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Estereótipos da violência

por Renato Sergio de Lima — publicado 06/04/2011 08h59, última modificação 08/04/2011 12h06
Atribuir os problemas única e exclusivamente ao tráfico de drogas é um dos tantos lugares-comuns que obstruem o debate sobre o tema
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Engana-se quem aponta o tráfico e o crime organizado como a fonte de todos os males

Atribuir os problemas única e exclusivamente ao tráfico de drogas é um dos tantos lugares-comuns que obstruem o debate sobre o tema

[caption id="attachment_25615" align="alignleft" width="205" caption="Engana-se quem aponta o tráfico e o crime organizado como a fonte de todos os males"]
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Uma das principais bandeiras do novo governo, o pacto para a redução de homicídios, articulado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, em parceria com os governadores, retoma um debate fundamental para a segurança pública. O Brasil não pode aceitar que anualmente mais de 50 mil cidadãos sejam mortos por homicídio. O número representa uma taxa persistente de cerca de 25 mortes para cada 100 mil habitantes e nos coloca na triste posição de sexto país mais violento do mundo.

O Brasil enfrenta, porém, desafios consideráveis quando se debruça sobre as razões desse quadro. Não há consenso a respeito das causas da violência e o que vemos é um cenário no qual o Estado se vê às voltas de imensas demandas sociais, corporativas e políticas, mas pouco consegue interferir na qualidade de vida da população e na garantia efetiva de paz e direitos.

De um lado, posições marcadas pelo reducionismo típico de visões que reputam à desigualdade e às demais condições socioeconômicas as mazelas brasileiras, incluída a violência. De outro, aqueles que defendem o encarceramento intenso e medidas de endurecimento penal como forma de conter o crescimento da criminalidade, por sua vez atribuída quase exclusivamente ao crime organizado e às drogas ilícitas (crack, cocaína etc.).

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 641, já nas bancas.

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