
Em campanha publicitária, a modelo ensina a seduzir o marido após bater o carro ou estourar o limite do cartão de crédito. Por Clara Roman. Foto: Reprodução
Menos de uma semana depois de o Brasil enviar a primeira mulher para abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas, a marca de lingeries Hope reforçou um outro tipo de imagem da mulher brasileira em sua nova campanha publicitária. Quem protagoniza a peça é a modelo Gisele Bündchen, que exibe o corpo impecável com as roupas da empresa.
“Você é brasileira. Use seu charme” é a mensagem-chave da publicidade. No comercial, a top ensina o modo “certo” de assumir pequenos deslizes para seu marido e traduz, em poucos minutos, os estereótipos que há anos grupos feministas tentam derrubar.
Gisele tem a difícil missão de contar ao cônjuge alguns de seus pecados, como estourar o limite do cartão de crédito e bater o carro do maridão. Para se safar da fúria do homem, ela precisa usar seus dotes “genuinamente brasileiros”. O que consiste em exibir o corpo escultural de lingerie e dizer, com um leve gingado, as atrocidades cometidas contra o provedor da casa.
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Não bastasse o estereótipo da mulher que, sem trabalho, acaba por descontrolar-se nas compras e gastar todo o dinheiro do casal – com o retoque do mito ‘Mulher no volante, perigo constante’ – a propaganda ainda reforça o ideário destinado à brasileira, a da sedutora inverterada.
Ao mesmo tempo em que consagra o modelo da mulher-objeto, a propaganda desqualifica aquela que não carrega o modo sedutor de ser. Uma conversa sem performances de sedução – e com roupas – é tida como “errada”.
Não é um caso isolado. A estereotipação de mulheres na indústria da propaganda é corriqueira e altamente discriminatória. No mundo dos publicitários, aparentemente, o sexo feminino é aquele destinado às tarefas domésticas (em comerciais de produto de limpeza) ou à satisfação masculina nas propagandas de cerveja, em que o produto é associado com o companheirismo entre amigos, fim de expediente e atrizes exuberantes.
Ao apelar para a identificação entre a espectadora e a modelo, o comercial constrange a brasileira que busca se libertar justamente da imposição do tal “charme brasileiro”.
Existe um outro movimento ao retratar o universo feminino dentro da publicidade, conectado à realidade da mulher contemporânea, na inserção no mercado de trabalho e no compartilhamento da renda do lar. Ainda muito discretamente, no entanto, a publicidade sequer se aproxima de dar conta do complexo cenário em que se enquadra o feminino no Brasil.
Por enquanto, a propaganda ainda se encontra a anos-luz das conquistas do movimento feminista, da emancipação feminina e da construção de um ideário de igualdade entre os sexos.
A Secretaria está de parabéns,e a julgar alguns comentários machistas,ainda está longe o dia em que a mulher será considerada um ser humano pleno no Brasil.Mas como foi bem colocado em um dos raros comentários sensatos: depende de nós mesmas.Nós é que temos que mudar de postura,parar de nos nivelarmos a objetos sexuais.Não adianta tira o comercial da Hope,da Devassa,seja de quem for,enquanto dúzias de mulheres rebolarem nuas num carnaval,se atirarem aos pés de jogadores de futebol,e terem tantas outras atitudes que só reforçam esteriótipos machistas contra nós mesmas.Se não existem projetos educacionais visando tal objetivo,aí realmente soa um tanto hipócrita este policiamento aos comerciais.
As propagandas tratam mulheres e homens de forma estereotipada, a mulher é tratada como objeto e o homem é retratado como um retardado que basta a mulher tirar a roupa para ele fazer o que ela quer. Na verdade, tudo isso nada mais é do que a grande estratégia capitalista. O próprio feminismo é uma invenção capitalista. Os capitalistas queriam que a remuneração do capital crescesse muito mais rápido do que a remuneração do trabalho. A primeira idéia capitalista foi estimular o crescimento da prole, dessa forma teriam muito mais homens do que postos de trabalhos, então com o mercado de trabalho inflacionado, a remuneração do trabalho passaria a crescer em ritmo lento, muito mais lento do que a remuneração do capital. Mas havia um problema nisso, o capitalismo tem momentos de expansão e de retração; nos momentos de retração você tinha uma massa de homens sem emprego. Logo tínhamos a violência explodindo nos centros industriais. Então, para resolver esse problema, o capital teve a grande idéia… O feminismo. O feminismo tinha várias vantagens sobre o proletarismo. O feminismo tira a mulher de casa e manda ela pro mercado de trabalho, logo inflaciona o mercado e a remuneração do trabalho não cresce e a do capital cresce e muito. Aí temos a grande vantagem; nos momentos de retração do capitalismo é só demitir as mulheres, pois as mulheres sem emprego não geram violência, no Maximo ela vai se prostituir. O capitalismo é muito sacana, mas não podemos negar que é uma idéia brilhante.
Machismo vende mais porque tá sempre na moda, ou tá sempre na moda porque vende mais? TODO MUNDO, inclusive a maioria das mulheres é machista. Gisele não tem culpa nisso, é modelo profissional. Sua participação é apolitica. Existe uma cultura que aceitamos e na qual somos educados para buscar se casar com as Giseles que merecemos ter (ou nao) na vida. E cada mulher ser (ou nao) a Gisele que o seu homem aguarda. No dia em que as mulheres assumirem o seu protagonismo – e torço por isso – então, cabe a critica. Mas não é isso que eu vejo em cada 99 de 100 mulheres que sonham em ter o seu Romario ou Neymar a lhe bancar pelo resto da vida.
Falta de pauta, ou, falta do que fazer, ou ambas as coisas.
FEBEAPÁ. Festival de Besteiras que Assola o País. Não tinha algo mais importante para discutir?
Lucas, a mulher não “foi criada para ser cuidada e amada”. A mulher é um ser livre, independente, que faz o que quer e não precisa de homem para cuidá-la!
Vamos virar a página e focar no que realmente é importante: o desenvolvimento do nosso país. E quem está desenvolvendo-o? O maldoso, cruel e egoísta sistema capitalista. O resto é discussão ideológica barata.
Feliz natal para todos! Inclusive para os ateus.
Concordo plenamente com o paulistano.
Outro dia pegando o ônibus bem cedo, ví que a grande maioria das pessoas q abarrotavam o ônibus e se encaminhavam para seus trabalhos, sub-trabalhos, eram mulheres.
As mulheres só trabalham fora por um único motivo: o capitalismo precisa de toda a mão de obra possível, a produção não pode parar, e se essa mão de obra for barata, melhor ainda.
As mulheres continuam sendo objetos e tb sendo manipuladas pelos homens q são idi0t4s e querem faze-las acreditar q são iguais.
A mulher foi criada pra ser cuidada e amada, por um homem de verdade q lhe desse condições de cuidar dos filhos e da csa, sem maltartá-las, nem jogar na cara, mas compartilhando com elas o dinheiro, o orçamento, o amor, o respeito, a felicidade.
