Enquanto a polícia e as Forças Armadas cercavam o Complexo do Alemão no fim de semana que passou, um leitor, na praia, presenciava uma cena peculiar em uma praia carioca. Ele prefere não ser identificado, mas segue o relato:
“No último domingo, 28 de novembro, fui a praia com minha família, como de costume, e me deparei com o outro lado da guerra em curso no Rio de Janeiro: o usuário de drogas. Gostaria de deixar claro meu apoio à ação do Estado, a Polícia e a reação da população, especialmente a mais pobre, que sempre foi a real vítima do tráfico.
Estávamos próximo ao posto 9, em um ponto conhecido como “coqueirão”, tradicional reduto de usuários de maconha e outras drogas. Por volta de 13h uma moça revoltada com o número de maconheiros, resolveu ligar para a polícia. Travou-se um bate boca e a moça acabou tomando um banho de areia. Praticamente todos ao nosso redor eram usuários e se manifestaram contrários a atitude da mulher. Ela só não foi agredida (embora tenha ouvido vários palavrões) porque uma família estava ao lado e a mãe se revoltou com a ação dos locais.
A polícia chegou e nada foi feito. Ninguém foi revistado e tanto a mulher quanto as duas ou três pessoas que a defenderam tiveram que sair, sob as vais da multidão. Ouvi uma moradora dizer: “que mulher maluca, onde ela pensa que está? Aqui todo mundo usa!”
Moro na zona sul e conheço várias daquelas pessoas. São todos jovens de classe média, moradores daquela região. Confesso que me senti humilhado em pensar que enquanto milhares de pessoas estão sitiados no Alemão, aquele grupo, patrocinador de toda essa loucura, curtia seu domingo de sol, como se nada estivesse acontecendo.
Saúdo mais uma vez o Governo e a polícia, mas me pergunto: como será tratada a questão do usuário? Pois, enquanto houver usuário, haverá o tráfico. Honestamente, não sei qual o tratamento deve ser dado a essa questão, não sou cientista político, advogado, nem antropólogo, mas não gostaria de ver novamente uma pessoa que chama a justiça, ser expulsa da praia por aqueles que a infringem.
Peço aos meios de comunicação que se manifestem e levem essa questão também para o debate.”
Falso moralismo!! Vemos todos os dias centenas de “zumbis” nas cracolândias em todo o Brasil e nada é feito!! Liberem o plantio em casa e acabem com o tráfico e com a Hipocrisia !!
Alguém tem que desenhar para que a população entenda: se não fosse proibido, não haveria tráfico. Não haveria armamento. Não haveria toda essa palhaçada. A coitada da mulher se deixou enganar pelo maldito slogan criado pelo governo. ” O usuário financia isso e aquilo e blá-blá”. Campanha que pra variar não resolveu em nada. Não diminuiu consumo, pelo contrário. Os não usuários têm que aproveitar este tema para aproveitar pra pensar com a própria cabeça. Quem causa a violência é o Estado proibindo. Estado, por mim nem existiria, mas já que existe, vá lá, uma coisa de cada vez, tem que parar de se meter na vida particular das pessoas. Claro que é um ponto de vista aparentemente ingênuo, considerando inúmeros fatores e interesses escusos na manutenção desta vergonhosa e desastrosa proibição. But, o próprio estado, agora tenta guinar em outra direção e dá de encontro com a opinião pública obtusa que ele próprio formou. Povinho chato tem mania de se meter na vida dos outros. É isso que dá décadas em frente à novelinha.
De tudo que li aqui, tenho a dizer que passamos por um momento de reflexão, e isso já é um bom começo. Usuário com drama de consciencia….é bacana.
Acho que vivemos um momento de crise social, nosso judiciário está desmoralizado e é o maior responsável por boa parte dos problemas que temos, pois a lei só vale para alguns…. e isso ajuda os filhos dos impunes nesse pais começarem a se drogar, pois ninguem entra na duvida se é ou não licito, entra nessa sabendo que vai virar contraventor, apenas tem certeza da sua impunidade.
O que foi visto em ipanema é so a confirmação disso.
É ilegal sim, vai se drogar em casa e parar de dar mau exemplo.
Acho que todas as drogas deveriam passar pelo mesmo processo de criminalização. Pois quem bebe não tem condição de dirigir e causam muito acidente e matam muita gente…., mas isso só acontece por falta de justiça.
Agora por que será que a utilização de psicotrópicos sempre foi utilizada ao longo da nossa sociedade, como os rituais xamânicos, as práticas de ascese, as psicoterapias lisérgicas, mas necessariamente em nossa cultura moderna contemporanea capitalista “consumista” os psicotrópicos foram utilizados com este caráter compulsivo? É a toa? Acredito que não…
Então é importante parar de pensar na ‘droga’ em si como um vilão, como um alienigena que vem de fora e retira a ‘vida’ de uma pessoa. O que não significa dizer que o uso de entorpecente necessariamente se veiculará a uma questão de morte ou de vida. Sempre depende da relação que as pessoas estabelecem com a coisa, e nunca da coisa em si.
É de extrema importância atual para sairmos desta hipocrisia a reflexão da própria produção social da ‘droga’ na sociedade de consumo, afinal, o alcool, cigarro, comida, calmantes, roupas, sapatos, joias, todos esses produtos também entram no hall da adicção. Apenas seus flagelos não são tão observáveis quanto o consumo de drogas. Nossa sociedade alimenta adicção, ou não estamos fartos de ouvir sobre alcoolicos anonimos, compradores anonimos, jogadores anonimos.
Diante de tudo isto, é muito fácil atribuir um grande vilão culpados pelos problemas sociais, por esta forma do ser humano ‘que caminha para a morte’ que encontramos hoje na sociedade, mas para qualquer pessoa que sinta necessidade de ir mais fundo no buraco dessas contruções sociais operadas pela mídia e pelos Estados com o nome de ‘inimigos’, que queira sair da ingenua posição maniqueista de bom e mau, e pensar nas relações de poder que estão em jogo numa sociedade, o mínimo é deixar de achar que o fim do tráfico é a solução para as grandes contradições sociais, para o fim da violência urbana.
É evidente que o tráfico é algo a ser combatido, isso não há dúvida, pois de fato esta prática leva a morte várias pessoas. Agora além disto o que de fato deve ser combatido: o uso de drogas ou esta sociedade hipócrita que vive alimentando pessoas consumistas e materialistas que não possuem nenhuma conexão com algo mais espiritual e transcedental, pessoas com um sentimento de vazio enorme e que recorrem ao consumo pois acreditam que nele irão se sentir felizes?
Assim, o que mais importa é um movimento a favor da política de vida, contra a adicção, o puro consumismo, o materialismo dilacerante.
