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Ex-porteiro diz que matou ex-ministro do TSE por ter sido humilhado

por Redação Carta Capital — publicado 18/11/2010 10h07, última modificação 18/11/2010 12h24
Em confissão à Polícia do DF, ex-porteiro diz não ter agido a mando de ninguém e ter um comparsa

Em confissão à Polícia do DF, ex-porteiro diz não ter agido a mando de ninguém e ter um comparsa

Após mais de um ano do crime que levou à morte o ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, surge seu provável assassino. O ex-porteiro Leonardo Campos, preso nesta segunda-feira 15, confessou, em depoimento à polícia Civil do Distrito Federal nesta quarta-feira 17 ter matado o ex-magistrado. Os primeiros golpes de facada na esposa do ex-ministro Maria Mendes Villela e na empregada Francisca Nascimento Silva , segundo Campos, teriam sido de autoria do comparsa Paulo Cardoso Santana, seu primo.

Campos disse à polícia que ninguém encomendou o crime e que a motivação para o assassinato foi ter sido humilhado pelo ex-magistrado quando foi pedir emprego. “O que me gerou a coisa com o Dr. Villela não foi por nada, talvez por ele ter me destratado. [Ele disse] Que se ele fosse arrumar emprego para tanta pessoa ele teria que montar uma agência de emprego. Fiquei com vergonha”, disse.

Campos declarou que sabia que não ficaria impune, mas que não se entregou por vergonha da família.

O depoimento do suspeito acabou por somar mais uma contradição na investigação da polícia. Campos negou que tenha limpado a cena do crime e as facas utilizadas. Disse também que não trancou a porta do apartamento. Já a polícia, no início das investigações, afirmou que a cena havia sido alterada, que não havia sinais de arrombamento da porta e que os criminosos teriam a chave do local do crime. Além disso, a polícia chegou a prender e depois soltar a filha do casal, Andrea Villela, por suspeita de comandar o crime, a vidente Rosa Maria Jaques, por atrapalhar as investigações ao dizer que mantinha contato com o espírito casal assassinado, e o marido dela João Tochetto.

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