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Justiça suíça confirma recebimento de propina por Havelange e Teixeira

por Redação Carta Capital — publicado 11/07/2012 15h17, última modificação 06/06/2015 17h28
joão havelange

Justiça suíça confirma que o presidente de honra da Fifa João Havelange (foto) e seu ex-genro Ricardo Teixeira receberam propina da ISL nos anos 1990

A Justiça da Suíça confimou nesta quarta-feira 11 que o ex-presidente da Fifa João Havelange e seu ex-genro e ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira são os dois réus num processo de acusação de recebimento de propina da ISL (International Sports and Leisure), empresa de marketing esportivo suíça que detinha os direitos de transmissão da copa do mundo. A dupla recebeu ao menos 26 milhões de reais atuais entre 1992 e 1997.

A ISL faliu em 2001, e foi a partir da falência que a Justiça suíça passou a investigar as contas da empresa, que culminaram no processo contra Havelange e Teixeira. Eles devolveram parte desse valor em troca do sigilo do caso, que foi revelado em matéria da BBC britânica em 2010. Este sigilo que foi quebrado hoje, a pedido da imprensa suíça e da BBC.

Em nota à tarde, a Fifa divulgou um comunicado que confirma o recebimento de propina por parte de "duas autoridades (da entidade)", mas comemorou o fato de o atual  presidente, o suíço Joseph Blatter, não ter sido mencionado. Além de ex-presidente, João Havelange ainda é presidente de honra da entidade. Ricardo Teixeira, ex-conselheiro.

Havelange deixou de ser presidente da Fifa em 1998, dando lugar a Joseph Blatter. Apesar do suíço ter sido apoiado por Havelange, eles não são amigos. Ricardo Teixeira, que deixou a presidência da CBF em março pressentindo a divulgação de seu nome no processo, sonhava em substituir Blatter, de quem também é desafeto, no comundo do futebol mundial.

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