É uma discussão que leva para a revolução do ser humano, de estar no mundo de uma nova forma que não esta materialista e consumista atual. Uma revolução do espírito humano mais autocentrado, menos ansioso, conectado com o grande Universo. ‘Mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer’…
Inacreditaval como a turma da fumaça é unida ! Estas mesmas pessoas apoiam a ação nos morros da cidade ! Claro afinal o povo do morro nao e gente – eles não passam de favelados.Já com a turma da praia o papo é outro ! As pessoas tem de aprender a viver dentro da realidade e não ficar tentando distorcer as coisas para justificar o q fazem ! É estranho haver tantos comentários cheios de emoção sobre a defesa da discriminação da droga, que usuário deveria plantar em casa, que são vítimas do vício e por isso teriam que ter uma área especial para que fumassem “em paz”. O interessante, é que essas mesmas pessoas também defendem a ação da polícia nos morros… BANDO DE HIPOCRITAS !
O usuário é que patrocina toda essa violência que está acontecendo no Rio, é ele que financia as crianças fora da escola, que estimula outros a usar também já que “é só para relaxar”. Droga é droga. Não é porque vem da natureza porque a coca(cocaina) e o opio (heroina) tambem vem, é porque causa dependência, altera significativamente o sistema nervoso e a capacidade de se autodeterminar. A pessoa fica sujeita as reações que a droga provoca e só quer procurar mais e mais por aquela “fantástica” sensação. Por isso, vamos acabar com a hipocrisia de “descriminalizar é que é legal”.A discriminalização geraria imposto? Claro. Para o Estado seria bom? Com certeza. Mas e qto as conseguencias do vicio em si ? Os usuários de classe média e alta gostam de fazer propaganda e assim serve como desculpa para si próprios.Financiam SIM o crime,e são tão culpados quanto os que os cometem. Sei que não é fácil sair do vício como fazem os adolescentes acreditarem porque perdi um filho por conta das drogas – SIM por conta da ‘inofensiva’ maconha – q assim como todo o resto tem consequencias.
A questão abordada pelo texto, ao meu ver não tem como base a questão da liberação ou não da maconha, ou qualquer outra droga, nem se usá-la é certo ou errado, a questão principal, que é a mais preocupante, é de como a sociedade em si, encara com total descaso um fato que nos assola a cada dia. Em uma conversa de bar com amigos da faculdade onde estudo, ouvi coisas como: “eu me diverti com a ação militar no morro”, “eu acho que eles estão certos, vagabundo tem que morrer”, eles diziam isso tomando sua cerveja gelada à beira da praia, enquanto crianças e inocentes eram hostilizadas e ou passavam por situação que os mesmos nunca viram e talvez nunca verão. É fácil falar sobre criminalidade sentado no sofá com o ar condicionado ligado, é fácil discutir uso de droga sem encarar que na verdade o carro chefe dos marginais no Brasil é sim o tráfico de droga. Não sejamos hipócritas, sejamos cidadões.
O que não se pensa nesta discussão é a questão de que o tráfico de drogas foi uma saída encontrada pelos ‘excluídos de qualquer forma de cidadania e participação social’ para entrarem novamente em contato com este “Capitalismo selvagem”. O oprimido retorna, mas agora se torna opressor. E daí se torna simplório falar que os usuários de drogas financiam, quando na verdade esta resistência a exclusão, se podemos chamá-la assim, encontraria novas rotas de fuga que se não é o tráfico, é a vida bandida. Entra então em pauta todas as práticas marginais e ‘ilegais’ que são contra a soberania do Estado ou principalmente de um povo, qualquer, desde a sonegação de impostos (afinal, este dinheiro não deixa de ser desviado de um fim coletivo para encher os cofres individualistas), até os patrões que exploram a sua mão de obra ao máximo (como os donos de redes multinacionais, como McDonalds, Walmart, que pagam uma miséria aos seus trabalhadores e oprimem o corpo que trabalha exaustivamente doze horas por dia).
Daí vem esta reflexão que acredito ser central em qualquer discussão social: que Estado é esse, que é predominantemente exclusivista, permitindo a apenas a 5% da população de fato gozar da cultura do consumo. De resto, somos todos fantoches e oprimidos socialmente, pois apenas fazemos parte da máquina quando trabalhamos, mas alheios a qualquer processo decisório genuinamente coletivo e não segregador. A questão está assim muito além. Afinal, os drogados são também reflexo desta ‘cultura de consumo’. O uso de substâncias entorpecentes é histórico, está presente em práticas ritualísticas de vários povos. E porque justamente neste sistema contemporâneo a bomba vem explodir? PORQUE AS PESSOAS ESTÃO EXPLODINDO E PRECISAM DE UMA MÍNIMA RESISTÊNCIA, SEJA SE OPOR AO ESTADO, SEJA USAR UM ENTORPECENTE, porque a vida em nossa sociedade moderna é uma opressão do espírito.
Criar mais leis é tentar de forma paliativa resolver uma contradição social que existe desde que o mundo é mundo. Até quando não forem atacados os centros de decisão, enquanto o poder não for uma ferramenta local e representativa de um coletivo de forças, nada será feito, apenas um maior recrudescimento do viver ‘sob a lei’ metamorfoseada em ‘Divindade’, até que tudo exploda!
É “engraçado” haver tanto comentário passional sobre a defesa da discriminação da droga, que usuário deveria plantar em casa, que são vítimas do vício e por isso teriam que ter uma área especial para que fumassem “em paz”. O interessante, é que essas mesmas pessoas também defendem a ação da polícia nos morros… O usuário é que patrocina toda essa violência que está acontecendo no Rio, é ele que financia as crianças fora da escola tendo que ficar de aviãozinho, que estimula outros a usar também já que “é só para relaxar”. Droga é droga. Não é porque vem da plantinha, é porque causa dependência, altera significativamente o sistema nervoso e a capacidade de se autodeterminar. A pessoa fica sujeita as reações que a droga provoca e só quer procurar mais e mais por aquela “fantástica” sensação. Por isso, vamos acabar com a hipocrisia de “descriminalizar é que é legal”. O Estado tem que cumprir o papel de provomer os direitos sociais do cidadão. A discriminalização geraria imposto? Claro. Para o Estado seria bom? Com certeza. Mas, como fica a criança que se viciará cada vez mais cedo porque afinal de contas “é legal”? Como ficaria o tratamento daqueles que querem largar o vício? As pessoas só pensam no que é interessante para elas próprias sem pensar nos problemas que causariam a próxima geração. É o Estado que está pensando por eles, é só analizar como seria fácil simplesmente o Estado lavar as mãos e liberar. Para ele, era lucro, mas para nós e nossos filhos e netos, não seria não!!!
