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Havelange renuncia à presidência de honra da Fifa

por AFP — publicado 30/04/2013 13h00, última modificação 30/04/2013 13h13
O brasileiro renunciou depois que o comitê de ética da entidade concluiu que ele recebeu subornos durante sua etapa como presidente e esteve envolvido no escândalo ISL
Havelange

Foto: ©afp.com / Antonio Scorza

ZURIQUE (AFP) - O brasileiro João Havelange renunciou ao cargo de presidente de honra da Fifa órgão que rege o futebol mundial, depois que o comitê de ética da entidade concluiu que ele recebeu subornos durante sua etapa como presidente.  O anúncio foi feito nesta terça-feira 30 em meio ao escândalo de corrupção que mancha a organização por mais de uma década.

O escândalo 'ISL' explodiu em 2012, quando o canal britânico BBC exibiu uma reportagem que afirmava que a empresa de marketing International Sports and Leisure (ISL) obteve os direitos para várias Copas do Mundo, antes da falência em 2001, pagando subornos a membros da Fifa. O relatório, publicado nesta terça-feira 30 pelo comitê independente de ética criado em julho de 2012 pela Fifa, conclui que Havelange recebeu "consideráveis quantidades", assim como Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, e o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação Sul-Americana (Conmebol).

Havelange, de 96 anos, renunciou ao cargo honorário em 18 de abril, enquanto Leoz, de 84, apresentou sua renúncia no dia 24. A comissão de ética, no entanto, absolveu o atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, de qualquer envolvimento no caso ISL. "O comportamento do presidente Blatter de nenhum modo pode ser considerado incorreto a respeito das normas de ética", destaca o comitê sobre o dirigente suíço.

Blatter se mostrou satisfeito com a resolução em um comunicado publicado no site da Fifa. "Chegou ao meu conhecimento o relatório do presidente do órgão de decisão da Comissão de Ética da Fifa, Hans-Joachim Eckert, sobre o caso ISL. Destaco em particular que o presidente indica, em suas conclusões, que a Comissão de Ética encerrou o caso ISL e que não é necessário abrir outros procedimentos contra outros funcionários do futebol", afirma. "Para o comitê de ética, o caso ISL está encerrado", concluiu Eckert.

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