tratamento e seu uso é prescrito para os seguidores da carreira de futebolista profissional, como ele pôde assinar novo contrato para se manter na profissão?

Coube ao repórter Abel Neto, da TV Globo, passadas várias demandas de seus colegas de imprensa, fazer a pergunta incômoda: “Ronaldo, a direção do Corinthians sabia deste seu problema quando o contratou?”. Ao que ele respondeu “Sim, sabia”.

Com a palavra, o leitor.

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