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Júri condena 23 PMs pelo massacre do Carandiru

por Redação Carta Capital — publicado 21/04/2013 09h58, última modificação 21/04/2013 10h05
A pena foi fixada em 156 anos de reclusão para cada um deles, em regime inicial fechado. Os policiais poderão recorrer em liberdade
carandiru

O antigo Carandiru, palco do massacre cometido pela Polícia Militar de São Paulo. Foto: Agência Brasil

Mais de vinte anos após o massacre do Carandiru, 23 policiais militares foram condenados pela Justiça . Outros três foram absolvidos pelo Tribunal do Júri, a pedido do Ministério Público. A pena foi fixada em 156 anos de reclusão para cada um deles, em regime inicial fechado. Os policiais poderão recorrer em liberdade. O julgamento durou seis dias, sendo interrompido após um jurado passar mal e os trabalhos ficaram suspensos por um dia e meio.

O maior massacre do sistema penitenciário brasileiro ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos e 87 ficaram feridos durante a invasão policial para reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do Presídio do Carandiru (como ficou conhecida a Casa de Detenção), na capital paulista, já desativado.

Os réus julgados são os policiais militares que entraram no segundo pavimento do presídio, onde foram mortos 15 detentos. O julgamento dos demais réus ainda não foi marcado, mas prevê-se que ainda haverá mais cinco ou seis blocos de julgamento. A expectativa é que novos julgamentos sejam marcados a cada três meses. No total, 79 PMs serão julgados posteriormente.

Com informações da Agência Brasil

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