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Sociedade

Fatalidade

Gari morre após respirar gás lacrimogêneo em Belém

por Redação — publicado 21/06/2013 13h04, última modificação 21/06/2013 13h06
Foi a 2ª morte registrada em meio aos protestos realizados nas duas últimas semanas pelo País

Uma gari que trabalhava na limpeza noturna do centro de Belém morreu nesta sexta-feira 21 após uma parada cardíaca resultante da inalação de gás lacrimogêneo disparado pela Polícia Militar durante as manifestantes, na véspera, realizadas na capital paraense.

A morte de Cleonice Vieira de Moraes, de 54 anos, foi a segunda decorrente dos protestos iniciados há duas semana. Na quinta-feira 20, um jovem de 18 anos foi atropelado e morto por um motorista que furou um bloqueio de manifestantes em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

De acordo com a Folha de S.Paulo, durante a radicalização dos protestos em frente à prefeitura da cidade, Moraes e outros trabalhadores se protegeram dentro do monumento de um bonde restaurado para visitação turística na cidade. A vítima, que tomava remédios controlados para hipertensão, passou mal após a explosão das bombas.

Ainda segundo a Folha, o governo do Pará classificou o episódio como “uma grande fatalidade”. De acordo com o secretário se Saneamento de Belém, Luiz Otávio Mota, os trabalhadores não foram obrigados a permanecer no local mesmo com os confrontos. A Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o caso.