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Libertadores é só o 8º torneio mais valioso do planeta

por Redação Carta Capital — publicado 07/02/2012 13h43, última modificação 07/02/2012 14h54
Competição mais importante da América Latina vale menos do que campeonatos inglês, espanhol, italiano, alemão e francês, aponta cosultoria
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Parte da taça Libertadores. Foto: Aurelino Rodrigues Filho/Flickr

Tradicional sonho dos clubes brasileiros, a Taça Libertadores da América colocará em jogo, a partir desta terça-feira 7, quando começa a fase de grupos, 1,1 bilhão de euros (ou 2,5 bilhões de reais). O dinheiro corresponde ao valor de todos os 32 clubes participantes, entre eles as seis principais forças brasileiras da atualidade (Corinthians, Vasco da Gama, Flamengo, Internacional, Fluminense e Santos, atual campeão).

Os números foram levantados pelo economista Fernando Pinto Ferreira, especialista em gestão e marketing do esporte da Pluri Consultoria. Foram calculados a partir do valor de mercado dos jogadores analisados.

 

Principal competição sul-americana e uma das mais difíceis do mundo, a Libertadores se tornou prioridade dos times nacionais a partir dos anos 1990, quando passou a ser financeiramente interessante em razão da visibilidade e do patrocínio de empresas como a Toyota e o banco Santander. São Paulo e Santos, com três títulos cada, são os clubes que mais venceram o torneio.

Apesar dos valores, e da importância da competição, a Libertadores ainda está longe dos principais torneios internacionais. É o oitavo campeonato mais rico do planeta – à frente de torneios nacionais como o Campeonato Brasileiro (960 milhões de euros), o Russo (925 milhões), o Turco (870 milhões), o Português (811 milhões) e, claro, a Copa Sul-americana (792 milhões), disputada pelos times em posição intermediária nos certames nacionais.

De longe, a competição mais valiosa, apesar de ser disputada no epicentro da crise financeira internacional, é a Liga dos Campeões, vencida pelo Barcelona na última temporada: 5,2 bilhões de euros (ou 11,7 bilhões de reais).

Em seguida vêm a Copa da Uefa, espécie de Série B da competição europeia (3,6 bilhões de euros), Campeonato Inglês (3,9 bilhões), Espanhol (2,7 bilhões), Italiano (2,3 bilhões), Alemão (1,7 bilhão) e Francês (1,4 bilhão).

Nos últimos dez anos, o Brasil esteve em nove finais (duas entre brasileiros) da Libertadores e ganhou quatro. O predomínio, como mostra a pesquisa, está ligado ao desempenho econômico na região.

Por valor total de mercado, os times nacionais somam, juntos, 494 mihões de euros, o que representa 44% do valor total da competição. O peso do PIB do Brasil na América Latina é de 47%. Como comparação, o PIB argentino representa 8% na região, mas seus times na Libertadores valem 18% (este ano, o país estará representado pelo Boca Juniores e outras quatro equipes).

Nas contas da consultoria, Venezuela e Bolívia são os primos pobres da competição.

Na média, cada clube brasileiro classificado para a Libertadores vale 82 milhões de reais, valor bem acima (135% da média dos demais).

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