Que bla-bla-bla? As mulheres entraram no mercado de trabalho porque os capitalistas precisavam de mão de obra barata, e salvos poucas exceções ainda o são. Isso de falar que elas estão progredindo é balela. Progredindo como? Deixando os filhos para a babá tomar conta? E a babá deixa o filho na creche, e no fim quem paga são as crianças? Em detrimento dos filhos, é esse o progresso? Mulher feminina gosta mesmo é de um cara machão, do tipo que paga as contas e mantém o lar. Não estou falando do ignorante, o estúpido, estou citando os que estão de acordo com a natureza do masculino. Aliás, essas é que são espertas. As que ficam com “papo machistas” estão na verdade perdendo tempo e contrariando a natureza. Olhem a natureza, não precisa nem pensar?! As fêmeas sempre trabalham mais que o macho. Sempre fazem parte do harém do mesmo. E porque o bicho humano seria diferente? Tem mais é usar um lingerie safada, devassa mesmo para manter o macho no controle. A propaganda está ótima, a Gisele está feminina inteligente e faturando uma boa grana. É um exemplo de mãe, teve o filho de parto natural e viaja com o mesmo para tudo que é lugar
Não gosto da expressão “causa feminista”, embora sinto beeem o que é ser mulher e resolvi o seguinte:
Eu era consumidora da marca, depois do comercial já era, NÃO compro mais, nem a vitrine eu vejo.
E deixo a dica, existe grande responsabilidade sobre nós mulheres pelo que sofremos em razão do machismo, ao criar o filho pra ser o garanhão, ao condenar a Fulaninha pq tá solteira e sai com 1 por dia, ao procurar por um parceiro “o cara durão” que a trata como porcaria, ao repreender a filha por demostrar sua sexualidade…
E a pior contradição que permitimos é nos deixarem culpar pela violência sexual sofrida e pela tragédia na família, ou seja, as responsabilidades foram invertidas.
Estamos nos libertando aos poucos, isso acontece quando entendemos a diferença entre responsabilidade e culpa.
AMELIA DA SKY E QUE ERA MULHER DE VERDADE!
ALIAS:SERA QUE GISELE FAZ A MESMA COISA COM O MARIDO GRANDALHAO DO FUTEBOL AMERICANO TOM BRADY?
ELA TERIA QUE FICAR ESPERTA SE QUEBRASSE ALGUM CARRO DELE.
IMAGINE TOM DANDO UM Clipping NELA POR ISSO!
AH ESSE ASSUNTO ESGOTOU MINHA PACIENCIA!
[...] mais: Mais uma da Amélia Bündchen Amélia Bündchen deixa mulheres em fúria Economia Espremida Primavera Árabe muda eleições no [...]
Ela confirma a máxima que diz: “mulher gosta de dinheiro, quem gosta de homem é viado”
[...] Mais uma da Amélia Bündchen Amélia Bündchen deixa mulheres em fúria ‘Fui ridicularizada’ ‘Sugerir não arranca pedaço’ [...]
A sensualidade da mulher é explorada em propaganda há anos, em praticamente todo o mundo. Proibir uma propaganda que utilize desse elemento é de uma hipocrisia patética. Quer dizer que não pode ligerie, mas pode ser a esposinha Amélia, como na propaganda da Sky? E o que dizer dos comerciais de cerveja? O brasileiro não idiota, não precisa de um estado babá, que regule o que ele deva pensar, assistir, etc. Obviamente isso não quer dizer que valha tudo em propaganda, mas a sanha moralizante que parece ter assolado o pessoal que fiscaliza as propagandas tem que ser detida.
Acho que temos que estar atentas a tudo e brigar sempre pelo que acreditamos; acho que foi o que fez a colunista e agradeço a ela por isso; sua análise foi boa!
Por que ninguém nunca reclamou tanto assim de uma propaganda de cerveja que, a meu ver, denigre muito mais a imagem da mulher, tornando-a um objeto?!
Essa propaganda retrata sim, a maneira mais arcaica de mulher gastadeira e ruim ao volante, mas tbm mostra como é fácil manobrar um homem, apenas com um pouco menos de roupa, ou seja, eles tbm são ‘ofendidos’ por não saber pensar diante de uma mulher semi-nua, perdoando tudo!
Muita falação por pouca coisa! Ou mais do mesmo..
Quanto a mania de rebaixar a mulher parece está impregnada no incosciente coletivo.Eu detesto, abomino e coloco como uma degradação moral. Roubar não se tornou uma coisa natural em certo meios? Nós do povão se roubarmos vamos presos e apanhamos muito. Uma Globo, não assisto mais;CQC? pior ainda. Afinal eu me solidarizo, com mulheres que são vítimas e pisoteadas por machos imbecis.
É lamentável que as pessoas, principalmente, as mulheres, não tenham ainda a capacidade de perceber que uma propaganda como essa reforça sim a mensagem da mulher dependente economica e emocionalmente do homem, a mulher que precisa da compreensão/perdão do marido por seu ato irresponsável, por sua futilidade, e que pode conseguir isso através do corpo, da beleza. Não se trata nem de mensagem subliminar, é explícita. Assim é que se perpetuam os preconceitos, os mitos. É fácil para um homem dizer que se trata apenas de uma propaganda e que existem assuntos mais sérios a discutir. Mas esses mesmos homens é que insistem em tratar a mulher como ser histérico, fútil, interesseiro, “cachorra”… e sequer percebem como são induzidos/educados para isso.
é só uma propaganda. O brasileiro tem a mania de não aceitar o sucesso alheio. Se fosse outra modelo/atriz duvido que haveria tanta polêmica.
[...] também: Mais uma da Amélia Bündchen Não é só propaganda Criticar também [...]
[...] também: Mais uma da Amélia Bündchen Não é só propaganda Criticar também [...]
Esqueçam a ideologice, a emprensa não querer sabotar a luta das mulheres, esta mirando os relacionamentos. Isso é coisa de homem e mulher entre quatro paredes, não de um idiota teorico da politica.
O feminismo é proveniente do mesmo lixo do machismo. Vão caçar o que fazer.
Que perda de tempo, não tem nada de mais só mais uma propaganda, temos assuntos, bem mais importante para discutir, se fosse assim as propagandas de bebidas , cigarros deveriam sair do ara acolunista se preocupa levante esta bandeira o resto é conversa para boi dormir
e a propaganda da cerveja que mostra o “encontro de destinos” entre o cidadão e a cerveja, sendo que aparentemente ele passa o dia esperando pelo momento de beber, não seria incentivar o alcoolismo?
[...] na sociedade que colocam a mulher como impulsiva por compras, por exemplo. (Confira a matéria da revista Carta Capital sobre o [...]
[...] Por Clara Roman [...]
Bom pelo menos essa discussão é gerada entre os que tem 1. cartão de crédito 2. e carro 3. e podem comprar esta marca. Discussão que não atingi as chefes de famílias que estão nas filas de defensorias reivindicando entre outras pensão alimentícia discussão totalmente sem futuro. exageradamente pequena burguesa.
