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Por encontro com reitor, estudantes trancam as entradas da USP

por Piero Locatelli — publicado 18/10/2013 10h56, última modificação 18/10/2013 11h01
Em greve, os manifestantes pedem mais democracia e cobram o estabelecimento de cotas sociais e raciais na universidade
Estudantes durante manifestação na USP

Estudantes trancaram entrada da Cidade Universitária nesta sexta-feira 18

Estudantes da Universidade de São Paulo trancaram as entradas da Cidade Universitária, o maior campus da USP, na manhã desta sexta-feira 15. Eles impediram a entrada de carros e motocicletas nas três entradas da universidade. O DCE (Diretório Central Estudantil) decretou greve em assembleia em 1º de outubro. No mesmo dia, estudantes ocuparam a reitoria da universidade, onde parte deles permanecem.

Os estudantes tem uma série de 28 reivindicações. Entre elas está a eleição direta para reitor na universidade. Atualmente, o ocupante do cargo mais alto da USP é escolhido pelo governador do estado a partir de uma lista tríplice indicada por professores. Outra reivindicação é a instauração de cotas raciais e sociais para o processo de seleção dos alunos, seguindo o exemplo de outras universidades públicas. Eles também pedem a restauração da água e energia na reitoria ocupada. A lista completa das demandas dos estudantes está no site do diretório, e pode ser acessada aqui.

O reitor da universidade, João Grandino Rodas, propôs uma reunião para a próxima sexta-feira, dia 25, argumentando não ter espaço em sua agenda. Mas os estudantes na mobilização temem que essa seja uma manobra para esvaziar e enfraquecer o movimento, e pedem um encontro imediato com ele.

“Não é possível que um reitor não tenha tempo para falar com um estudante antes disso,” diz Arielli Tavares, estudante de letras de 23 anos e diretora do DCE.

Para Arielli, a motivação da nova manifestação foi a repressão da última terça-feira 15, que levou à prisão de 56 alunos. “A falta de democracia bate forte em todos os cantos da universidade.  Infelizmente a USP é autoritária, e isso fica claro principalmente depois do último ato.”