Acredito que a questão do uso de qualquer substância química (àlcool, tabaco, maconha, cocaína,ecstasy, antidepressivos, calmantes, etc..etc..etc.)seja em que grau for (esporádico,moderado, pesado, etc..etc..etc..) tem como motivação principal a necessidade de fuga ou amenização de diversos aspectos da vida em sociedade. Se enquadram aí os diversos tipos de problemas e patologias decorrentes de relacionamentos pessoais problemáticos; desigualdades sociais gritantes; estruturas políticas, educacionais, de saúde e judiciárias altamente ineficientes e corrompidas; etc..etc,etc..) Em resumo, a maneira em que as socidades como um todo vem sendo estruturadas e funcionando ao longo da história, constituem uma verdadeira “fábrica de dependentes químicos”, os quais mantém funcionando a roda viva da produção e comércio de substâncias lícitas ou ilícitas, que desencadeiam uma complexa rede de interesses financeiros e políticos, que realimentam e fazem continuar girando a roda. De algum modo, em algum grau, somos todos ao mesmo tempo, vítimas e culpados pela situação em que nos encontramos, e a solução passa obrigatóriamente por uma reformulação profunda dos objetivos que devem nortear a vida em sociedade. Vivemos sempre preocupados com o TER e não em SER (ser honesto, ser tolerante, ser pacífico, ser compreensivo, ser caridoso, ser esforçado, ser trabalhador). Com este modelo de sociedade extremamente competitiva e consumista, sempre existirá aqueles que estão ou sentem-se excluídos do sistema (consumo) e que para mudar de “vida” partem para a criminalidade para TER mais, usando a situação de infortúnio em que vivem como justificativa; E também continuará existindo aqueles que detém o controle deste mesmo sistema, e que para manter suas posições e continuar a TER cada vez mais, também praticam e viabilizam a criminalidade. Já faz tempo, alguém constatou e disse célebre frase:”O HOMEM É O LOBO DO HOMEM”. Mas tudo isso tem jeito, e acredito que estamos chegando à um ponto na história em que esta dinâmica toda está próxima da saturação, e então seremos obrigados rever e a chegar a um modelo de socidade em que o uso de “muletas químicas ou de outra natureza” simplesmente não serão mais necessárias.
È a lei que financia o trafico e não os usuarios.Tenham em mente que os usuarios são uma variavel fixa e que não existe nação no mundo onde não aja consumo de drogas, no passado a maconha não era proibida e a pessoa tinha que plantar para si ou pagar pra alguem que plantasse e ai inventaram a lei e depois da proibição surgiu o trafico.Aquilo que valoriza a maconha é a sua ilegalidade e o lucro dos traficantes não vem dos usuarios mas da ilegalidade do produto.O problema é que existe toda uma serie de industrias que lucram com a proibição, se a produção de maconha se tornar legal o consumo de alcool vai diminuir,as industrias belicas que alimentam a guerra contra o tráfico vão lucrar muito menos,a industria farmaceutica vai perder muita grana tambem ,ou seja, descriminalizar a maconha significa atrapalhar os negocios de muita gente poderosa.Pense nisso proxima vez que voce vir um usuario !!!
O que gera tráfico é proibição… para quem não sabe, traficantes tbm tem vendido remédios controlados, como viagra e moderadores de apetite. Tá cheio de perua esbelta e empresário brocha hipócrita falando besteira aí mas também contribuindo com sua parte para o problema…
1ª Pergunta: As pessoas das favelas que escolheram o tráfico, optaram por isso, ou eles não tiveram outras opções de trabalho e renda?
2ª Pergunta: Quem no passado, deveria ter dado essas outras opções?
3ª Será que quem optou pelo tráfico, foi forçado, mais pelos traficantes ou mais pela falta de opções de trabalho e renda?
4ª E quem optou pelo status de ser o “patrão”, o cara que tem o tênis e a camisa da Ecko, anda com uma HK-G3 e todas as menininhas da favela querem namorar com ele? Onde se encaixa nisso?
5ª A quem interessa a proibição? E por quê?
Não há santo no asfalto, no morro, na praia, nas instituições e em lugar nenhum.
Todos contribuem de uma forma ou outra para o caos.
O nome disso tudo?
SISTEMA
Quem usa droga finacia sim o tráfico.É sempre mais fácil colocar a culpa nos outros, nesse caso o culpado é a lei.
galileu, desde quando a severidade combate o crime? se informe antes de postar um absurdo desses! por acaso nos EUA onde existe pena de morte a violência eh menor? eh não antes que reponda sem saber. se diminui a criminalidade com educação e distribuição de renda, diminuição da desigualdade social! ignorância tem limite… por favor
O usuário tem retórica, mas não tem lógica.
Dizer que o seu vício não sustenta o mundo do crime é algo realmente raso, baixo, de tirocínio de criança que dá o tapa e esconde a mão. Mais um argumento que comprova de que o vício faz mal ao intelecto.
Foram apreendidas 42 toneladas de drogas, armas e munição no morro do Alemão. As armas e a munição não eram para venda, mas a droga era, portanto, o comércio de drogas que financia o “movimento”, alguém que consiga pensar diferente disso merece internação.
o engraçado é uma pessoa dizer que se usa de forma controlada, blábláblá, o alcool faz pior, blábláblá… tantas frases prontas e cantadas em verso em prosa por inconsequentes que, para se manter na grande mídia aparecem hoje como “convertidos” e nada falam sobre drogas (vide D2).
Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barezinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.
Quanto mais glamoroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco. Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca e brasileira, por extensão.
Droga é proibido pra rico e pra pobre. Incomoda demais quando a gente percebe que se faz diferença entre usuários pela sua classe. È proibido por “n” razões. Querem mudar este cenário, tem que ser discutindo na sociedade e não infringindo a lei e patrocinando esse tráfico de drogas e armas que tanto mata jovens no país e no mundo.E cá entre nós, a vida é bela. Será q essas pessoas não conseguem buscar prazer em coisas lícitas e que não estraguem seu cérebro?
Vcs sabem que existem usuários de cannabis que só consomem cannabis que eles mesmo plantam ? A cada dia aumenta esse tipo de usuário, em muitos países que a planta é proibida já é comum usuários que cultivam como o Chile por exemplo.
Acho que o consumo de drogas é um problema de saúde pública,mas também não tem como negar que elas financiam o tráfico(de armas,iclusive) a violência,a corrupção. Acredito que campanhas educativas esclarecendo o mal que o consumo de drogas faz ao organismo humano do usuário (diversos estudos comprovam os malefícios das drogas, incluindo aí a maconha)e o mal a sociedade como um todo, teríamos resultados positivos, assim como o uso do cigarro diminui bastante depois de diversas advertências do Ministério da Saúde.
Confesso que o vemos ultimamente pela mídia desde a declarada “guerra contra o tráfico de drogas” é um grande circo. UM circo que tem o intuito de mostrar a todos que tudo está bem, mas não está. Algumas perguntas mereceriam ser respondidas: a 1ª delas, como se invade um local e não se imagina os pontos de prováveis fuga? Por que só a globo sabia daquele caminho onde teve fuga em massa de bandidos? Como trezentas motos circulavam sem documentação do proprietário sem nunca as autoridades apreendê-las? Como somem drogas e dinheiro depois da apreensão? Como essas armas chegam no poder dos traficantes? Realmente só rindo mesmo para não chorar, a palhaçada deverá continuar e talvez vire numa grande produção cinematográfica, onde os bandidos sempre vencem, vestidos das mais variadas vestimentas: paletó, fardas, bermudas e camisetas e etc, mas com um único objetivo “levar vantagens”.
