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Morre Ronald Biggs, assaltante britânico que morou no Rio

por AFP — publicado 18/12/2013 09h18, última modificação 18/12/2013 09h23
Ele fazia parte do grupo que em 1963 assaltou o trem pagador Glasgow-Londres e levou 69 milhões de dólares
AFP
Ronald Biggs

Ronald Biggs exibe cartaz de procurado com sua foto durante lançamento do livro "Odd Man Out" no Rio de Janeiro, em 21 de janeiro de 1994

O assaltante mais conhecido do famoso roubo ao trem pagador Glasgow-Londres, o britânico Ronald Biggs, que morou por três décadas no Brasil, faleceu nesta quarta-feira aos 84 anos, segundo a imprensa inglesa.

No momento da morte, Biggs recebia atendimento médico, depois de ter sofrido vários problemas graves de saúde nos últimos anos.

Na madrugada de 7 para 8 de agosto de 1963, o condutor de um trem postal, que percorria o trajeto entre a cidade escocesa de Glasgow e a estação londrina de Euston, parou em um ponto isolado na altura de Ledburn, ao noroeste de Londres. Um sinal vermelho na via ordenou a parada.

Os assaltantes agrediram o condutor, desengancharam a locomotiva e os dois primeiros vagões para, em seguida, descarregar 120 sacos que continham 2,5 toneladas de dinheiro em espécie.

Tudo aconteceu sem que os funcionários nos outros vagões percebessem o assalto. No total, o grupo levou o equivalente a 69 milhões de dólares atuais.

Em 1965, um ano depois da condenação, Biggs conseguiu escapar da prisão londrina de Wandsworth, ao escalar o muro e fugir em uma caminhonete. Após a fuga, passou por Bélgica, França e Austrália, antes de chegar ao Brasil, onde morou por mais de três décadas no Rio de Janeiro e teve um filho.

Pouco antes do aniversário de 50 anos do assalto, Ronnie Biggs declarou: "Se querem me perguntar se lamento ter participado no golpe, minha resposta é não".

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