Se você quer ver o que é machismo entre numa igreja (qualquer religiâo) e assista a um caamento. Ali, em nome da moral e dos bons costumes, realiza-se um festival de machismo. Vejo nas declarações um rancor contra as mulheres impressionante. Vai demorar muito para que o brasileiro e o resto do mundo aprenda a conviver com elas.
Carla,
RELEIA a minha mensagem e você verá que cometeu uma injustiça comigo:
- Eu disse “Vocês mães, JUNTO COM SEUS COMPANHEIROS, tratem de ensinar aos seus meninos os veraddeiros valores de respeito e tudo andará bem.”
E veja bem, disse companheiros, nem a expresão MARIDOS eu usei, não para parecer politicamente correto, mas para demonstrar que aceito a modernidade dos dias atuais (eu tenho 62 anos); já que minha própria filha – que nos deu uma netinha há pouco mais de 2 anos – simplesmente tomou a decisão de ‘morar junto’, decisão tomada ANTES de engravidar, diga-se a bem da verdade !
Eu busco manter-me atual, tanto quanto possível (algumas coisas hoje em dia são DURAS de engolir !) e viver a vida dentro de sua dinâmica.
Tremo só de pensar que “fiquei para trás”.
A propaganda da Gisele é ofensiva, mas o funk que coloca a imagem da mulher abaixo do nada é patrimônio cultural. Um pouco mais de coerência por favor…
Mais uma coisa, Sr. Sr. Victor Hugo P.C., o estupro é algo hediondo, que os homens condenam… seria, talvez, porque são conhecedores do código de conduta dos presidiários: estupro permamente para o sujeito que pratica esse tipo de crime. Tenha um bom dia!
Ora, ora, Sr. Victor Hugo P.C., por acaso o sr. conhece o trabalho dessa Secretaria? Sabe que existe um site? Leia, por favor, essa notícia: http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/09/secretaria-pede-imediata-apuracao-no-caso-de-abuso-sexual-de-menor/?searchterm=estupro pará. Por que será que não foi noticiado? Seria, talvez, porque a menina, menor de idade, não fosse uma celebridade, como Gisele Bundchen, alvo de toda e irrestrita cobertura midiatica nacional e internacional? Pense nisso!
Parabéns pelo artigo! Gostei também do posicionamento da Secretaria em relação a essa questão, que não é menor que outras. Eu já não compro produtos da marca porque deixaram de apresentar boa qualidade e a propaganda não ajudou em nada nesse sentido. Muito antes pelo contrário.
Um cara ai disse algo certo. Uma menina, menor de idade, junto com várias outras, foi estuprada num presidio no pará, e não vi nenhum movimento da secretaria de politicas para as mulheres… alguém viu elas censurando o governo do pará? Outra moça acabou de ser assassinada pelo professor com quem namorou 3 meses, no próprio distrito federal. Alguém propôs uma campanha para acabar com a violência contra as mulheres que são namoradas, esposas, ex? Não vi ninguém falar uma virgula.
Vão se catar. Deviam era pedir demissão, renunciar ao cargo. Preocupar com quem está trabalhando. A gisele ganhou uma nota preta de cachê, a mulher é podre de rica de exibir seu corpo pelo mundo todo, e falam em naõ valorizar a mulher por causa do corpo? e como fica a profissão de modelo ou o concurso de miss? Como se o homem naõ fosse valorizado somente pelo sucesso financeiro…
Me retratando aqui so agora relendo que percebi que o Leon colocou companheiros depois de mães, mas a ideia que eu queria passar é esta mesma, que o o machismo é uma cultura quase impercepitivel, por ser tão natural a nos, e mais por ser culturalmente aceito.
Machismo é mais do que uma atitude, uma propaganda, machismo é uma cultura, e sultura é algo muito mais forte, muito mais enraizado, muito mais dificil de mudar, Gizele fez estas propagandas sem perceber que era machista, o machismo é algo tão natural para nos que quase não o percebemos. Leon, sem ofendê-lo, mas sem querer, sem perceber você acabou de ser machista ao dizer que nós mulheres temos que cuidar da educação dos nossos filhos. Não! Nós mulheres não! E sim, nós homens e mulheres!!! O homem é tão responsável pela educação dos filhos como as mulheres. Ser contra o machismo não é simplesmente ser contra um homem agredir uma mulher. Assim como não ser machista não é simplesmente tratar as mulheres bem. Ser contra o machista é lutar por uma sociedade mais igualitária, onde homens e mulheres tenham os mesmos direitos e deveres, e mais, as mesmas oportunidades e reconhecimento.
A mídia, os intelectuais, os políticos e os governos perdem muioto tempo com discussões infrutíferas. A Rádio Gaúcha de Porto Alegre dedicou na manhã de hoje 4 horas de debates no Programa Polêmica, sobre o caso “Gisele de Calcinha”, foi o exagero da minúcia.
Isto é resultado da formação equivocada dos cursos de humanidades das Faculdades Públicas, que torram o dinheiro do contribuinte com masturbações intelectuais. A turma do PT nos anos oitenta adorava estas práticas que não levam a nada. ah! garantem empregos públicos bem pagos e Ministérios desnecessarios.
Carla;
Vou tentar explicar algo que não está muito claro:
- Os homens reagem diferentement das mulheres. São menos sensíveis a certas coisas e muito mais a outras;
- No caso da Ipiranga, os meninos não deram muita bola para a abordagem; uns mais, outros menos, outros nenhuma (como eu), mas (quase) todos teríamos avançado na garganta da mulher e/ou dos caras que estivessem com ela em nossa própria cama;
- Tudo isso tem como origem numa questão genética e psicológica, coisas que aprendemos, inclusive, com nossas mães.
De resto, este assunto está sendo MUITO esticado. É uma bobagem, de pouco valor na vida como REALMENTE é.
Falo com a experiência de um homem que respeita MUITO as mulheres, no geral, começando por minha mulher, passando por minha filha e agora por minha netinha, a quem amo de paixão, mas que não vejo ofendidas com a propaganda da HOPE.
Vocês mães, junto com seus companheiros, tratem de ensinar aos seus meninos os veraddeiros valores de respeito e tudo andará bem.
Para ver como é, o cara não gostou da propaganda da Ipiranga, e ficou quieto, claro demonstrar que não gostou derrepente pode parecer ter servido, mas nós mulheres quando não gostamos falamos, e é por isso que chegamos a cargos importantes. E não podemos deixar sermos tratadas como objeto, que acontece desde a época da pedra e que demoramos tanto tempo para ter liberdade. Aquelas que morreram defendendo nossos direitos lutaram pela família, e não por essa imoralidade suja que existe na tv hoje!!
“A todos os homens e mulheres que defenderam a propaganda da Hope,
Talvez se a propaganda tivesse um cunho racista ou ofendesse algum grupo religioso, todo mundo concordaria que ela deveria ser tirada do ar, mas como tratar mulheres como um ”bife suculento” pronto para ser devorado pelo olhar masculino é uma prática tão comum na publicidade faz com que poucas pessoas se sintam ultrajadas ao verem mulheres sendo tratadas como objeto pelos meios publicitários.”
