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Violência

Grande São Paulo registrou 18 assassinatos desde sexta-feira

por Agência Brasil publicado 19/11/2012 14h01, última modificação 19/11/2012 14h01
Na tentativa de conter a violência, policiais rodoviários federais vão reforçar a vigilância em pontos estratégicos das estradas

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Pelo menos, cinco adolescentes foram baleados em mais uma noite e madrugada de violência em São Paulo e na região metropolitana.  Desde a noite de sexta-feira 16, ocorreram pelo menos 18 assassinatos e mais sete pessoas ficaram feridas, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Cinco adolescentes, entre 14 e 17 anos, foram feridos a bala. Os ataques ocorreram depois da meia-noite dasegunda-feira 19, na Rua 14 de novembro, no Jardim Comunitário, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O eletricista Josivaldo da Conceição, de 24 anos, foi morto, o único maior de idade do grupo. A polícia ainda investiga quem são os autores dos crimes, conforme a secretaria.

No bairro de Capão Redondo, periferia da zona sul da capital paulista, três jovens morreram em troca de tiros com a Polícia Militar - um tinha 17 anos e outro,16.  Segundo a secretaria, os rapazes estavam em um carro que foi abordado pelos policiais e fugiram. Durante a fuga, o motorista do carro bateu em veículos estacionados na Rua Pedro Faber. Um dos jovens desceu do automóvel e fugiu. Os demais atiraram contra os policiais e foram mortos.

Em Cidade Dutra, também na zona sul, três pessoas foram alvos de disparos, sendo que duas morreram. Entre os mortos, estão Danilo Batista Mendes, 24 anos, e uma mulher ainda não identificada. Um homem de 21 anos ficou ferido. O caso ocorreu na Rua Taquariri. Um homem foi encontrado baleado na Avenida São João, zona central da capital.

Na tentativa de conter a violência, a partir de hoje (19), policiais rodoviários federais vão reforçar a vigilância em pontos estratégicos das rodovias, medida prevista no acordo firmado, no último dia 12, entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador Geraldo Alckmin.

De acordo com o Ministério da Justiça, foram disponibilizadas 400 vagas nas penitenciárias federais para a transferência de líderes de facções criminosas. Mas até agora, apenas dois sentenciados foram transferidos. Além disso, um equipamento com tecnologia de última geração poderá ser usado para impedir ligações de celulares de dentro dos presídios.

O ministério informou que o aparelho - uma maleta de fabricação israelense - consegue interceptar os telefonemas. Experiências bem-sucedidas já foram feitas em Salvador (BA) e em Alagoas. Segundo a pasta, a tecnologia, no entanto, não foi solicitada pelo governo do estado até o momento.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil

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