VAMOS FALAR CLARO. NÃOA ADIANTA NADA ESSE APARATO DE QUERRA CONTRA O TRÁFICO PORQUE TRAFICANTE É COMO ESPANTAR UM BANDO DE POMBOS NA PRAÇA, CORRE EM CIMA E VOA TUDO, DAQUI UMA HORA VOLTA TUDO PRO MESMO LUGAR. E POR QUE?..PORQUE QUEM JOGA O MILHO PARA OS POMBOS CONTINUAM À ALIMENTA-LOS..É SIMPLES!…E QUAL A SOLUÇÃO?..ALIMINAR O MILHO, OU ACABAR COM QUEM COMPRA O MILHO?
Acredito que temos como saída a formação familiar, a educação, o esclarecimento a respeito do perigo que essas drogas trazem. Se tratarmos nossas crianças e jovens com respeito e muito cuidado, teremos jovens mais conscientes e críticos, e certamente menos influenciados por esses traficantes.
Muito engraçado, não é?! Não tem polícia nem bope na zona sul invadindo casa de usuário. Danem-se o favelados, não é mesmo? Que socidade hipócrita. O financiador não é punido, só o pobre que vive cerceado pela violência gerada pelo tráfico. E ainda se fala de “guerra contra o crime”, todos os dias nos jornais e televisões. Estado falsário, mídia falsária!
Eu gosto de ler e ouvir as ponderações que, ainda que provocadoras ou poemizadoras, são bem pontuadas, como muitas que vi aqui, até por que é um assunto – a descriminalização – que ainda não tomei posição, tenho muitas dúvidas. Não sou a favor da legalização, mas a descriminalização mantenho em aberto.
Uma coisa que não vejo pontuada: no caso da liberação, como ficaria a regulação quanto a motoristas, tais como se tem com consumo de álcool?
O financiamento do tráfico pelo usuário só é um fato por causa da ilegalidade. Ninguém fica horrorizado quando vê um monte de gente se enchendo de álcool numa esquina, embora todos saibam quantos assassinatos ocorrem todos os dias por causa do álcool. Os tabagistas também financiam as empresas produtoras e são responsáveis por mais propaganda pró-tabaco. Drogas sempre existirão, assim como seus usuários. Devemos, porém, caminhar para a frente, no sentido de aumentar as responsabilidades individuais. Se maconha fosse vendida em farmácia (como já foi o caso) não haveria traficantes nem fuzis. Viva a hipocrisia brasileira!
A diferença entre os consumidores do posto 9 e do restante é que são menininhos mimados de classes média e alta, que têm consciência de que “tudo podem”, em detrimento das leis, pois, de fato, não se encontram submetidos a ela como o restante da sociedade, em especial, os moradores de outras regiões além túnel desta cidade. Por que então estes defensores do direito de fumar “seu baseadinho, na deles, sem incomodar ninguém” (é o que mais se ouve deles), não entram de cabeça em campanha pela liberação? Vão para as ruas. São pesoas influentes, formadores de opinião. Ah, mas aí surge um problema: vão ter de revelar às suas famílias que são usuários, pois até então, para seus pais, são ótimos filhihos, que estão longe destas atividades típicas da gentinha das zonas norte e subúrbio. Mostrem suas caras.
Não sou usuário de maconha ou outras drogas chamadas ilícitas, mas sou a favor da liberação, pois o resto é hipocrisia. Gastaria-se muito menos dinheiro com campanhas de conscientização sobre os males de todas as drogas, bem como para tratamentos, do que se gasta com segurança pública. Cada um responderia por seus atos. Se, sob efeito de drogas, o usuário prejudicasse um terceiro, penas duras para ele e só.
Abaixo toda forma de hipocrisia, tanto a da proibição, quanto à daqueles que se sentem acima da lei e acham que as autoridades devem reconhecer este direito.
Não quero ser percimista, mais depoi das UPPS vejo o trafico se tansformando de uma outra forma, essa mais pasivas, onde as pessoas nem estão subindo os morros para buscar as drogas, elas ja estão bem mais proxima e so basta estender as mão para obeter o quanto quiser, esperamos por dias melhores, e contamos com nossos policias que estejam comprometidos em pró da sociedade.
Como a maioria das pessoas são ingênuas não conseguem entender o verdadeiro significado desta invasão.
Nada mais é do que a troca de poder, como agora o chefão do tráfico é outro, ele só quis destruir o que ainda restava do antigo dono.
O governador só é um dos sócios cumprindo o seu papel.
Droga é só mais um produto comercial, que tem uma demanda enorme, portanto dinheiro, muito dinheiro para quem vende.
E fim de papo!
É cara!, você jogou um tremendo abacaxi no colo dos jornalistas e autoridades “competentes?”, eu também não sei não, sei lá, tem o papo de liberar que às vezes eu concordo, depois fico pensando e o crak? libera também, mas se não liberar todas será que resolve?, os traficantes não vão migrar para as que continuarem proibidas?.
Libera o consumo mas proibe o tráfico, e onde comprar?, tem que plantar? sei lá, não fumei mas já pirei.
Só sei que do jeito que tá não pode ficar.
Quanto à confusão da praia, não tinha jeito do pessoal incomodado se afstar não?, ou eles queriam era aprontar um barraco mesmo?, se o local é ponto de encontro dos “maconheiros” porquê escolheram logo este local pra ir?, eu não me incomodo muito com “maconheiros”, mas procuro ficar longe daquele pessoal que liga um som no carro que parece “trio elétrico”, principalmente porquê normalmente as músicas são horríveis, vai de axé ao “sertanejo” passando pelo funk e pagode, é “brabo” né?.
Sendo proibido deve ser coibido.
Não dá para ficar correndo atrás de bandido e deixando o financiador solto.
Falam sobre tratamento de desintoxicação;
mas o consumidor não quer parar, ele quer cheirar.
Os americanos tem uma população carcerária de quase três milhões de pessoas devido ao combate ao tráfico/consumo.
Aqui temos uma população carcerária de 400.000.
Não sei se temos verba para encarar uma situação destas, mas deveríamos tentar cumprir a lei.
Fora isto é enxugar gelo.
O grande equívoco da política anti-drogas neste País é privilegiar e fechar os olhos ao grande culpado, o verdadeiro criminoso que é o USUÁRIO. O consumo de drogas é o grande fomentador do tráfico e este somente vai diminuir com a severa, severa repressão ao usuário, verdadeiro culpado de todos os males causados pela droga.
Acho que a discussao vai alem do usuario. A culpa dessa violencia toda eh de quem proibe, nao de quem usa. Vamos deixar de hipocrisia.
Droga eh uma problema de saude publica, e nao de segurança publica. Seria mto mais produtivo e menos violento se liberassem logo essa porcaria, e com a grana dos impostos fosse feito investimentos na saude pra tratar dos viciados.