Para de falar besteira. A propaganda da Ipiranga mostrou o marido como um cara idiota, submisso, impotente e manipulado e mesmo assim ninguém falou nada. Feministas têm síndrome de falta de atenção.
A condição da mulher como objeto sexual está engendrado na nossa sociedade, o movimento feminista, bem omo a luta pelos direitos humanos, há tempos vem lutando contra tal acepção. Estranho é acharmos que propagandas, piadas, estereótipos são inofensivos e não representam nada. Esta postura reforça e consolida esta visão. A violência contra a mulher é reforçada quando reproduzimos o sexismo. Não é porque esta violência não foi física que ela é menos danosa. Os casos de estupro, bem como o comportamento dos estupradores também se alicerçam no sexismo e na visão da mulher como objeto. Como se trata de publicidade, propaganda, vendas, consumidores, lucro, isso pode ser arrefecido. As mulheres que tomam o comercial como acintoso, são tratadas com outros estereótipos, são as feias, as mal amadas, as recalcadas, novamente a reprodução do sexismo. Não é permitido se criticar aquilo que incomoda? temos que nos comportar como como consumidores passivos dos discursos que nos diminuem?
As feministas precisam é arrumar namorado ou marido.
[...] Bündchen deixa mulheres em fúria Mais uma da Amélia Bündchen Prostituta, brasileira e sucesso na tevê ‘Mulheres desonestas’ no banco dos [...]
É isso aí, Luana, subscrevo suas palavras:
“A todos os homens e mulheres que defenderam a propaganda da Hope,
Talvez se a propaganda tivesse um cunho racista ou ofendesse algum grupo religioso, todo mundo concordaria que ela deveria ser tirada do ar, mas como tratar mulheres como um ”bife suculento” pronto para ser devorado pelo olhar masculino é uma prática tão comum na publicidade faz com que poucas pessoas se sintam ultrajadas ao verem mulheres sendo tratadas como objeto pelos meios publicitários.”
Ficam reclamando de uma porcaria de uma propaganda enquanto uma menina é ESTUPRADA SEGUIDAMENTE numa cadeia do Pará. Isso é que um desrespeito à mulher. Mas isso aí elas fingem que não veem. Feministas me dão nojo.
leon bracaleone concordo com seu pensamento. acredito na relaçao do casal e não no juízo de valor que querem dar a propaganda. cada um age da forma que lhe é confortavél e não porque uma propaganda diz ou não diz sobre como devo agir.
As FEMINISTAS de plantão deveriam também tentar “ABOLIR” os funks promíscuos e eróticos da vida…..Que mulher nunca tentou após um deslize amenizar a situação “agradando” seu marido!!!!!!Não vejo nada de degradante nessa situação, mesmo porque isso só ocorre entra quatro paredes (claro com as mulheres decentes)…
Mande parar a propaganda e pare tambem: o enorme exercito de mulheres e travestis brasileiras que vão para a Europa se prostituir.
Proiba terminantemente nosso ministério do turismo de mandar mulatas seminuas sambando pelo mundo afora.
Assim que isto tiver sido feito, vamos mudar a imagem da mulher brasileira.
É isto que a maioria das mulheres brasileiras querem?
Excelente a análise da peça publicitária! Coloca, de modo claro e imparcial, “os pingos nos is”.
Que tal fazer uma agora sobre a velocidade dos carros e das motos em publicidades de montadoras?
E depois, quem sabe, enfrentar as dos laboratórios?
Saiba a cara clara ,que não foram os evangélicos que vc chama “intolerantes” de maneira muito arrogante, que rejeitaram a propaganda ,mas o movimento feminista que já está saturado de ver os tais tipo de discriminação ou modo pejorativo em relação ás mulheres, nas propagandas ,sejam elas brasileiras ou não.O motivo não foi só por esta modelo está de biquine mas o sentido da propaganda está bem esclarecido ,leia a reportagem!
[...] Mas isso não é o mais perturbador. Não é o mais assustador. Não é, porque, sabemos todos, há mulheres inteligentes o suficiente para usarem o cérebro e se indignarem contra esse tipo de propaganda. É o caso do belíssimo texto de Hildegard Angel, intitulado Mulheres Feias {{não acredite em mim – leia isso!}} ou ainda de Clara Roman, intitulado Gisele Amélia Bündchen {{não acredite em mim}}. [...]
A todos os homens e mulheres que defenderam a propaganda da Hope,
Talvez se a propaganda tivesse um cunho racista ou ofendesse algum grupo religioso, todo mundo concordaria que ela deveria ser tirada do ar, mas como tratar mulheres como um ”bife suculento” pronto para ser devorado pelo olhar masculino é uma prática tão comum na publicidade faz com que poucas pessoas se sintam ultrajadas ao verem mulheres sendo tratadas como objeto pelos meios publicitários.
Do que adiantou toda revolução feminista se ainda recaí sobre a mulher esteriótipos machistas e a publicidade a trata como um pedaço de carne?
Essa propaganda reforça os esteriótipos e preconceitos sim! Talvez no Brasil algumas pessoas levianamente “distraidas” não notem isso, mas no estrangeiro esse tipo de propaganda esta causando um estrago de proporções homéricas no que diz respeito às construões e representações simbólicas sobre a mulher brasileira. Mas o pior, e que se vem discutindo com frequência fora do Brasil, é que estas produções esteriotipadas são reforçadas e vendidas mormente pela mídia tupiniquim. Sinceramente espero que se trave o quanto antes esse processo depreciativo para o bem de nossas mulheres, filhas e netas. E claro, nada contra a Gisele, pois com todo seu destaque ela já pode fazer bem melhor que isso
Elaine, não se esqueça de que até a possibilidade de se rebelar contra a roubalheira e os descasos políticos nunca poderiam existir sem que, antes de nós, várias mulheres anônimas do movimento feminista tenham reclamado e protestado contra a naturalização dos machismo que sempre teimou em minimizar nossas opiniões. Parte do tal espaço que temos hoje foi aberto pela luta delas. Vc acha realmente que a possibilidade de gerir nossas próprias vidas, sem a necessidade de recorrer a um “provedor”, é coisa de somenos importância? Não consigo imaginar nada mais impactante…
[...] Leia também: Não é só propagandaAmélia Bündchen deixa mulheres em fúriaMais uma da Amélia Bündchen [...]
As MUSAS tem sido um perigo para o bem-estar feminino, principalmente as mal amadas. É como diz o poeta: “As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”.
Pessoal,
Após 40 anos de casado (com a mesma mulher) não posso deixar de ser simpático à abordagem da propaganda. Esta manifestação de feminilidade, esta sensualidade que ela procura incentivar que seja mantida POR TODAS as mulheres, é um hábito que deve ser cultivado. Para felicidade geral, DO CASAL.
Esqueçam esta histório de estereótipos, de machismo, etc…
Não é nada disso, é só uma ajudazinha na noite bem dormida, na manhã bem acordada, e no sorriso nosso de cada dia.
