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Mais da metade dos brasileiros se sentem prejudicados pelos bancos

por Redação Carta Capital — publicado 10/09/2012 15h11, última modificação 06/06/2015 18h28
Levantamento aponta que 71,7% dos entrevistados se dizem são mal atendidos e 58,7% mudariam de banco por taxas menores

Em abril deste ano, os bancos brasileiros deram início a uma série de cortes em suas taxas de juros, umas das mais altas do mundo. O movimento foi induzido por bancos públicos, como o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, ambos do governo federal, e obrigou as instituições concorrentes e privadas a fazerem o mesmo.

Apesar disso, uma pesquisa do Instituto Data Popular revelou que a maioria dos brasileiros ainda considera o nível de juros alto e se sente prejudicada por sua própria instituição financeira.

No levantamento realizado no segundo trimestre deste ano, 58,7% dos entrevistados disseram que mudariam de banco se a agência concorrente propusesse taxas menores. Enquanto isso, 71,7% concordam que são mal atendidos quando vão ao banco.

Ao todo, 5.182 pessoas foram ouvidas em todo o País. Mais da metade delas disseram que, independentemente de serem clientes de bancos públicos ou privados, sentem-se prejudicadas por sua instituição bancária.

No entanto, a imagem de pioneirismo na redução das taxas bancárias nas instituições públicas segue presentes na percepção dos brasileiros. Para 39,2% dos entrevistados, a Caixa Econômica Federal é o banco com a menor taxa de juros, seguida pelo Banco do Brasil. Ao mesmo tempo, 53% dos brasileiros acreditam que as instituições públicas oferecem a menor taxa de juros.

Outro dado mostrado pela pesquisa refere-se ao relacionamento dos clientes com as inovações tecnológicas dos bancos. Segundo o levantamento, apenas 5,9% dos entrevistados acha fácil utilizar o caixa eletrônico. A grande maioria das pessoas ouvidas pela pesquisa disse que ainda tem dificuldade na hora de realizar saques e outras operações através das máquinas de auto atendimento.