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Questão agrária

Manifestantes do MST entram em confronto com PM na Praça dos Três Poderes

por Agência Brasil publicado 12/02/2014 17h45, última modificação 12/02/2014 17h51
Pelo menos um trabalhador sem terra foi agredido e outro foi preso por agredir um PM
MST faz manifestação por reforma agrária

MST faz manifestação por reforma agrária

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que fizeram uma manifestação nesta quarta-feira 12, na Praça dos Três Poderes, derrubaram as grades laterais do Congresso e avançaram em direção ao prédio. A Polícia Militar (PM) reagiu e houve confronto. Pelo menos um trabalhador sem terra foi agredido e outro foi preso por agredir um PM. O MST reagiu jogando pedaços de paus e pedras e a policiais responderam com bombas de gás.

Os líderes do MST pediram para que os manifestantes se acalmassem.

Segundo o primeiro-tentente da PM, Mikhail Muniz, o protesto reúne 15 mil manifestantes. Doze policiais ficaram feridos no confronto e foram encaminhados para atendimento médico.

O protesto é uma marcha com o objetivo de cobrar mais rapidez na reforma agrária no Brasil. Os manifestantes entoavam gritos e exibiam cartazes, com mensagens como "Dilma, cadê a reforma agrária?", "Exigimos uma reforma política" e "Dilma, se liberte do agronegócio". A presidenta Dilma Rousseff não está no Planalto e cumpre agenda nesta tarde em sua residência oficial, o Palácio do Alvorada.

Cerca de meia hora antes, o ministro Gilberto Carvalho desceu do Palácio do Planalto para receber uma carta-manifesto pela reforma agrária que foi entregue por lideranças do MST. Carvalho avaliou como normal e válido a manifestação. Ele disse que não houve nenhum ato violento relevante durante o protesto, apesar dos manifestantes terem derrubado algumas grades de isolamento do Palácio Planalto.

O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu a sessão de julgamentos desta tarde devido a uma ameaça de invasão por alguns  integrantes do MST durante a manifestação na Praça dos Três Poderes. Eles derrubaram as grades que faziam a proteção do prédio. Para evitar a invasão do prédio, seguranças do Supremo e soldados da Policia Militar entraram em conflito. A tentativa de invasão do prédio aconteceu no momento em que os ministros estavam reunidos no plenário da Corte.

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, não estava no plenário no momento em que os fatos ocorreram. A sessão era presidida pelo vice-presidente Ricardo Lewandowski, que interrompeu os trabalhados ao ser alertado pela equipe de segurança.  “Fui informado agora pela segurança que o tribunal corre o risco de ser invadido. Vamos fazer um intervalo na sessão”, disse.  A sessão foi retomada após 50 minutos.

Os manifestantes estão em Brasília para participar do Congresso Nacional do MST, que começou segunda-feira (10) e vai até sexta (14), com a presença de mais de 15 mil trabalhadores de 23 estados e 250 convidados internacionais. Entre os objetivos do encontro estão um balanço da atual situação do movimento, a discussão de novas formas de luta pela terra, pela reforma agrária e por transformações sociais. Também são discutidos o papel político dos assentamentos e a participação da mulher e dos jovens no movimento.

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