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Tão Gomes

Não morra em SP no final de semana

por Tão Gomes — publicado 02/09/2011 14h45, última modificação 02/09/2011 17h37
O Serviço Funerário tem 1.297 funcionários. Menor salário é de R$ 585,56 mas o chefe da categoria ganha R$ 6 mil

Como reação à greve dos funcionários do Serviço Funerário de São Paulo, que começou há quatro dias e tem previsão de se estender pelo menos até a segunda-feira 5, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) autorizou nesta sexta-feira a contratação de mais cem coveiros e 35 motoristas para o órgão.

Kassab havia dito na última quarta-feira 31 que seria "implacável" com os grevistas e prometeu medidas duras. Como a contratação, mesmo temporária, de funcionários exige certa burocracia, recomenda-se aos paulistanos que adiem sua morte para segunda-feira – ou melhor ainda: para terça.

O Serviço Funerário de São Paulo tem 1.297 funcionários, entre eles 130 motoristas e 337 sepultadores.

O menor salário pago no órgão no mês passado foi de 585,56 reais, mas apenas um servidor recebeu esse valor, 18 receberam menos de R$ 1.000 e 538 receberam menos de R$ 2.000, sempre em valores brutos, sem descontos.

O superintendente do serviço, Roberto Tamura, ex-prefeito de Capão Bonito, tem salário de 6.281,66 reais.

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