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Sociedade

Massacre do Carandiru

Ex-governador de SP será ouvido no julgamento

por Redação Carta Capital — publicado 16/04/2013 11h52, última modificação 16/04/2013 11h52
Luiz Antônio Fleury Filho, que acompanha a sessão, foi arrolado como testemunha de defesa no processo

São Paulo – O segundo dia de julgamento do Massacre do Carandiru teve início às 9h50 desta terça-feira 16 com o depoimento do desembargador Ivo de Almeida. Ele era juiz corregedor do presídio em outubro de 1992, quando ocorreu a invasão policial para conter a rebelião no Pavilhão 9 da Casa de Detenção do Carandiru. Para esta terça-feira é esperado o depoimento do governador à época, Luiz Antônio Fleury Filho, que acompanha o julgamento no tribunal. Eles foram convocados pela defesa dos 26 policiais militares julgados desde o início da semana no Fórum da Barra Funda.

Outra testemunha de defesa a depor será Pedro Franco de Campos, que estava à frente da Secretaria de Segurança Pública. A ação, ocorrida em 2 de outubro de 1992, resultou na morte de 111 detentos. Os juízes corregedores do presídio à época do massacre, Fernando Antonio Torres Garcia e Luiz Antonio San Juan França, também foram convocados pela advogada de defesa Ieda Ribeiro de Souza. Eles acompanharam as negociações antes da entrada dos policiais militares no Carandiru.

Na segunda-feira 15 foram ouvidas cinco testemunhas de acusação. Três delas eram detentos que sobreviveram à ação policial no Carandiru. O diretor da Divisão de Segurança e Disciplina da Casa de Detenção do Carandiru, Moacir Santos, também prestou depoimento, no qual relatou que os policiais já chegaram “metralhando” para conter a rebelião.

O último a depor foi o perito criminal Osvaldo Negrini Neto. Ele declarou que a falta de vestígios de projéteis e de estojos vazios mostraram que a cena do massacre foi adulterada ou violada. A promotoria , que pretendia ouvir 14 testemunhas, absteve-se de ouvir as demais.

Devido ao grande número de réus envolvidos, o julgamento do Massacre do Carandiru está sendo feito em etapas. A previsão é que esta primeira dure entre uma e duas semanas. Os 26 réus julgados agora são acusados por 15 mortes ocorridas no segundo pavimento do Pavilhão 9.