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Na final, o maior dispositivo de segurança da história

por AFP — publicado 12/07/2014 12h35, última modificação 12/07/2014 13h23
O Rio de Janeiro terá 26 mil agentes das forças de segurança prontos para atuar neste domingo, quando se enfrentam Alemanha e Argentina
Gabriel Bouys / AFP
Praia de Copacabana

A praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na sexta-feira 11. A cidade faz uma operação de guerra para garantir a segurança de chefes de Estado

Cerca de 26 mil agentes das forças de segurança brasileiras trabalharão no Rio de Janeiro para a final do Mundial entre Alemanha e Argentina neste domingo, o maior dispositivo da história do Brasil, afirmou na sexta-feira 11 o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

"Temos a partir de hoje a maior operação de segurança que a cidade, o país jamais viu", garantiu o secretário Beltrame durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) do Rio.

No total, 25.787 homens serão mobilizados, entre eles 14.984 policiais militares, 9.300 soldados e 800 policiais de elite, além de 1.600 agentes privados da Fifa que trabalharão no interior do Maracanã, de acordo com Beltrame.

O secretário explicou também que essa mobilização será maior do que a operação montada para a visita do papa Francisco, em julho de 2013, para as Jornadas Mundiais da Juventude católica (JMJ) - já que os "dois eventos são de natureza completamente diferente".

Três milhões de turistas estiveram em Copacabana para as JMJ. Para este domingo, são esperados cerca de 100 mil torcedores argentinos e alemães. "As JMJ foram um evento religioso", lembrou Beltrame.

O secretário informou que esse dispositivo sem precedentes responde "à preocupação de garantir a segurança da cidade, dos turistas e dos chefes de Estado que estarão presentes na final". Entre eles, estão confirmadas as presenças do presidente russo, Vladimir Putin, da chanceler alemã, Angela Merkel, além da presidente Dilma Rousseff.

Os cerca de 26 mil homens trabalharão na segurança dos arredores do Maracanã e nas cercanias do Palácio do Governo do Rio, onde os chefes de Estado se reunirão com Dilma.

A zona sul, as áreas turísticas da cidade, o bairro boêmio da Lapa, o centro da cidade e o Sambódromo, onde acampam milhares de torcedores argentinos, receberão atenção especial.

Para evitar confrontos, ou qualquer tipo de incidente violento, os bares nas imediações do Maracanã não poderão vender álcool desde duas horas antes da partida, enquanto a Fifa retardará a venda de bebida alcoólicas dentro do estádio.

O Maracanã ficará isolado por cordões policiais a partir das 23h de sábado, e todas as vias de acesso serão bloqueadas.

"Estamos preocupados com pessoas que não têm ingressos, ou que circulam ao redor do estádio, e não têm nada a ver com o evento", explicou Beltrame.

A Copa do Mundo, que começou em 12 de junho em São Paulo, terá mobilizado durante toda a competição 100 mil policiais e cerca de 50 mil soldados em todo o Brasil. O custo público é calculado em pelo menos R$ 1,9 bilhão.

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