A culpa é mesmo dessa “galera”…
Cambada de arrogantes e filhinhos de papai !
Por que não foram presos ???
para O PIG maconha , craque, cocaina, …é tudo droga, e os ignorantes ( os q ignoram) defendem essa idéia absurda q favorece uns poucos em detrimento da maioria, é Dilma neles!!!
Um “bando” fumando na praia sem confusão, brigas, gritaria, etc…, na PAZ tipica do maconheiro, todos tem de mudar de praia pq uma madame não fuma e se sente incomodada pq o pig falou q é droga, ela deveria é se informar melhor, conversar com um amigo ou vizinho ou será q na vida dela ninguem fuma?.
Acho importante desmitificar essa concepção reificada de que há uma relação necessária entre violência no tráfico e usuários, quando em realidade essa relação é muito mais complexa que um simples binarismo. Se assim o fosse, todo o mundo sofreria com a violência do tráfico de drogas, do Brasil até o Canadá. Mas não: o problema da violência está muito mais atrelado aos países com altos níveis de corrupção, como Brasil, México, Colômbia e outros, onde os agentes do estado facilitam o tráfico de armas. E por que agora só se fala em usuário? Querem um bode expiatório, quando na verdade a culpa é de todos nós brasileiros que alimentamos a corrupção quando subornamos o guardinha pra não pagar a multa, quando pedimos pra aquele fiscal ‘dar um jeitinho’ etc etc etc. Penso hoje que a corrupção no país é cultural e tem origem no sagrado ‘jeitinho brasileiro’. Afinal, o Brasil é o país do contexto, onde as leis só valem se ‘tiver alguém olhando’.
Questão um: drogas existem no mundo todo. Usuários existem no mundo todo. Violência ligada ao tráfico NÃO existe no mundo todo. Apenas em determinados países.
Questão 2: se existe tráfico e usuários no mundo todo, e não é no mundo todo que o tra´fico está vinculado à violência como no Brasil, o que há de diferente?
Questão 3: Considerando os itens acima, seriam os usuários os únicos bodes expiatórios do problema?
Para pensar: se o tráfico aqui é violento, não é tanto pelas drogas mas muito, mas muito mais pelo TRÁFICO DE ARMAS.
E os maiores responsáveis pelo tráfico de armas são so AGENTES DO ESTADO. Ou seja: CORRUPÇÃO. O traficante brasileiro depende muito mais do traficante de armas que do usuário.
Engraçado é pensar de forma unilateral. Quer dizer que usar maconha aqui é errado, se eu me mudar pro canadá, holanda ou alguns estados dos EUA então passo a ser certo?
Que que isso nos diz?
Que nada é unilateral. Na época da lei seca nos EUA, traficantes ganharam rios de dinheiro vendendo alcool ilegal, posteriormente se tornaram as conhecidas Máfias. Seguindo a linha de pensamento aqui, quer dizer que a solução deveria ser criminalizar os usuários de alcool?
Sou usuário de Maconha e não estou militando a favor de sua liberação aqui, só estou chamando a atenção o erro de achar que existe uma opção “certa”.
O problema do tráfico e das drogas é muito mais social do que relacionado as drogas própriamente, sendo assim, possui muitas soluções, desde operações policiais(à meu ver solução provisória) e medidas para garantir uma qualidade de vida e potencial de crescimento aos menos favorecidos.
Dentre tantas soluções, não entendo porque batem na tecla do usuário, até porque, se querem exigir uma postura legalizem o plantio, regularizem o uso e cobrem impostos sobre. Se ainda continuarem comprando do tráfico, ai sim ganham o direito de reclamarem.
Ah, só pra constar, espero que você que critica não beba, nem fume ou tome coca-cola, são todas drogas que causam dependência. Ou melhor, tirando o fator social, qual a diferença entre elas. Pelo menos posso afirmar que não há 1 registro de morte em função do consumo da droga que uso.
Essa é a minha opinião, como disseram, a discussão é o que importa!
Autor do texto, vc sabia que tem muitas pessoas plantando a propria maconha e fumando na praia?
Percebam a proporção entre as drogas apreendidas. A maior parte é maconha. Talvez seja um ótimo momento para tratar publicamente a questão da descriminalização ou qualquer assim. Se não se pode plantar, compra-se. Pior, não é!? Como já foi falado aqui,o acesso já está mais do que difundido. O que precisa ser feito, é mostrar a hipocrisia com relação às drogas, especialmente maconha. Como sugestão, penso que seria interessante plantar quem quiser usar ou pagar muito imposto numa lojinha devidamente legalizada. A sociedade não sairia ganhando desta maneira?
Se a preocupação com uma simples planta não fosse tão grande, talvez questões sociais primordiais seriam resolvidas…o ponto principal é ficar atento do pq as coisas acontecem e são feitas; tenho certeza absoluta que a proibição da maconha e sua criminalização envolve questões mais profundas como interesse econômicos e até mesmo políticos.
Um comentarista acima disse:
“Na holanda 90% da maconha consumida é cultivada pelo proprio usuario.
maconha é planta, da natureza, classifica-la como droga é um absurdo.”
Segundo esse argumento, tabaco também não é droga. Aliás, armas biológicas não sintéticas também não são armas. Aliás, maconha tão não é droga que a atitude de fumar e dirigir dever incentivada, creio eu, afina, não altera nada no usuário. Eu sou contra a criminalização das drogas. Ao contrário, acho que deveria se liberar e cobrar altos impostos. Mas sou mais contra a argumentos do tipo: “é natural, não pode te prejudicar”. Bactérias e vírus naturais, segundo esse argumento, não podem te prejudicar, bem como animais e ERVAS venenosas que, em sendo naturais, não podem te prejudicar.
Maconha é droga, sim. O conceito de droga não é dado por ser natural ou sintética. Enquanto a discussão for baseada numa besteira dessa, a sociedade não anda.
Não adianta ficar culpando usuário, e nem ser ingênuo de achar que um dia vão simplismente deixar de existir. O uso vem muito antes da proibição, foi ela que causou esse caos todo, lógico que o abandono do estado às áreas mais pobres favoreceu o surgimento de um poder paralelo, mas não existiria tráfico se não houvesse proibição. Ficar fazendo operações como essa ou mesmo reprimindo usuários é perda de tempo e dinheiro. Acho super válida a atitude do estado como tomada de território, colocar aos seus cuidados uma área que sempre esteve abandonada, mas achar que isso é uma guerra contra as drogas é ingenuidade. No máximo o tráfico pode mudar de mãos e se reformular, mas não vai deixar de existir, sempre alguém irá querer se arriscar por uma das atividades mais rentáveis que existem, já que quando você proibe algo que tem grande demanda, logo está admitindo um mercado ilegal… ou ninguém se lembra da lei seca nos EUA?! A atual política é ingenua e burra, enquanto não revisarmos nossas leis sobre uso de drogas, todo o resto será murro em ponta de faca…
Esse usuario de drogas da zona sul que se lixe. São os pobres moradores das favelas que são o alvo do combate às quadrilhas. Restabelecer a presença do Estado e garantir um minimo de cidadania as pessoas da favelas é disso que se trata. Como disse um jornalista estes dias è de “Se trata de armas e poder, imbecil”.
