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Governo paulista começa em dez dias internação involuntária de usuários de crack

por Agência Brasil publicado 04/01/2013 15h47, última modificação 06/06/2015 18h25
Um juiz, um promotor e advogados decidirão a cada caso sobre ação compulsória em dependentes com alto grau de debilidade
crack

Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Por Marli Moreira

São Paulo – O governo paulista inicia dentro de dez dias a identificação de usuários de crack com alto grau de debilidade que poderão ser internados involutariamente para tratamento. As equipes médicas farão as abordagens na região central da Nova Luz, conhecida como Cracolândia.
Segundo o governador Geraldo Alckmin, o recolhimento compulsório ocorrerá em casos mais graves quando o viciado demonstrar claramente dificuldade em tomar decisões por causa do efeito da droga. Neste caso, o dependente será levado para o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod ), no bairro do Bom Retiro, onde um juiz, um promotor e advogados decidirão se cabe a internação involuntária.

De acordo com Alckmin, a interdição do usuário nessas condições está prevista em lei. “Muitos pais, tenho certeza, vão procurar o Cratod”, argumentou o governador, ao mencionar casos em que os pais já não sabem como lidar com filhos dependentes de drogas.
A medida é adotada um ano após o início da operação policial na Cracolândia. No início de janeiro de 2012, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana passaram a atuar ostensivamente contra os usuários e traficantes de crack que se aglomeram no entorno da Estação da Luz.
O Ministério Público de São Paulo (MP) considerou a operação inútil, pois o uso e tráfico de crack permanecem na região. Entrou com uma ação civil pública contra o governo paulista pedindo indenização de 40 milhões de reais por danos morais individuais e coletivos por violações de direitos humanos na remoção dos usuários.
*Publicado originalmente em Agência Brasil.

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