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Sociedade

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Violência

26.11.2010 07:49

Gaza? Não, Rio de Janeiro

A reação a ataques do crime organizado torna a cidade zona de guerra

Os helicópteros das tevês acompanham, dia após dia, a elevação de torres de fumaça provocadas por dezenas de veículos incendiados em diversos pontos da cidade, em ataques que fizeram ao menos 30 vítimas em menos de cinco dias. Não, não se trata de noticiário recente sobre a Faixa de Gaza. Tampouco das tensões em Juárez ou Tijuana, cidades dominadas pelo tráfico ao norte do México. Tal era o saldo, até as 17 horas da quinta-feira 25, da onda de violência no Rio de Janeiro.

E com fortes tendências a piorar, com a reação armada do poder público. Após um ataque contra o Caveirão – veículo blindado que deveria inspirar medo nas falanges criminosas escondidas nos morros cariocas –,— o governo fluminense aceitou o auxílio das Forças Armadas. Com isso, aumentou o peso da artilharia empregada na batalha contra o tráfico, que pode ter palco na Vila Cruzeiro. A entrada de seis blindados da Marinha na favela do bairro da Penha, no subúrbio da capital carioca, foi transmitida ao vivo, enquanto os repórteres faziam a contagem dos baleados durante a ação: três, logo nas primeiras horas.

Ao que tudo indica, os ataques partem de facções criminosas indignadas pela transferência de lideranças de presídios da capital fluminense para unidades em estados mais afastados. Como destaca o colunista de CartaCapital Wálter Maierovitch, o governo do Rio acertou ao optar pela instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos pontos antes dominados pelos traficantes, no lugar de partir para o confronto direto. Mas pecou ao permitir que se instalasse, no interior do sistema carcerário, a base de operações dos cabeças do crime organizado.

Há que se destacar, ainda, a falta de um serviço de inteligência capaz de antever a previsível reação dos criminosos, uma mistura de táticas de guerrilha e terrorismo. O rastro de violência espalhou-se rapidamente até atingir regiões de classe média da cidade, como a Barra da Tijuca e a zona sul, onde os formadores de opinião exigem resposta à Capitão Nascimento. Munida de informações sobre o modus operandi dos bandidos, as autoridades evitariam a estratégia do enfrentamento – carregado dos riscos e ônus que recaem mais pesadamente sobre a população humilde obrigada a coabitar com as quadrilhas.

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Sua opinião

  1. Jose Mauro de Oliveira disse:
    Lembram Sr Parlamentares O Brasil passou por um perildo dificil em 1964 a 1980 eu era criança ainda por olvir comentarios em radios a economia do pais era dividido so entre politicos como esta sendo hoje foi aonde que causou a tal ditadura Militar porque o povo nao aguentava mais de tanto roubo no pais dos Sr parlamentares cuidado nos estamos caminhando para uma nova rebeliao porque o povo nao aguentam mais ver os salario dos politicos te um aumento de 62 a 148 % enquanto os trabalhadores brasileiro quando tem um aumento e de 4 a 5 % e voces nao tem vergonha na cara tao auto assim o Sr Lula vai para TV com ar de deboxe dizer que os parlamentares tem que ser bem remunerados e o resto como fica quando voce era piao voce metia pau nos politicos por causa dos autos salarios e hoje voce defende os super salarios dos politicos OK Deixo esse recado para os Sr politicos que voces au deitar pence no proximo que agrada a Deus que e tao Bondoso Misericordioso para com nosco OK !
  2. sexputz disse:
    O que está acontecendo no Rio, acontece no país todo. Para mim não há culpados ou inocentes nessa história. A própria evolução histórica da sociedade brasileira levou a isso e a falta de homens e mulheres de fibra que quisessem mudar o rumo das coisas também contribuiu para esse quadro. Somos um país de covardes!!!
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