Como ocorreu com dezenas de questões no país, está se tratando a coisa a toque de caixa depois de muitos anos de desconversa. Não há como comparar os efeitos colaterais da maconha no organismo, inferiores aos do álcool e muitos medicamentos, com o de outras drogas mais pesadas. É sempre o mesmo problema: da classe média alta para baixo, todo mundo está na corda bamba. Sendo difícil de sobreviver desse jeito, quase ninguém entende, por exemplo, de história, a menos que trabalhe com isso… basta ver os escolhidos para os legislativos estaduais. Se nem história temos, quanto mais bioquímica, de maneira a que as pessoas entendessem, por exemplo, que o corpo humano produz o análogo do THC. (google: endocanabinóideis) Agora, porque não se começa a investigar os políticos que cheiram quilos de cocaína? Essa sim é uma substância altamente letal e que gera milhões e milhões com uma tonelada. Que vergonha de viver nesses tempos de ignorância.
todo esse mimimi da “culpa do usuário” sumiria a partir do momento que proibissem qualquer droga receitada por médicos… ou cerveja, imaginem só… lembram de chicago, década de 30?
tem gente que apóia a polícia, aplaudiu “tropa de elite” (meu deus, o que mais agora?) e tal.
mas…
Cade policial corrupto que ajuda o tráfico na cadeia? não tem…
Cade fazendeiro, empresário, militar que INVESTE no tráfico preso? não tem…
Cade policial ou militar que vende arma aos bandidos? cade?
A culpa é dos usuários? ou do estado que nunca deu condição ou educação pras pessoas do morro? da polícia conivente que deixa tudo acontecer? da ganancia das altas camadas da sociedade? do descaso da classe revoltadinha, chorona e apática com o resto do povo?
a quem interessa esse chamada “guerra às drogas”? já pararam pra pensar nisso?
quem ganha com isso? porque alguem tá ganhando e não é a população…
tá tudo na cara, se INFORMEM!
parem de acreditar em espetáculo pirotécnico da mamãe globo.
ACORDEM!
Quantas crianças nós vamos ter que perder para o tráfico pra que um playboy possa acender o seu baseado?
O usuário é conivente com o tráfico porque é o meio pelo qual ele tem acesso a uma substância ilegal sobre qual, na maior parte dos casos, ele possui algum tipo de dependência, não porque simpatiza com as consequências. A questão das drogas é complicada porque delimitar o que pode ou não ser lícito é muito subjetivo, qual a é a diferença determinante, no que concerne à legalidade, entre o álcool, o tabaco, a maconha, a cocaína e os demais entorpecentes? E qual o papel do Estado em relação à essa questão? Em algum ponto sinto que ela fere liberdades individuais, ou, pensando melhor, sinto que há uma inversão de valores. Falar abertamente no dia a dia, sem preconceitos, sobre drogas, discutir o assunto, muitas vezes é desconfortável se você não tem uma opinião oposta, não necessariamente ao consumo, mas à criminalização de usuários ou à questão da ilegalidade. Sinto uma inversão dos valores porque ao invés de ser um assunto para se discutir de maneira aberta e neutra, nas escolas, na mídia, encontro com amigos, etc, está mais para tabu. Ou seja, há anos o Estado vem gastando rios de dinheiro para “tentar coibir” (pois sabemos que apenas parte desse dinheiro chega à sua finalidade), há anos a questão é tratada de maneira unilateral ou representa um tabu, há anos é ilegal e continuam existindo usuários e tráfico. Mas quanto, desse nosso dinheiro de contribuintes, vai para campanhas informativas, profissionais atualizados e bem pagos nas escolas, pesquisas, etc? Seria o papel do Estado mais para repressor do que para educador? De modo que a opção pela não utilização de drogas fosse feita de maneira sóbria, ao invés de violenta e repressora? O Estado é um reflexo de nós mesmos… estamos batendo numa tecla que nunca deu certo. Nao é hora de pensar as lutas sociais através de outra ótica?
hahahaha “enquanto houver usuário haverá trafico” esse pessoal ou não tem noção do que fala ou simplismente é ignorante… o tráfico não existe por causa dos usuários, e sim por conta da ilegalidade… se existisse uma politica organizacional para legalizar as drogas pra quem quiser usar e leis para controlar o uso, como no caso do cigarro e do alcool, que por sinal, causam muito mais problemas, de forma geral, a quem usa e àqueles que estão em volta de quem é viciado nas mesmas, não existiria tráfico… é uma matematica pura e simples que o governo não pretende botar em prática pois o tráfico da dinheiro para ele… pura ilusao é achar que essa ocupação da policia servirá de algo… se muito pra conter a violência, o trafico continuará a existir!
O Brasil não legalizar o uso de entorpecentes só mostra como temos pensamentos retrógrados. É muito fácil e cômodo culpar o usuário por existir o tráfico, como se ao comprar uma peça de roupa, por exemplo, não se contribui para nennhuma exploração. Outro ponto que deve ser visto, pelo lado da maconha, é que pelo seu consumo, não se há relatos de nenhuma morte, diferente das mortes ocasionadas pelo consumo do álcool. Se nós brasileiros soubéssemos o real significado de hipocrisia, esta “guerra contra o tráfico” não exisitiria e a policia e outros órgãos do governo estariam com maiores forças e centrados em problemas reais que a sociedade enfrenta.
Descriminalizar a maconha é o primeiro passo. Já ajudaria muito a tirar do tráfico o consumo desta planta, a qual nós seres humanos simplesmente nos achamos no direito de proibir a existência. E tudo porque?? Por conta dos interesses econômicos do Sr. Henry Ford. Não acreditam?
Aqui: http://migre.me/2vmde Um artigo excelente sobre a história da maconha e sua criminalização mega conveniente aos interesses econômicos e territoriais norte-americanos.
Sugiro a leitura a todos que acham que usuários de maconha são os culpados dessa m. toda. Descriminalize e tire a planta que faz menos mal que álcool da lista de “drogas”. Maconha não é droga, é calmante, é remédio e faz menos mal que Lexotan.
O usuário de drogas, seja ela licita ou não, deve ser tratado como dependente (questão de saúde, física e mental) e não como criminoso. Ora amigos, que falsa indignação é essa com meia duzia de maconheiros na praia, se todos os dias vemos milhares de zumbis nas cracolândias? Uma garota foi morta esse final de semana, depois que um bêbado passou no sinal vermelho e acertou seu carro; a garota de 21 anos, morreu na hora. A DROGA pode mudar mas o usuário sempre vai existir!
