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Manifestantes ocupam Assembleia e Câmara em SP

por Redação — publicado 14/08/2013 23h07, última modificação 14/08/2013 23h14
Os grupos que ocuparam as sedes dos Legislativos estadual e municipal não faziam parte dos movimentos organizadores do protesto
Piero Locatelli
Protesto

Manifestantes em frente à Catedral da Sé

O ato contra o suposto desvio de recursos destinados a obras no metrô paulistano e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) acabou com a ocupação da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa de São Paulo. Os grupos que ocuparam as sedes do legislativo, porém, não faziam parte dos movimentos organizadores do protesto.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que convocou o ato, o  MPL (Movimento Passe Livre), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e outros movimentos sociais haviam se encontrado em baixo do viaduto do Chá, no centro da cidade, por volta das 15 horas. No caminho, uma catraca e um boneco do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) foram queimados em frente à secretaria estadual de Transportes. Os manifestantes entregaram uma carta pedindo fim das terceirizações e das privatizações no transporte de trem e metrô, a redução da tarifa, investigação das denúncias de corrupção e punição dos responsáveis. Sem carros de som, baterias levaram as cerca de três mil pessoas que compunham o ato, segundo estimativas da Polícia Militar, até a praça da Sé.

Após o encerramento do ato, manifestantes do PSTU, e outros não identificados com o partido formando a tática black bloc, seguiram à Câmara dos vereadores, também no centro. Um grupo de 15 pessoas foi formado e entrou na Câmara para negociar, enquanto outro grupo de 22 pessoas já estava no plenário.

Do lado de fora, manifestantes entraram em confronto com a guardas municipais e policiais militares ao tentar entrar no prédio. Sprays de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo foram usadas contra os manifestantes que tentavam conter a polícia na rua Maria Paula queimando sacos de lixo. Ao menos três pessoas foram presas, segundo informações da PM.

Sem uma pauta clara, os manifestantes que estavam dentro da Casa chegaram a perguntar ao presidente da Câmara, vereador José Américo (PT), quem ele achava que havia matado Amarildo, morador desaparecido da Rocinha, no Rio de Janeiro. Em outro momento, um dos manifestantes pediu ao presidente para que ele abdicasse do seu salário para que a tarifa zero nos transportes fosse viável.

Os manifestantes saíram do prédio após o presidente se comprometer a fazer uma audiência pública sobre o projeto de Tarifa Zero e a dar acesso a todos os documentos da CPI dos Transportes na casa.

Assembleia Legislativa

Cerca de 300 manifestantes conseguiram entrar, no começo da tarde, na Assembleia Legislativa, com a ajuda de parlamentares favoráveis à criação da CPI. Houve confronto entre deputados e policiais.

Os ativistas esperam que a Alesp coloque em pauta a discussão sobre a criação da comissão. Os manifestantes, em sua maioria, são filiados ao Sindicato dos Químicos de São Paulo, ao Levante da Juventude Popular, à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Central dos Movimentos Populares de São Paulo.

Eles pediam a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar irregularidades nos contratos do transporte público no estado. Do lado de fora, alguns manifestantes tentaram derrubar uma grade instalada pela polícia para evitar que os ativistas entrassem no prédio, e em seguida entraram em confronto com a polícia.

No interior da Alesp, um grupo de ativistas pressiona os deputados para que assinem o requerimento pedindo a abertura da CPI. Segundo a bancada do PT, o requerimento já tem 28 das 32 assinaturas necessárias para a criação da comissão.

Com informações da Agência Brasil