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Sociedade

1907 - 2012

'Niemeyer foi um incansável defensor da igualdade', diz MST

por Redação Carta Capital — publicado 06/12/2012 11h43, última modificação 06/12/2012 11h44
Em homenagem, movimento destaca que arquiteto era comunista por acreditar que todos deveriam ter as mesmas condições de vida

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) divulgou uma nota nesta quinta-feira 6 em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer. Ele morreu às 21h55 de ontem, aos 104 anos, vítima de complicações renais e desidratação. No texto, a organização destaca o carioca como um “sábio, solidário e comunista”, “companheiro” e “amigo” do grupo.

“Niemeyer foi mais do que um arquiteto, foi um amante da vida e um incansável defensor da igualdade entre todos os seres humanos. Era comunista, não por doutrina. Mas porque acreditava que todos os seres humanos são iguais e que deveríamos ter as mesmas condições de vida”, diz o texto.

Ao longo da sua vida, Niemeyer associou seu trabalho à ideologia. Amigo de Luís Carlos Prestes, ele se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e emprestou o escritório para organizar o comitê da legenda. Durante a ditadura (1964-985), se autoexilou na França. Nesse período foi à então União Soviética. "Desprezava os bens materiais que a classe dominante brasileira tanto idolatra e explora a milhões, para acumular cada vez mais”, afirmou o MST.

Em 2007, Niemeyer presenteou Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, com uma escultura na qual há uma imagem monstruosa que ameaça um homem que se defende com a bandeira de Cuba. No mesmo ano, foi alvo de críticas pelo preço cobrado, no valor de 7 milhões de reais, pelo projeto de construção da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

 

Leia abaixo a íntegra do texto:

Niemeyer foi um sábio, solidário e comunista!

O povo brasileiro e a humanidade perderam um de seus melhores amigos que viveu ao longo do seculo 20.

Niemeyer foi mais do que um arquiteto, foi um amante da vida  e um incansável defensor da igualdade entre todos os seres humanos.

Era comunista, não por doutrina.

Mas porque acreditava que todos os seres humanos são iguais e que deveríamos ter as mesmas condições de vida.

Por isso, foi acima de tudo um companheiro de todos nós!

Desprezava os bens materiais que a classe dominante brasileira tanto idolatra e explora a milhões, para acumular cada vez mais...

Defendia e praticava os valores humanistas e, sobretudo, o da solidariedade, contra qualquer injustiça.

O MST tem um imenso orgulho de ter sido seu amigo, companheiro e ter recebido seu apoio.

Teremos nele, sempre, um exemplo de vida.

Grande Oscar, seguiremos te encontrando por aí... nas suas obras e lembranças!

Direção Nacional do MST

Com informações da Agência Brasil.