Resposta a Dois pesos e duas medidas:
Pedi ao CONAR
Sério, gente, vão arrumar o que fazer em suas vidas. Estereótipos podem existir aos montes, mas é você que escolhe para sua vida se quer seguí-los ou não. Por que não vão se preocupar com sua sexualidade, em crescer em sua carreira, em fazer algo digno na vida em vez de ficar aqui apontando achismos e se vitimizando? Em outras palavras, vão carpir um lote e parem de frescura.
Clara, seu texto tá muito bom! Parabéns!
Textos como esse ajudam na luta, no processo de superação do machismo e do patriarcado.
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Concordo com a jornalista que teve o feeling de identificar um desagrado entre as mulheres que querem achar um espaco social maior do que simplesmente ser um objeto de consumo. Veja a nossa presidente Dilma na Onu,,,e veja a nossa joramlista Clara. Parabens
O que as feministas raivosas daqui acharam da propaganda da Ipiranga, em que o marido bonzinho e inocente chega em casa e a mulher está com dezenas de amantes?
Concordo completamente com Elaine, há coisas mais seria neste pais a se preocupar.
[...] [Carta Capital] Mais uma da Amélia Bündchen .: [Carta Capital] Gisele Amélia Bündchen enfurece as feministas .: [Folha.com] Estudo confirma [...]
Povo sem humor. Se a propaganda for proibida o próximo passo vai ser qual, obrigar a usar a burca? O Brasil está se tornando um paraíso dos crentes intolerantes, uma versão evangélica do Irã. Triste isso
Muito bom, Clarinha! Certeiro, corajoso! Direto ao ponto sem medo de ser autêntica!
[...] ensina”, a campanha da Hope Lingerie estrelada pela top, foi tema de um artigo publicado nesta CartaCapital que alertava sobre os perigos da exposição de … que, a muito custo, os movimentos em defesa da mulher conseguiram [...]
[...] ensina”, a campanha da Hope Lingerie estrelada pela top, foi tema de um artigo publicado nesta CartaCapital que alertava sobre os perigos da exposição de … que, a muito custo, os movimentos em defesa da mulher conseguiram [...]
Quero destacar que concordo com o artigo, a propaganda denigre a imagem das mulheres assim como todas, absolutamente todas as propagandas veiculadas na mídia brasileira. O já citado comercial da Ipiranga, pra mim, é o pior. Leio agora há pouco que o Conar vai investigar o comercial da Hope. Por que não investiga também os outros? Desde a mais inocente propaganda de produtos de limpeza à cervejas e automóveis? Dito isso,acrescento que a crítica à modelo Gisele me parece oportunista já que não vejo a mesma indignação quando a modelo ou atriz que se presta a ser um reles pedaço de carne gostoso é alguém que trabalha exclusivamente no Brasil.
Mas a Gissele Bunche é bonita mesmo!? Eu nunca consegui ver beleza naquela mulher, a não ser uma coisa alta sem sensualidade e que vive fazendo regime.
Clara, gostei muito da matéria e vale lembrar também da campanha que ela fez pra SKY na qual ela faz o papel de dona de casa.
Que pauta heim???!! Quem sabe vamos usar o nosso poder de indignação para protestar contra a roubalheira dos nossos políticos que nos deixam morrer doentes, famintos e analfabetos… escolas vão educar nosso povo e não propagandas. Vamos canalizar nossas energias para algo que realmente impacte nossas vidas. Uma sátira como a da Hope em nada interfere no meu bom humor. Pq vamos combinar: Tem que ter muito bom humor pra ser brasileiro e pagar taxas absurdas de impostos e não termos retorno nenhum!!!!
Gisele tem corpo muito feio: uma lordose horrivel, nao tem cintura….
O comercial é ultra cafona, brega, MIXO…e tem mensagens horriveis, retrogradas.
Ademais, quem tanto proteje a natureza, nao deveria TBM comer carne, pq o maior rebanho hoje esta na Amazonia: http://www.youtube.com/watch?v=–w4Zr_iK_Q
É chato, p dizer o minimo, uma pessoa cheia de contradições, sem um minimo de coerencia. Sempre achei essa moça meio ridicula.
justamente por ela ser uma mulher independente e bem sucedida q ela deveria ser a primeira a recusar esse rótulo de mulher dependente do marido, que precisa pedir licença pra usar o cartão de crédito, q age descontroladamente, q bate o carro… quanto clichê machista.
O mais interessante é ver a Gisele ganhar aqui uma fortuna vendendo a imagem de Amélia, para ir gastar o que ganhou nos EUA como se fosse uma Bündchen de sangue azul. Lamentável. Porque ela não vem criar os filhos dela no Brasil? Cá só é um bom lugar para ganhar grana? Só os EUA [e bom para ela viver e gastar a grana ganha aqui?
Estereótipos sáo reproduzidos por aqueles incapazes de os interpretar e risíveis aos que os são. vejo a propaganda como chauvinista, mas divertida. a da sky vai pelo mesmo mote (bem com acúcar e com afeto) e é otima.
pior são as que colocam a mulher uma máquina de trabalho e independencia, mas que, na real, só o fazem para incentivar um modelo de consumo da modernidade: mulheres são um mercado muuuuuuuito mais interessante e potencial que os homens. e são ainda mais prejudiciais, porque, estas sim, deserrespeitam ao enganar a ala feminina.
Natália, propaganda também é influência externa. Não é só a educação que recebemos em casa. é o que vemos em outdoors, em programas e propagandas também. E a propaganda aqui no Brasil não me parece tão regulamentada quanto a de outros países. Vai ver que a regulamentação também sofre “influências externas”. Os regulamentadores também aprederam isso em casa, com a família e na rua com os amigos… e como os outdoors, propagandas, hits do verão…
Bom, concordo em partes com o texto e com os comentários postados. Só que teve gente aqui, profissional da área, que se esquece da semiótica e da influência deste tipo de propaganda na mente das pessoas mais leigas. O comercial é sim ofensivo, não só a causa feminista, mas a todos os que se deixam levar por tais campanhas citadas por todos. A publicidade usa das teorias da comunicação para causar tais efeitos de alienação e segregação na sociedade. Como já disseram falta leitura e conteúdo para a grande maioria da população, só com algum conhecimento se é capaz de discernir sobre toda essa avalanche que passa diante de nossos olhos diariamente.
O texto não tem nada a ver com ser politicamente correto ou incorreto. Não é uma crítica à pessoa da Gisele Bünchen. Não se resume à mera questão de se devemos ou não comprar o produto anunciado. Não tem nenhuma relação com eventuais outros comerciais que possam estereotipar homens ou mulheres (dizer que existem outras propagandas piores não anula a crítica dirigida a essa da Hope).
Dizer que o comercial “é só uma piadinha” não desqualifica a crítica do texto, porque ela é voltada não apenas a essa campanha publicitária em si, mas a tudo que ela representa.
Talvez seria bom ler duas vezes o texto antes de sair comentando…
E a propaganda da Ipiranga que o marido bonzinho chega em casa e a mulher tinha um monte de amantes? Essa aí não comenta né? Hipocrisia pura.