Está muito arraigado o conceito de que os problemas relacionados à drogas no Rio de Janeiro, e porque não dizer em todo o restante do mundo, é causado pelos usuários, mais especificamente aqui nesta matéria, pelo cara que fuma seu baseadinho na praia. Isso é um equívoco sem tamanho, uma grande bobagem, um preconceito criado na cabeça das pessoas para sustentar uma estrutura. Eu não fumo maconha. Nem cigarro, e também não bebo… Mas para mim é claro que a não liberação das drogas é uma necessidade da indústria de segurança pública. Libera as drogas e acabou o tráfico… simples assim… aliás como aconteceu com o whisky na década de 30 nos EUA… sua proibição (em 1920) só gerou grandes traficantes, como Al Capone… Tem uns malucos que acham que se liberar as drogas, vai ficar todo mundo drogado: bobagem… se fosse assim, todo mundo seria alcoólatra (a mais nociva das drogas que existe no mercado)… pega o que se gasta hoje com repressão e investe na educação… os resultados seriam muito melhores…
Os usuários de drogas que me perdoem,mas não acho certo comparar com outros países,pois isso não passa de propaganda usada por usuários inconcientemente.As drogas tem tirado jovens das escolas,das famílias,e causado transtorno a sociedade.Os usuários que tem dinheiro compram,os que não tem roubam de quem tem e de quem só tem para comer.Segundo estudo,a primeira coisa que a maconha provoca é criar um abismo entre a razão e a emoção.( eu já fui usuário e sei o que digo) comandar uma máquina como,carro ,moto,avião,torno,etç,sob efeito da maconha é 90% de chance de um acidente.Que dirá manejar uma arma de fogo.Os usuários de classe média e alta gostam ( com exeção) de fazer propaganda e assim serve como desculpa para si próprio.Financiam sim o crime,e são tão culpados quanto os que os cometem.Sei que não é fácil sair do vícil como fazem os adolescêntes acreditarem.Eu já estive no inferno das drogas e consegui sair,mas nem todos conseguem.
Uma pena que a CartaCapital assuma um discurso limitado e conservador e faça eco às vozes que culpam os usuários. Esperava mais da revista.
Pessoal, não podemos dividir esse caso em calsses sociais. A classe média e os mauricinhos usam e se divertem com isso, mas moralistas clássicos como artistas, músicos e intelectuais em geral também são ativos quando se fala em drogas. A discussão sobre a legalização e as medidas de controle são válidas e devem ocorrer mesmo, mas o fato é que hoje, nesse momento, drogas são ilegais e todos aqueles que experimentam pela primeira vez e repetem estão financiando organizações criminosas e colaborando com atos de terror pelo Brasil, e mais cinematograficamente no Rio. Não sei o que seria melhor para a nossa sociedade, mas sei que discutir a lei e aplica-la são pontos básicos para fazer o BRasil mais seguro e correto.
A visão distorcida que a própria mídia ajuda a difundir é esta: Os pretinhos pobres que vendem a droga devem ser exterminados pela polícia e pelos tanques e tratados como criminosos sem futuro (bem mostrado no TROPA DE ELITE), já os ricos branquinhos que fumam a maconha são pobres usuários que tem o seu direito a fumar uma ervinha e a sua questão tem que ser tratada como um problema de “saude pública”. Acho que o tratamento tem que ser igual para os 2. Ou prende ou libera tudo de uma vez.
De acordo com a OMS 80% do dinheiro gerado pelo tráfico não são de pessoas viciadas e sim dos usuários eventuais. O próprio Beltrame disse uma vez que se em um mês todos os usuários eventuais não comprassem as drogas as facções perderiam muitos recursos e ficariam debilitados.
Culpa? Tem, sim senhor e não é pouca não . . .
Enquanto corremos atras do rabo nada vai mudar. O uso de drogas sempre existiu e sempre vai existir. A questão brasileira que temos está ligada a falta de condições mínimas a populações do suburbio que, por não ter qualquer outra opção, é seduzida ao crime. Enquanto isso os grandes reis do tráfico estão em suas coberturas ou em castelos em brasília, defendendo seus interesses. ACORDA!
Devia ser como na Argentina!
O consumo é legal. É proibido comprar, mas pode-se plantar.
Ponto final.
droga existe em qualquer lugar do planeta. Porque e tao dificil entender que droga nao e igual a favela? Nao fumo maconha, mas bem que gostaria, e um calmantezinho natural e cheiroso. Tem gente que prefere ir na farmacia comprar um bom tarja-preta receitado pelo medico. questao de escolha.
Meus queridos , a classe economica de quem usa drogas nao importa, nas periferias os grandes consumidores sao pessoas simples , que trabalham (ou tentam), numa madrugada na bocada vc so ve um monte de alma perdida, gente querendo trocar celular, pedindo fiado, chorando, como dizem os racionais “loco no morro nao falta”, se esse lugar coqueirao e ponto conhecido de consumo uma saida seria demarcar como zona livre de uso com aparato dos agentes de saude algo parecido com as safetyroom , mas ai voce vai falar “ta bom,nao tem dinheiro nem pra saude e policia e nos temos que pagar essa conta tambem”, por meu amigo e que devem legalizar as drogas e olha que falo como alguem que se fud*&, na vida por causa de drogas,com internacoes etc, mas se eu tenho um problema com drogas eu nao posso impedir que alguem que usa e consegue conciliar com uma vida produtiva exerca seu livre direito de escolha , do mesmo modo que um alcoolatra nao impede que outras pessoas que fazem uso responsavel de alcool bebam.
E certo dizer que o usuario financia a vilolencia, e, mas isso so acontece por voce tem recorrer ao mercado negro, tenho certeza que a imensa maioria preferiria comprar legalmente e pagar impostos que poderiam ser revertidso em tratamento e principalmente prevencao, Holanda, EUA, Franca,israel todos esses paises tem em alguma medida um programa que de certa forma tiram da clandestinidade os usuarios, Qual e o problema do brasil? Do que as pessoas tem medo? De que apos legalizarem tera drogas em qualquer esquina? Mas esse e o ponto JA TEM DROGAS EM QUALQUER ESQUINA.
Na holanda 90% da maconha consumida é cultivada pelo proprio usuario.
maconha é planta, da natureza, classifica-la como droga é um absurdo.
Complicado apontar culpados nesta história toda. Da mesma maneira que usar drogas é ilegal, o seu cultivo também o é. E alguns usuários usam a desculpa de que “se eu pudesse eu plantava”. Oras, usar também é tão ilícito quanto plantar e se enquadra na mesma legislação de porte ou tráfico.
Outro ponto é o já citado por outro leitor quanto à lei antifumo em SP. Creio que o raciocínio é o mesmo: em ambiente público, o que prevalece é a lei. Então, se há contraventores, praticando qualquer ilicitude, o ato deve ser coibido pelos órgãos de repressão. A cidadã que fez a denúncia cumpriu com seu papel de cidadã e ainda defendeu o seu direito de ali permanecer sem ser importunada. Isso tudo, é claro, dentro do âmbito da lei, da esfera jurídica.
