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Flexibilidade no ensino

por Redação Carta Capital — publicado 06/05/2011 10h30, última modificação 06/05/2011 12h30
As novas diretrizes do ensino médio, aprovadas na quarta-feira 4 pelo CNE, dão autonomia às escolas para direcionar a grade curricular

O conselho nacional de Educação (CNE) aprovou, na quarta-feira 4, as novas diretrizes do ensino médio. Elas visam dar mais flexibilidade às escolas públicas e privadas na montagem da grade curricular.

O objetivo é que as escolas construam seus projetos político-pedagógicos com base em quatro áreas: trabalho, tecnologia, ciência e cultura. Uma escola localizada em um distrito industrial, por exemplo, poderia dar mais espaço a disciplinas como física e química. Instituições que ficam em polos turísticos, por outro lado, optariam por focar conteúdos de história e geografia.

O texto estabelece que o ensino médio em período noturno possa ser concluído em mais de três anos, para que os alunos conciliem uma rotina de estudo e trabalho. Também focando o período noturno, o CNE aprovou a realização de aulas não presenciais no ensino médio, que não poderão ultrapassar 20% da carga horária.

As escolas podem optar por manter a grade tradicional ou fazer as adaptações. As mudanças tentam aproximar a escola da realidade do jovem em um ciclo com alto índice de evasão escolar (10%). Segundo dados de 2009 do -IBGE, 40% do abandono escolar entre os jovens de 15 a 17 anos é causado por desinteresse.