Concordo com as criticas e so venho acrescentar que a propaganda tambem ofende os homens, totalmente imbecils e completamente dominados por uma parte especifica da sua anatomia.
Engraçado como alguém pode dizer que a autora deveria elogiar Gisele. A crítica aí não só a modelo (que merece a crítica) mas também a todo o mundo da propaganda. Gisele é uma pessoa muito ciente de como ela vende, de como influiencia as pessoas, então ela é sim digna de críticas fortes. Ser feminista não é elogiar mulheres até mesmo quando estão erradas. Isso seria femismo, seria o mesmo que machismo. E essa propaganda, como muitas outras, fomentam preconceitos. Eu acho que aqui não é necessário explicar como fazemos para perdurar o preconceito. Se alguém precisa, deveria ler mais.Quem sabe ler Repressão Sexual de Marilena Chauí (só para começar). E também o blog do além de Pavlov. Ótimo. O pior é que temos nos cursos de jornalismo e publicidade disciplinas sobre ética na profissão. Não é medonho isso?
nao há nada mais velho e anacrônico do que “movimento feminista”. apóio a igualdade entre os sexos (igualdade de direitos, diga-se de passagem), mas na hora de trocar um pneu, a mulher quer um homem.
Pois é, Clara Roman, se você fosse minha amiga no Facebook, você teria escrito essa matéria antes, rs, já comentei sobre esse anúncio faz um tempo. Concordo com tudo o quê escreveu, quer dizer, quase tudo. No último parágrafo “Por enquanto, a propaganda ainda se encontra a anos-luz das conquistas do movimento feminista, da emancipação feminina e da construção de um ideário de igualdade entre os sexos.” você usa a maioria para falar de toda a classe. E segundo me consta, é esse tipo de atitude que gera o preconceito.
Pr’a que tantos comentários a respeito de algo tão comum hoje em dia, como uma grande parte das mulheres, no mundo inteiro, rebolando, como um saco de ossos, para satisfarem aqueles que sentem prazer imenso nisso? Sejamos sensatos, pois temos tantas outras coisas com que nos preocuparmos, que quase não temos tempo nem para dormirmos sossegados, devido essa maldita inflação já estar nos nossos pezinhos. Quem quiser apoiar essas coisas, que apoiem, pois estamos supostamente num pais “democrático”.
RF
A mulher brasileira ainda terá que superar muitos desafios culturais aqui mesmo em nosso Brasil, antes de cobrar um melhor tratamento nos países do exterior, como vi recentemente numa materia.
Esses estereotipos levam tempo para serem removidos, mas as próprias tem de fazer um trabalho de conscientização. Sacanagem mesmo é a Bundchen nesse papel, que nada tem a ver com ela. Mulher que venceu em sua atividade, rica, não precisa de marido para sustentar sua familia, deturpando a imagem das suas congeneres por mais alguns trocados, é por isso, por essas ações em nome do dinheiro que todos os vicios são preservados. Meu pesames femeas.
Não é uma questão de comprar ou não o produto.
Nem de proibir ou não a propaganda (uma vez que estamos numa democracia).
Mas sim de abrir espaços de discussão como esse,
e não ter a ingenuidade de achar que a publicidade não interfere no modo como as questões da sociedade são entendidas.
Em uma sociedade com cada vez menos literatura, e cada vez mais TV e conteúdos rápidos,
a publicidade assume uma posição de propagadora de valores
que são reproduzidos na esfera doméstica.
Daria para fazer a mesma propaganda de um modo menos machista,
sedução pode ser legal,
é só não ser relacionada com futilidade.
Engraçado que na matéria, diz o nome da Gisele mas não do criador da propaganda A crítica se dirige mais a ela que ao publicitário que bolou a cena.
A Gisele é apenas uma modelo e tem que cumprir com o seu trabalho que é este.
Ao criticá-la esquece-se das propagandas em que ela mesma aparece lavando a casa enquanto o animal do marido assiste a televisão.
Este fato ninguém critica?
Se você é feminista, deveria elogiá-la neste fato e criticar a postura do marido na propaganda da SKY. Que é uma grande e criticável realidade.
Achei engraçadinha a propaganda, nada demais. Assim como outras onde o “mordomo” Gianechini trás o papel higiênico, ou ainda modelos masculinos de sunga fazem o papel de uma geladeira, sendo admirados pela mulher, ou outras mais ‘inocentes’ onde a mulher prepara uma lasagna para seu marido, mas na verdade foi comprada no supermercado e ele descobre quando vai lavar a louça (ele até lava a louça, mas quem é a cozinheira da casa é a mulher). Além disso, a senhora retratada pela Gisele que seduz seu marido nem se compara com as que ficam no bar para satisfazer a happy hour dos executivos.
Simples, não compro esta marca. Será quando os publicitários perceberão que quem compara lingerie são as mulheres e não o homens? Não me identifico nem um pouco com esta propaganda, pois tenho meu carro e meu cartão de crédito, bem como minha amigas e até a minha mãe…
Como muitos disseram da minha ingenuidade: muito pelo contrário, sou publicitaria e sei bem que é isso que vende. Pode ser errado reforçar tais estigmas? Provavelmente sim, mas se ñ concorda ñ compre produtos dessa marca (como também ja afirmaram aqui). Eu por exemplo, ñ compro Arezzo nem Zara.
A publicidade no Brsil é uma das mais regularizadas do mundo, se o Conar visse algo de errado ou ofensivo teria proibido a veiculação.
Mas acredito que ñ seja a Gisele de lingerie que vá provocar maior machismo ou atitudes similares.
Quem é machista ou sexista é e pronto, ñ é comercial , filme ou livro que vai torna-lo assim. Ele já o é por influências externas, como a educação, que recebeu.
Quem ñ é sexista/machista provavelmente vai rir desse comercial ou ser indiferente sendo só mais um comercial.
O que pode mais influenciar aqui é na compra ou ñ do produto, ai talvez por um machista que ache mais bonito ver sua mulher abusar de seu cartão estando usando uma mesma peça que a top.
Só rindo mesmo pra não sair correndo,gritando e puxando os cabelos.Hoje com 56 anos
vejo que a cada dez passos de avanco que as mulheres conquistam, há um retrocesso.Mas,
o que importa é continuar lutando diariamente contra as forcas conservadoras.Tanto a em-
presa de publicidade quanto a Gisele, querem mais, é ganhar dinheiro.O negócio é, as mulheres que se sentirem ofendidas com a propaganda não comprarem o produto.Essa será umaforma de criticar e fazer valer a opinião de uma consumidora que desempenha um grande papel na sociedade.
a resposta é simples, se a propaganda te ofende não compre produtos da marca.
“Quando ler que um livro/filme/peça/show/humor/autor/whatever é politicamente incorreto, prepare-se para ouvir opiniões machistas, racistas e homofóbicas, seguidas por um revisionismo histórico que coloque o homem branco hétero como o verdadeiro discriminado através dos tempos. Não falha.”