Outra coisa é a questão moral e social por trás de toda a história. O consumo de drogas, seja lícito ou ilícito, nunca vai acabar. Se é certo ou errado é algo muito mais complexo do que imaginamos. O grande descaramento que ocorre é o Estado permitir que através de atividades ilícitas (seja tráfico, seja roubo de cargas, seja milicias) a população tenha seus direitos tolhidos em benefício de uma minoria composta por civis, políticos, policiais, juízes etc etc.
Enquanto não houver reforma nas polícias, na política e mesmo na consciência de coletividade da sociedade como um todo, nada mudará. E nesse ponto, não há um culpado, mas todos somos culpados, direta ou indiretamente.
Essa é minha humilde e talvez simples opinião, e não tenho intenção nenhuma de ser dona da verdade. Mas o debate é importantíssimo para que possamos começar com mudanças em nós mesmos, e assim, nos despirmos de preconceitos e lugares-comuns.
Abraços a todos
O usuario é sem dúvida, um dos responsaveis pelo trafico e pela violência, mas se não fosse drogas pra vender, seria outra coisa. Sou usuario de maconha, mas se pudesse plantar o pouco que consumo, com certeza não escoheria financiar a violência. O traficante quando vende não tá pesando na felicidade ou satisfação do usuario, tá querendo fazer dinheiro, logo, creio que a origem desse problema social não é somente drogas, e caso fosse somente drogas, porque que cerveja não recebe o mesmo tratamento?
Usuário de frogs financiam tudo isso, então são uma parte importante do problema.
São CRIMINOSOS TAMBÉM. Não pode ser encarado de outra maneira.
Eles são a causa principal do que aconteceu nesses anos todos.
Sem dinheiro do usuário …. clean!!
Usuário = Parte da Rede do Trafico = Criminoso .CANA NELES!!!!
Tolerancia Zero Urgente !!!
Há muita diferença entre o cara que fuma um baseado e quem se droga de forma mais pesada, seja fumando crack ou usando outras drogas químicas de modo descontrolado. Vemos aí duas questões distintas, uma de saúde pública, como o são também o alcoolismo e o tabagismo, e outra relacionada às liberdades individuais, ou seja, se alguém desejar usar qq droga, seja ela maconha, alcool, tabaco, cocaína, anti-depressivos ou o que quer que seja,sem que isso se constitua em problema para ela mesma, para sua família ou para a sociedade, esta é uma questão de fôro íntimo. O Estado não deveria legislar sobre este tipo de coisa. Aliás, foi a partir do “enquadramento” de substâncias como a maconha e a cocaína, a partir dos anos 30 do século passado (coincidindo com a liberalção do comércio de álcool nos EUA) que a questão caminhou para tornar-se de polícia e de saúde pública. Portanto, há sim uma certa hipocrisia, ou mesmo um “ranço conservador” nessa postura da sociedade em relação ao problema. O que vcs acham que mata mais? Tabaco ou maconha? O que gera mais violência? Álcool ou ectasy? Não pretendo aqui fazer apologia do uso de drogas, mas acredito que seja um momento oprtuno para abordarmos tais questões. Quanto ao tráfico, embora seja indiscutível seu papel de motor do mundo do crime, devemos considerar que a situação do RJ representa o ápice do banditismo no Brasil, não tendo paralelo no restante do país.
Os CULPADOS SÃO: os politicos, os policiais, os traficantes, os jovens usuários burgueses…
Podemos culpar quem quisermos, mas nunca iremos a raiz do problema se ficarmos no “a culpa é de quem?”a situação é hiper profunda e complexa! Passa por questões pontuais, como a copa do mundo, passando por toda nossa historia geo-politica!!!
A CULPA NÃO É DE NINGUEM!!! Sou usuário de maconha e tenho peso na consciencia por minha contribuição para esse problema! mas estou longe de ser causa dele…
Esse problema é a ser discutido pensando em uma dezenas de anos a serem investidos em prol de uma solução!!!
IGNOREM OS CULPADOS!!! AJAM!!!
A questao pra mim é obvia. Até algum tempo atrás, fumava-se em qualquer lugar e ninguem tava nem ahi. Agora é politicamente deselegante e em sampa, é proibido fumar em qualquer lugar. E neste caso, o cidadão foi “convocado” a colaborar com a ordem publica, denunciando o fumante. Com o beneplacito da dita sociedade esclarecida, instigou-se o publico a praticar o dedurismo. A indignada resolveu fazer o mesmo, mas percebeu que ela tava no lugar errado com as pessoas erradas, ou seja, nestes casos, era melhor reclamar com o bispo que tentar dissuadir uma grande turma a nao fazerem o que ela nao queria que fizessem. E claro, nada contra reclamar do governo que nunca está disponivel qdo se precisa dele.Se ao reclamar com uma unica pessoa vc ja corre risco de ser agredido, a indignada realmente tinha que tomar uma dose de bom senso antes de partir pra este tipo de contenda. E a sorte da moça foi que a maioria era maconheiro, que demora muito pra tomar alguma atitude mais violenta. Se tivesse crackeros na regiao, talvez ela fosse mandada pra cidade dos pés-juntos. Em resumo: seja no Brasil ou em qualquer outro país, enfrentar turba é roubada.
Legalizar, com receituário e impostos ALTÍSSIMOS (revertidos para tratamento dos viciados) parece ser a única solução.
O consumo nunca vai acabar, a humanidade sempre consumiu drogras. Em nossos tempos de individualismo exacerbado, competição desvairada, a insegurança pessoal é disfarçada e contornada com o consumo de drogas.
É necessário também tornar o ato de consumo socialmente indesejável, tal como acontece agora com os tabagistas. Parece que em certos meios, consumir drogas é considerado “elegante”, por mais estranho que isso possa parecer.
Pois é. A culpa de tudo isso que está rolando no Rio de Janeiro, como mostra o primeiro Tropa de Elite, é desses jovens da classe média-alta que financiam o tráfico. Se ninguém comprasse drogas, os traficantes não teriam grana pra comprar armas e traficante sem arma, convenhamos, não apita muita coisa nos morros. A população honesta, que é a imensa maioria dos moradores das fevlas, é que se ferra no final.
É a típica mentalidade da pequena burguesia: Não tenho nada a ver com isso, a culpa são dos outros.
Pode-se discutir sobre a liberdade individual a respeito da proibição de certas drogas, mas não há como negar que elas financiam o tráfico (de armas, inclusive), a corrupção, a violência, a negação dos direitos fundamentais aos excluídos e tudo o mas que vem a reboque.
A típica atitude que vemos pela imprensa é a do usuário que no seu mundinho de fantasia alega uma vaga “hipocrisia” da sociedade com relação àquilo, e de que tal argumento das drogas financiarem o tráfico ser uma falácia.
Até onde eu sei, o tráfico de drogas não é uma atividade sem fins lucrativos, que objetiva fornecer drogas por caridade para suprir a urgência de algumas almas aflitas.
27.04.2012
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