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MP do Rio pede quebra de sigilo bancário da escola de samba Mangueira

por Redação Carta Capital — publicado 20/02/2013 20h50, última modificação 20/02/2013 20h56
Medida vale também para Ivo Meirelles, presidente da agremiação, suspeito de associação para o tráfico de drogas

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu na terça-feira 19 a quebra do sigilo fiscal e das contas bancárias de Ivo Meirelles, presidente da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. O mesmo vale para as contas correntes da agremiação.

Segundo uma investigação da 8ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos da Capital, Meirelles é investigado por suspeita de associação para o tráfico de drogas. O diretor foi indiciado pelo crime após investigação requerida pelo MP.

O caso surgiu com uma denúncia anônima, segundo a qual Meirelles realizaria o pagamento  mensal de 150 mil reais para líderes do tráfico de drogas. Em troca, os traficantes teriam ordenado a nomeação dele como presidente da escola, além de indicar outros integrantes para a diretoria.

 

Foram identificadas seis contas em nome de Meirelles e outras 54 em nome da Mangueira, nas quais ele consta como representante.

A Promotoria quer analisar a evolução patrimonial do presidente da escola, durante o período em que esteve à frente da diretoria, além das transferências bancárias realizadas.

As informações sobre as contas bancárias existentes foram encaminhadas ao MP entre janeiro e fevereiro deste ano.

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