Esse tipo de reportagem deveria ser escrito de forma simples e sentimental, assim direcionado a mulheres que não entendem esse conceito e que são a chave do problema machismo de qualquer país. Não existem mudanças enquanto não há necessidade, e se a mulher é simples de mais para perceber que o seu papel na sociedade não é esse, a mudança nunca ocorrerá.
A grande maioria da população feminina acredita nos estereótipos e o pior, desconhece qualquer outra forma de ser em sociedade.
Num país que tem como “marca cultural” o funk carioca, cujas músicas resumem a mulher (isso inclui nossas mães, irmãs, filhas, tias) a uma bunda rebolativa e letras que não merecem sequer um comentário, e programas de televisão como o Pânico, que sem as “animadoras de palco” (coincidentemente quase nuas) não teria nenhum um milímetro de traço de audiência, falar o quê….?? Depois não entendemos porque as brasileiras são tomadas como prostitutas no exterior e somos paraíso do turismo sexual internaciional.
Só posso dizer que não comprarei mais a marca HOPE. Temos que boicotar essas empresas que acham que mulheres são otárias e simples objetos sexuais. Sou feminista, e luto contra essa opressão diária de um mundo que me vê como incapaz, como objeto, inferior.
Aos homens que não tem nenhuma empatia, que não venham reclamar quando uma propaganda como a da Bombril humilhar o seu gênero, já que o “politicamente correto é um saco”.
A propaganda da ipiranga que o marido bonzinho chega em casa e a mulher tem 78 amantes em casa ninguem fala nada né?
E as infinitas propagandas de cerveja, barbeador, carro etc que estereotipam o homem como másculo, macho, conquistador, beberrão e tudo mais? Nunca vi ninguém reclamar, pois todos entendem que é piada e brincadeira.
Se o brasil continuar caminhando para o politicamente correto nesse ritmo, daqui a pouco teremos pessoas se matando por tédio e não por serem vítimas de bulling. Quanta falta de senso de humor!
Se politicamnete correto for sinônimo de respeitar minorias,tomara que o Brasil caminhe sim,por este lado!
A publicidade machista reforça os preconceitos já existentes da sociedade e vice-versa. Quando fui comprar o meu carro, com o meu dinheiro, levei meu marido para me acompanhar e o vendedor só falava com ele, como se eu fosse a “mulherzinha” que está ganhando presente do marido porque se comportou bem. A publicidade tem que entender que mulher compra carro e cerveja e homem também compra produto de limpeza e margarina.
Em tempo: Corrigindo: ___ O poder… O dinheiro… E, finalmente, o sexo… ____ A beleza… A sedução… E, finalmente, o Auto-governo… ____ O que todo homem quer?!>>> [SEXO] O que toda mulher quer?!>>> [AUTO-GOVERNO]. Mais claro que isso, impossivel. É ético?… [não]. È verdadeiro? [sim]… . A mídia, sabe disso. Vocês, não… rss. [$$$$$$$$$$$$$...].
Mulher é um símbolo de beleza, e sempre será. Eu, assim como todos os outros homens ou mesmo mulheres que conheço, gosto e me sinto bem em ter uma mulher bonita, sexy e elegante ao lado.
Enaltecer esse tipo de mulher não é a mesma coisa que desclassicar a outra. Se a outra se sente desclassificada, é porque para ela, ela é desclassificada. Quem está em paz consigo mesmo não tem razões para se sentir ofendido, pelo contrário, se sentirá a vontade para incentivar o interesse do próximo ( desde que este respeite o seu e o de outros ).
Claramente toda essa propaganda ideológica levantada pelo anúncio, como o fato da mulher bater o carro e estourar o limite do cartão de crédito do marido, é uma ultraje as conquistas dos grupos feministas. Porém outro fato que é claro é que se uma mulher bater meu carro e estourar meu cartão de crédito, ser uma gisele e aparecer de langerie para se desculpar é uma excelente forma de consiguir aquilo que quer.
O país que tem empresas publicitárias que fazem propaganda de cerveja (que fede pra caramba) parecer a coisa mais cheirosa do mundo e tentadora como uma mulher, queriam o que? A Gisele está apenas fazendo o que foi paga pra fazer, que por sinal deve ter sido muito bem paga.
A crise de criatividade humana está em todo setor, na publicidade, no cinema, na música, na literatura, na moda, etc. O que vejo muito por aí é remake, colagem e mau gosto.
É,por sermos Condescendente com “piadinhas” que o Brasil segue como está.
Há uns 3 anos, quando lia a os comentários dos leitores da Carta, me via trocando idéias com prováveis professores universitários e doutorandos, pessoas com espírito crítico concernente com a proposta da Carta. Hoje em dia vejo uma infinidade de alienados sexistas homofóbicos conservadores postando comentários dignos de sua condição intelectual limitada. Vou me limitar a ler a Carta impressa.
Sou feministo, lavo minhas roupas, cozinho bem, tenho relação estável mas moro sozinho, sou cavalheiro, quase lésbico. Mas acho que a culpa da exploração da imagem amélica é das próprias, ou de sua maioria. Maioria esta que quer cartão de crédito, carro do ano, sombra e água Perrier. As que seguem a cartilha ao pé da letra arranjam um trouxa que lhes eleva de patamar, a puta com certidão (casamento). Que venham as mulheres com obra, não as que obram na vida. Quanto a La Bündchen, morei 5 anos em Porto Alegre e comi coisa melhor.
Não é questão de ‘politicamente correto’ é percepção da ofensa que a propaganda oferece que por sinal é bem nítida. Algumas pessoas podem ter achado uma simples brincadeira mas, receber várias formas de preconceito diariamente não é uma situação muito fácil. Obviamente que essa publicidade tem uma enorme conotação negativa pois, simplesmente na fala da Gisele eu escuto da pessoa sentada ao meu lado: ” Ah … Assim você pode tudo!” Eu não precisei nem ir muito longe para perceber os efeitos. Se isso faz parte da ‘brincadeira’, por favor,…
Aos que disseram que a “culpa” não é da Gisele, só digo uma coisa. Ela é a modelo mais bem paga do MUNDO. Ela pode escolher as campanhas que vai ou não vai estrelar.
Quando vamos conseguir derrotar o políticamente correto, hein?
É propaganda de mau gosto sim,cheio de preconceito e discriminação e o texto diz exatamente sobre isso
[...] a Ké deu um retweet desse tweet da Carta Capital sobre a propaganda da Hope em que a Gisele Bündchen participa. Nossa, a Clara Roman, que assina o [...]
Venho só comentar a chamada da matéria. Tenho uma filha de nome AMÉLIA, e ela está longe de ser um objeto sexual. Muito infeliz esse estigma de chamar assim as mulheres que são prendadas.
Como é chato este mundo politicamente correto…
A culpa nao é de gisele Bundchen, mas sim dos publicitarios e do marketing tacanho que infestam o Brasil.
é aplicação de estereótipo sem duvida. Os publicitários devem saber disto, deve pegar, deve vender, por isto usam. Mas eu pessoalmente acho o jeito da Gisele andar muito forçado. Outras mulheres são mais naturais e até mais bonitas.
