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Sociedade

Jogos com mais gols

Futebol non-Stop, só no Pênalti

por Milton Nogueira — publicado 03/07/2010 14h20, última modificação 30/08/2010 14h25
Desocupado leitor: Você gosta de muitos gols? Como fazer um jogo mais lindo e divertido? Eis uma pequena utopia, para melhorar o futebol, proposta por Paulo Lemos, administrador de empresa e cronista de poltrona (ou arquibancada?).

Desocupado leitor:
Você gosta de muitos gols? Como fazer um jogo mais lindo e divertido? Eis uma pequena utopia, para melhorar o futebol, proposta por Paulo Lemos, administrador de empresa e cronista de poltrona (ou arquibancada?).

Durante uma partida, qualquer uma das duas equipes, ao cometer a sua quarta falta, deveria ser punida com uma penalidade máxima (pênalti), cobrada de imediato. Inicia-se, a seguir, para aquela equipe, nova contagem do número de faltas, com a mesma punição na quarta ocorrência, e assim sucessivamente para ambos os times, até o apito do final da partida. Os tiros livres indiretos (impedimentos, “banheira” ou “dois toques”) não fariam parte da contagem, bem como as atuais penalidades máximas (pênaltis) e continuariam a ser cobrados como sempre o foram.

Haveria coisa melhor do que assistir a uma partida sem parada a cada minuto para cobrar falta, somente porque um jogador segurou a camisa do outro e interrompeu uma jogada linda? 

Há jogos com mais de noventa cobranças de faltas, uma cada minuto. Tudo isso é chato, monótono, a negação do futebol-arte. Eis alguns tipos de táticas usadas pelos jogadores para parar o outro: insultar, segurar, calçar, empurrar, cama-de-gato, carrinho, puxar a camisa, acotovelar, chutar a canela. Tudo isso seria convertido, a cada quarta falta, num pênalti. Parar uma jogada passaria a ser altamente arriscado para o time, logo haveria mais bola em jogo.

Alem de tornar o jogo mais fluido, corrido e, com a benção de Nelson Rodrigues, um balé de homens, haveria o ressurgimento do espírito esportivo: competir, sim, mas também agradar ao público dos estádios, da TV e do radio. O torcedor verá mais gols e menos partidas com placar em branco.

Jogadores-artistas, tais como Kaká, Robinho, os dois Ronaldos, Messi e inúmeros outros seriam ainda mais admirados. Os atletas melhor preparados e treinados e as equipes ofensivas comandariam o espetáculo. Seria minimizada a catimba e as táticas de ganhar tempo, para tentar impedir o adversário de jogar.

E os goleiros? Estariam atuando muito mais vezes em cada jogo. Árbitros continuariam a ser contestados, é claro, mas enfrentariam o maior peso de suas decisões. Antejogo e violência sumiriam. 

Em suma, jogo corrido, belas jogadas e mais tempo de bola em jogo, non-stop. Vale? 

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