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Imobilidade a curto prazo

por Raquel Rolnik — publicado 18/11/2010 08h07, última modificação 18/11/2010 12h24
Para a urbanista Raquel Rolnik o aumento da frota de veículos em São Paulo sem maior oferta de transporte público pode gerar imobilidade total em breve

Notícia publicada hoje no site do Estadão afirma que a frota da capital paulista será de 7 milhões de veículos em janeiro de 2011. De acordo com os números divulgados pela reportagem, o crescimento da frota de automóveis é exponencial e não é correspondido por um aumento na oferta de ônibus, que é o meio de transporte público mais fácil e rápido de ser expandido, considerando os custos envolvidos na expansão da rede de metrô.

O aumento no número de veículos em relação a 2009 foi de 4 % (entre carros, motos e veículos utilitários), ou seja, 27 mil veículos a mais por mês, enquanto o número de ônibus ficou estável. A reportagem estima ainda que 60% dessa frota esteja irregular em 2011 do ponto de vista da inspeção veicular.

Nesse contexto, o efeito desse aumento será, basicamente, mais congestionamento, mais mortes no trânsito – lembrando que o maior aumento foi no número de motos, 7,3% no último ano, o que corresponde a novas 58 mil motos – , e mais problemas para a saúde pública por conta da poluição. Se continuar neste ritmo, a cidade de São Paulo enfrentará, num curto prazo, a imobilidade total.

*Matéria publicada no blog da Raquel Rolnik

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