Estourar cartão , bater carro (provavelmente caro e segurado) é coisa de consumismo mesmo. Será que ela é tão vazia quanto o comercial ?
Em resposta ao comentário de sergio eduardo:
“Ela é linda, mas como não estudou ainda vai pagar alguns micos.”
Sejamos um pouco mais realistas: não haveria de ser um publicitário, ou seja, um profissional pago para criar engodos, ou uma modelo profissional, ou seja, uma garota que deixou a escola para ganhar a vida exibindo roupas, que iriam mostrar algum cuidado na análise de chavões sexistas, idiotização cultural, etc. Se aceitamos a idolatria de determinadas profissões periféricas, que são regiamente pagas enquanto a sociedade aceita pagar salários miseráveis a profissionais essenciais, como por exemplo os professores, como podemos nos surpreender com o baixo nível cultural e sociológico de publicitários e de modelos?
Eu não compro a Marca HOPE……..!!!!!!
Se tivesse uma Gisele desta em casa, ela poderia bater o meu carro todo dia.
O comercial, que é até divertido, pode ter sido infeliz, mas Gisele nada tem a ver com essa personagem. Ela é o modelo da mulher bem sucedida, que venceu com seu próprio trabalho, ajuda sua numerosa família no Brasil e pode sim, fazer qualquer tipo de compra, sem se preocupar com as contas…
Sedutora ´inverterada`, é o reverso da sedução ´inveterada.Cuidado`, pois, com o vernáculo, minha filha…
Também em resposta ao comentário de Natalia:
Sou publicitária e sei como o uso dos estereótipos são rotineiros na criação de campanhas. Acontece que em muitos casos, esse de Gisele invariavelmente, isso se torna perigoso sim! E não é uma vigilância ao politicamente correto, é uma vigilância pela luta que vem se concretizando cada vez mais e pela qual a mulher vem ganhando seu lugar na sociedade, protagonista que bem é, sem rótulos, sem preconceitos.
A comunicação deve divertir sim, claro, mas divertir nao significa reforçar preconceitos, e algo assim como no comercial, leve como vc falou, so entra no imaginário popular, e inunda o inconsciente coletivo.
Com certas coisas, não se brinca!
Citaram aqui as propagandas da Sky, eu as considero bem piores do que as propagandas da Hope. Em uma delas a personagem de Gisele aparece no chão fazendo limpeza, não tinha como ser mais estereotipado. Aliás, o que me incomoda mais na propaganda da Hope são os exemplos de “estourei o cartão de crédito” e “bati o carro” do que o “certo e errado”. Até achei aceitável ligar a lingerie ao sensualismo e a brincadeira pode até ser vista como relativa a natureza manipulável do homem também, mas não precisava ligar mulher ao estereótipo de compras e má direcão ao mesmo tempo.
Se o comercial era pra incomodar…conseguiu.Vai GISELE vc tá linda…
Em resposta ao comentário da Natália, eu acho que exatamente essas propagandas que são as mais perigosas. “É só uma piadinha, gente… Pra dar risada… Se divertir… Que problema que tem?” É esse tipo de humor que reforça e concretiza o preconceito, por que a ideia entra na cabeça das pessoas sem elas perceberem e acaba influenciando o comportamento de muita gente.
O problema do comercial é que, além de recorrer a esterótipos como o da mulher que bate o carro e que não tem controle nas compras, diz que o “certo” é usar o corpo pra dar a notícia ao marido…afinal, é só isso que importa pra eles né? De uma maneira ou de outra, é um comercial burro e ofensivo, tanto pra homens quanto pra mulheres. Será que não conseguem usar a criatividade pra ir além desses estereótipos que já tão pra lá de velhos? Os publicitários não conseguiram pensar em nada melhor dos que essas piadinhas velhas?
Como se faz humor sem rótulos, sem paródias ou sem ironias? Como se conta uma piada sem a sátira, sem politicamente correto sendo desobedecido? Mas a publicidade oferece a chance, ainda, de você mostrar todo seu descontentamento. NÃO COMPRE O PRODUTO. Simples.
O feminismo floresce no iluminismo quando os emergentes partidos políticos passam a incluir as mulheres em suas pautas. A industrialização força a inclusão das mulheres no mercado de trabalho. No surgimento do movimento operário, as mulheres vêem no socialismo, enfim, a chance de uma sociedade menos sexista. O início do século XX reflete o início do sufragismo comum e em muitos países, homens e mulheres comuns passam a gozar do direito ao voto simultaneamente. As grandes guerras criam um déficit de mão de obra na Europa e garantem o início da participação ativa da mulher na economia. Movimentos como o Rock ganham força em meados do século XX e, atrelada à pílula anticoncepcional, promovem a readequação sexual da sociedade, sequenciada pela globalização e a era da informação. A emancipação da mulher transcorreu, então, por caminhos alheios à ação do feminismo, resultantes de concionamentos políticos, sociais, tecnológicos e econômicos.
Sou publicitária e também fiquei incomodada com a abordagem da Hope. Achei desnecessário e desrespeitoso.
Mas parece esse deve ser o estigma da Gisele, pois na campanha para a Sky ela assume a mesma posição de “mulherzinha”.
Muito bom o texto e a reflexão Clara! Essas coisas só nos mostram o quanto a sociedade está muito longe de desfazer alguns estigmas, contudo, é bom ter pessoas como você para fazer esse tipo de análise e publicá-la para a leitura de outros!
Gente… é só humor dentro de um anúncio, pra que levar tão a sério? Eu, como mulher, não fiquei ofendida. Só achei engraçado. Querem o que? Que se discuta a posição da mulher no cenário econômico mundial em um comercial de lingerie? A função dessa peça – a lingerie e não a roupa íntima – é a sedução, nenhuma mulher usa uma calcinha de renda e super pequena e incômoda para o dia-a-dia , mas sim para seduzir seu namorado/marido/rolo.
Acho que a idéia aqui é exatamente mostrar como os homens são facilmente manipulados e não mostrar a mulher como um objeto. De como é mais fácil conquistar seu homem usando a tal marca de lingerie.
As propagandas as vezes passam dos pontos, mas acho que o ser humano também anda muito politicamente correto, não aceitando nenhuma piadinha minima. Não vamos levar tudo tão a sério e de maneira tão errada gente.
Claro,claro…se você como mulher não leva uma agressão machista á sério e ainda a defende,como espera que nossos direitos sejam levados á sério? Tudo passa a ser uma grande piada: tráfico de mulheres,violência doméstica,estupro..aliás,até piada de estupro fazem hoje em dia e se espamtam quando o culpado não é punido! Por que ele seria punido? Nós mulheres não achamos o máximo pegadinhas comerciais machistas? Por que queremos nosso espaço na política,mercado de trabalho,salários justos,etc se basta usarmos lingerir e voi a lá,temos tudo aos nossos pés?
Acorda! O machismo feminino é que sustenta este sistema perverso.
27.04.2012
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