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Metade da população brasileira vivia com menos de um salário mínimo em 2010

por Agência Brasil publicado 17/11/2011 14h59, última modificação 17/11/2011 14h59
Os 10% mais ricos da população brasileira ganharam, em 2010, 44,5% do total de rendimentos, enquanto os 10% mais pobres, 1,1%
pobreza

As forma de descolamento por superioridade tiveram sempre íntima relação com as de exclusão por inferioridade. Foto: Agência Brasil

Por Flávia Villela*

Metade da população recebeu mensalmente, durante o ano de 2010, até 375 reais – valor inferior ao salário mínimo, de 510 reais, pago na época. No que se refere ao rendimento médio mensal domiciliar, os 10% com os rendimentos mais elevados ganhavam 9.501 reais, enquanto as famílias mais pobres viviam com apenas 225 por mês reais.

Os dados fazem parte dos resultados definitivos do universo do Censo 2010 divulgado nesta quarta-feira 16 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Além disso, os 10% mais ricos da população brasileira ganharam, em 2010, 44,5% do total de rendimentos, enquanto os 10% mais pobres, 1,1%.

De todos os brasileiros acima de 10 anos de idade que têm rendimentos, 0,5% recebiam mais de 10,2 mil reais mensais na cidades e 0,1% no campo. Na área rural, 46,1% recebiam 596 reais. Na zona urbana, esse valor alcançou 1.294 reais.

As desigualdades aumentam nas regiões Norte e Nordeste, onde os 10% mais pobres detêm 1% do total de rendimentos. A grande concentração de renda fez com que o país ficasse com número 0,526 no índice de Gini, que calcula a desigualdade de distribuição de renda, levando consideração uma variação de 0 a 1, em que 0 corresponde à completa igualdade de renda e 1 corresponde a total desigualdade. A concentração é maior nas áreas urbanas (0,521), embora as áreas rurais do país (0,453) detenham a maioria das pessoas sem rendimento ou com rendimento até 510 reais (85,4%).

A parcela que ganhava mais de 2.550 reais por mês representava 1% na área rural e 6% na área urbana. As regiões Norte e a Nordeste são as que registram menor número de trabalhadores com renda acima desse valor, com 2,6% e 3,1% respectivamente, bem abaixo das percentagens do Sudeste (6,7%), do Sul (6,1%) e Centro-Oeste (7,3%).

No Distrito Federal, o rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares era  4.635 reais – o maior do país. No outro extremo, o Maranhão era a unidade da federação com menor rendimento domiciliar: 1.274 reais.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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