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Estudantes de São Paulo farão novo protesto por transporte

por Lucas Conejero — publicado 19/01/2011 10h38, última modificação 30/10/2011 22h48
Nesta quinta-feira 20 acontecerá outra manifestação. A primeira, dia 13, foi violentamente reprimida pela PM. Por Lucas Conejero

Nesta quinta-feira 20 acontecerá nova manifestação. A primeira, dia 13, foi violentamente reprimida pela PM

No final da tarde da última quinta-feira 13, um grupo de aproximadamente 700 estudantes foi violentamente reprimido pela Polícia Militar durante manifestação no centro da cidade de São Paulo. Organizado pelo Movimento Passe Livre, o ato aconteceu em função do recente reajuste na passagem dos coletivos da capital paulista de R$2,70 para R$3,00.

A marcha teve início no Teatro Municipal e ocorreu de forma pacífica até atingir a região da praça da República, onde um desentendimento entre manifestantes e policiais, referente à interdição completa da Avenida Ipiranga, terminou em cenas dignas dos anos de chumbo.

O saldo: dezenas de feridos, algumas vitrines quebradas e uma base móvel da Polícia depredada. De acordo com a PM, quatro manifestantes foram presos e encaminhados ao 3º DP. Porém, fontes ligadas ao MPL falaram em quase trinta pessoas detidas, todas levadas ao mesmo distrito.

Presente na manifestação, o jornalista e cartunista Carlos Latuff filmou o conflito. O vídeo, divulgado nos maiores portais de internet do país e repicado em blogs e sites de relacionamento, causou indignação pela brutalidade frente jovens desarmados e nitidamente despreparados para um confronto.

Diferente dos estudantes europeus, protagonistas nos últimos meses de cenas de barbárie com a polícia, o movimento estudantil brasileiro organizado tem na ação direta não violenta a via principal para fazer valer seu direito de liberdade de manifestação e sofre repressão covarde nos quatro cantos do país.

O Movimento Passe Livre segue a tendência e nas páginas do seu site diz estar “distante do oportunismo das entidades estudantis oficiais”. Fundado em plenária realizada no Fórum Social Mundial de 2005,  proclama-se  apartidário e horizontal. Sua principal bandeira é a garantia de transporte público gratuito para todas as camadas da população.

“Não há como ficar calado frente a um aumento muito superior à inflação, que ocorre apenas um ano depois do último e em benefício exclusivo dos empresários do setor”, afirma em nota oficial o Movimento Passe Livre.

Dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apontam para 5,83% de inflação na cidade, enquanto a passagem subiu aproximadamente 11%.

Um nova marcha está marcada para acontecer na próxima quinta-feira, 20, com concentração às 17 horas na Praça do Ciclista (esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação).

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