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Feliz na vida, insatisfeita no amor

por Redação Carta Capital — publicado 08/03/2012 19h06, última modificação 08/03/2012 20h38
Em pesquisa, 68,3% das mulheres afirmam estar satisfeitas com a vida de um modo geral, mas só um terço diz o mesmo dos relacionamentos
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Segundo pesquisa, 68,3% das brasileiras afirmaram estarem satisfeitas com a vida de um modo geral e 48,6% delas estão felizes com o próprio emprego. Foto: Agência Brasil

Nesta terça-feira 8, Dia Internacional da Mulher, uma boa notícia para as brasileiras: o Instituto Data Popular divulgou uma pesquisa que mostra que a população feminina do Brasil está mais contente.

 

Segundo os dados, 68,3% das mulheres afirmaram que estão satisfeitas com a vida de um modo geral e 48,6% delas estão felizes com o emprego.

“Profissionalmente elas sentiram a carreira ser impulsionada por meio do investimento em educação. As mulheres são muito mais escolarizadas do que os homens. Essa ascensão no mercado de trabalho garantiu ainda a melhoria de suas finanças”, explica Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Além da motivação no trabalho, elas também estão mais realizadas no âmbito familiar: 48,6% aprovam o dia a dia com os parentes. O curioso é que, apesar do sucesso declarado na vida pessoal, a maioria delas diz não gostar da situação do mundo de uma maneira geral : 57,3%.

O amor também é um motivo de desconforto: apenas 36,5% delas se consideram contentes com seus parceiros. “Com mais atividades no dia a dia, a mulher brasileira tem de se desdobrar nos cuidados da casa, dos filhos, no trabalho e na faculdade. Isso dificulta as relações afetivas. Motivos que contribuem para tornar parte delas mais infelizes no amor”, comenta Meirelles.

Avanços

Para celebrar a data, a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Meniucci, ressaltou, em discurso, o avanço obtido nos últimos anos no combate à violência doméstica. “A Lei Maria da Penha, citada como exemplo para o mundo, marca a recusa definitiva da sociedade brasileira em aceitar a violência contra as mulheres. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, pela constitucionalidade desta Lei, coloca toda a estrutura do Poder Judiciário ao lado das mulheres, legitimando de maneira inquestionável as políticas desenvolvidas pelo Estado brasileiro para sua implementação”, afirmou em nota.

Para 2012, a ministra disse que deseja efetivar a igualdade entre homens e mulheres na sociedade brasileira, fortalecendo a autonomia política, econômica, cultural e social delas. “É preciso ampliar os investimentos em educação e saúde, e assegurar o acesso ao crédito, à justiça, à assistência técnica, à moradia e aos equipamentos sociais como creches”.

Por fim, Meniucci reafirmou seu compromisso com a Secretaria de Política para as Mulheres e disse que juntas elas são capazes de assegurar a todas as pessoas direitos e oportunidades iguais, com autonomia para as mulheres.

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