Sociedade

Manifestação

Moradores do Grajaú protestam contra violência em despejos

por Piero Locatelli — publicado 13/11/2013 16h41
Rede Extremo Sul pediu à Coordenação das Subprefeituras qual foi o destino de telefones e ferramentas apreendidos em reintegração de posse, mas não obteve resposta

Moradores de ocupações no Grajaú, zona sul de São Paulo, protestaram no centro da cidade nesta quarta-feira 13 contra a violência em despejos recentes na região. Os moradores dizem que, no dia 16 de setembro, a Polícia Militar e a Guarda Municipal desocuparam um terreno de sem-tetos no Jardim Itajaí sem aguardar que os moradores retirassem seus pertences. Eles dizem que foram usados gás lacrimogêneo e balas de borracha contra quem estava na ocupação, incluindo idosos e crianças.

Há 20 dias, o movimento Rede Extremo Sul fez um pedido de informação à Secretaria de Coordenação das Subprefeituras questionando “as razões que motivaram a reintegração de posse sem pedido judicial”. No pedido, eles alegam que “diversos pertences de moradores e apoiadores foram apreendidos pelos policiais”, incluindo telefones celulares, roupas e ferramentas.

O movimento também exige a identificação do contingente usado pela guarda municipal e pela PM, a localização dos objetos apreendidos e a sua devolução. Eles também questionam quais medidas serão tomadas para indenizar aqueles que não encontrarem seus objetos.

O prazo para a prefeitura atender ao pedido de informação, de acordo com a lei de acesso à informação, vence nesta quarta-feira 13. A Rede Extremo Sul afirma que até agora não recebeu respostas. A reportagem tentou contato com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, mas não obteve retorno.

A ocupação do terreno da prefeitura no Jardim Itajaí teve início em setembro deste ano. Atualmente, há cerca de 20 terrenos ocupados na região, que é o distrito mais populoso da cidade.

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